Maternidade Nossa Senhora de Lourdes incentiva a amamentação exclusiva até os seis meses do bebê

Com palestras e capacitações, a MNSL destaca para mães, familiares e servidores a importância do leite humano 

Durante o Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), por meio do Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH), reforça a importância da amamentação com ações voltadas às mães, aos familiares e aos servidores. O tema deste ano é ‘Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona’.

Segundo a superintendente da MNSL, Lourivânia Prado, o leite humano é considerado o padrão ouro por fornecer todos os nutrientes essenciais na medida exata, proteger contra infecções graves e se adaptar às necessidades de cada fase do crescimento da criança. “O leite materno também contribui para a redução da mortalidade infantil, o que reforça a importância da amamentação exclusiva até os seis meses de vida. Por isso, a rede de apoio e as famílias devem auxiliar a mãe nesse momento. O nosso Banco de Leite Humano está de portas abertas para ajudar”, enfatizou.

A MNSL conta com o Método Canguru e está pleiteando o selo de certificação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Essas estratégias de saúde têm como pilares o incentivo ao aleitamento materno.

O Método Canguru estimula o contato precoce e a presença constante da mãe junto ao recém-nascido, por meio do contato pele a pele. Já a IHAC é uma certificação voltada à redução da mortalidade neonatal e ao estímulo ao aleitamento materno.

Durante este mês, estão sendo realizadas diversas ações, como oficinas para mães e servidores da maternidade, palestras e capacitações para profissionais da Atenção Básica dos municípios do interior do estado.

De acordo com a coordenadora do Banco de Leite Humano Marly Sarney, Helga Muller, é fundamental orientar as mães para que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida. “Estamos dialogando com os profissionais da Atenção Básica dos municípios porque eles atuam diariamente nas Unidades Básicas de Saúde e podem orientar as gestantes que fazem o pré-natal sobre a importância da amamentação. Aqui na MNSL, os técnicos que trabalham com o Método Canguru, na Ala Verde, já realizam esse trabalho de incentivo ao aleitamento. Com as oficinas da IHAC, todos os servidores estão sendo capacitados para orientar as mulheres internadas nas demais alas”, informou.

Para Maria Jéssica dos Santos, natural de Capela, que tem hipertensão arterial e teve o terceiro filho, Kaylan, na MNSL, participar da conversa sobre a importância da amamentação foi uma experiência positiva. “Amamentei os meus outros dois filhos, mas não de forma exclusiva até os seis meses. Agora tenho consciência de que isso é muito importante para a saúde do meu filho, e ele será amamentado exclusivamente até os seis meses ou até mais, se ele quiser”, destacou.

SES promove reunião para alinhamento das ações de enfrentamento do El Niño

O fenômeno climático pode ocasionar aumento nos casos de doenças diarreicas, respiratórias e, principalmente, de arboviroses como dengue, zika e chikungunya

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio das Diretorias de Vigilância em Saúde (DVS), Operacional da Saúde (Dops) e da Atenção Especializada à Saúde (Daes), reuniu, nesta quarta-feira, 12, coordenadores das unidades que compõem a Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) de Sergipe para apresentação e alinhamento do plano de ações de enfrentamento do fenômeno climático El Niño. 

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e responsável por provocar mudanças climáticas. No estado, o fenômeno pode ocasionar diminuição do volume de águas, calor intenso e seca extrema, o que pode impactar negativamente a rede de saúde pública. A previsão é de que os efeitos iniciem em agosto e tenham novembro e dezembro como os meses com potencial de criticidade. 

De acordo com o coordenador da Força Estadual do SUS de Sergipe, Marcos Fonseca, as graves secas contribuem para o aumento do acúmulo de água parada nas residências, o que pode levar a surto de epidemias com o crescimento de casos dengue, zika e chikungunya. “Em Sergipe, a seca extrema pode impactar no aparecimento de doenças diarreicas e respiratórias e acidentes com animais peçonhentos, mas a nossa maior preocupação são as arboviroses. Por ser um período de pouca chuva, os moradores tendem a acumular água em reservatórios, que podem servir como criadouros para mosquitos transmissores, como o Aedes aegypti”, destacou.

A reunião contou com a participação de diretores e coordenadores de Hospitais Regionais, Hospitais de Pequeno Porte, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e núcleos de vigilância epidemiológica hospitalar. Segundo o infectologista e diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, esse plano de contingência tem por objetivo preparar as unidades para minimizar as consequências do El Niño na rede de urgência do SUS sergipano. “A rede de urgência e emergência é uma porta de entrada para casos graves. Com a chegada de um fenômeno novo, essas unidades correm o risco de atingir uma maior demanda. Por isso, é preciso que essa rede esteja preparada e atenta para atender e observar essas oscilações que podem acontecer”, ressaltou Marco Aurélio.

Para enfrentar os impactos do El Niño, as unidades hospitalares devem ter atenção ao aumento de casos de arboviroses, doenças diarreicas agudas e acidentes com animais peçonhentos; reforçar o treinamento das equipes profissionais, e prever e prover insumos necessários para o atendimento dessas ocorrências. 

A enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital da Mulher e Maternidade de Aracaju Lourdes Nogueira (Hama), Cassiele Azevedo, participou da reunião e afirmou que, agora, poderá traçar, com maior embasamento, estratégias para cuidar das gestantes durante o fenômeno El Niño. “Trabalhamos com gestantes no período final da gestação que é o parto, um momento delicado e que precisa de muitos cuidados. Além disso, também atendemos bebês que tiveram alguma complicação de saúde e precisam ficar na  Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Então, essa reunião é de grande valia. Sabemos que o fenômeno pode causar mudanças e precisamos de uma estratégia funcional para que isso não impacte e nem sobrecarregue os serviços públicos de saúde”, pontuou.

Fotos: Felipe Goettenauer

Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória retoma cirurgias gerais após duas décadas

Implantação do plantão de Cirurgia Geral fortalece a descentralização dos serviços de saúde e permite que pacientes do sertão sejam submetidos a procedimentos cirúrgicos de urgência mais próximos de casa.

O Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano, iniciou uma nova etapa na oferta de assistência especializada com a implantação do Plantão de Cirurgia Geral. O serviço, que passou a integrar oficialmente a escala médica da unidade no dia 8 de agosto, representa uma conquista histórica para o hospital, que volta a realizar procedimentos de cirurgia geral após cerca de duas décadas. Até o momento, três pacientes já foram submetidos a procedimentos pela especialidade.

A chegada da equipe amplia a capacidade de resposta da unidade para pacientes que necessitam de avaliação e intervenção cirúrgica, tanto nos atendimentos de urgência e emergência quanto para pacientes já internados no hospital.

André de Oliveira, 26 anos, residente em Gararu, chegou ao Hospital Regional de Glória e, após avaliação médica e exames de imagem, foi identificada alteração compatível com apendicite aguda. Diante do quadro clínico, foi indicada intervenção cirúrgica de urgência. André de Oliveira apresentou evolução satisfatória e permanece em recuperação.

“Eu fui para Porto da Folha e de lá me encaminharam para Glória. Quando cheguei aqui, os médicos me examinaram e foi tudo muito rápido. Eles tiveram uma paciência enorme comigo. Graças a Deus consegui me operar e estou bem melhor”, relatou o paciente.

A superintendente do Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, Everlyn Karla, destaca que a  presença dos cirurgiões na unidade permite que o paciente seja avaliado e tratado mais rapidamente, reduzindo deslocamentos e contribuindo também para a diminuição da demanda sobre o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). “A assistência contempla pacientes da clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além das demandas provenientes da urgência e emergência”. destaca.

Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose reforça prevenção e vigilância da doença

Em Sergipe, entre 2025 e julho de 2026, foram identificados 42 casos de leishmaniose visceral

As leishmanioses são infecções graves causadas por parasitas do gênero Leishmania e transmitidas pela picada do inseto vetor conhecido como mosquito-palha. Para reforçar a prevenção e o combate à doença, entre os dias 10 e 17 de agosto, acontece a Semana Nacional de Controle e Combate às Leishmanioses, instituída pela Lei nº 12.604/2012.

A iniciativa busca fortalecer ações educativas, preventivas e de vigilância, além de divulgar avanços relacionados ao controle da doença, que pode ser dividida em leishmaniose visceral (que lesiona os órgãos internos) e a leishmaniose tegumentar (que afeta pele e mucosas). 

Cenário epidemiológico

Em Sergipe, entre 2025 e julho de 2026, foram identificados 42 casos de leishmaniose visceral, com um óbito. Somente entre janeiro e julho deste ano, o estado contabilizou oito casos da doença, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 17 casos. Apesar da redução, a manutenção da vigilância permanece fundamental.

No estado, a leishmaniose tegumentar apresenta uma ocorrência bem menor. Entre 2010 a 2025, Sergipe registrou 846 casos de leishmaniose visceral e 67 da tegumentar, o que comprova a diferença de recorrência entre os dois tipos da doença. 

Sintomas, transmissão e tratamento

Febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia estão entre os principais sinais da leishmaniose visceral. Já a tegumentar, pode ocasionar feridas e úlceras superficiais ou destrutivas. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar complicações e óbitos. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, gratuitamente, todo o tratamento para leishmaniose humana.

Vale lembrar que a doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa. No Brasil, a transmissão ocorre, principalmente, pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada.

Controle e prevenção

Para controlar e monitorar casos de leishmaniose no estado, os municípios e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) atuam em parceria, promovendo o fortalecimento da vigilância epidemiológica, entomológica e ambiental; investigação de casos e óbitos; controle de reservatórios; qualificação dos profissionais e monitoramento dos indicadores. Essas ações seguem as diretrizes do Ministério da Saúde (MS) e envolvem a integração entre vigilância, assistência, diagnóstico laboratorial, controle de zoonoses e educação em saúde. 

A população pode contribuir para a prevenção dos casos de leishmaniose mantendo quintais e terrenos limpos; evitando acúmulo de matéria orgânica; reduzindo condições ambientais favoráveis ao mosquito-palha; criando animais em condições adequadas de higiene e cuidado; colaborando com as ações dos serviços de saúde; utilizando medidas de proteção contra picadas do vetor e procurando atendimento diante de sinais e sintomas suspeitos.

Saúde capacita profissionais para atualização do Calendário Nacional de Vacinação

A ação reuniu profissionais que atuam diretamente nas salas de vacinação com o objetivo de aprimorar conhecimentos e garantir uma assistência cada vez mais segura e qualificada à população

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, nesta segunda-feira, 10, uma capacitação voltada à atualização e ao fortalecimento das práticas de imunização nos municípios sergipanos. A ação reuniu profissionais que atuam diretamente nas salas de vacinação, com o objetivo de aprimorar conhecimentos e contribuir para uma assistência cada vez mais segura e qualificada à população.

Entre os temas abordados estão a atualização do Calendário Nacional de Imunização de acordo com o ciclo de vida, a administração de soros em casos de acidentes por animais peçonhentos, a segurança do paciente na sala de vacinação e os eventos supostamente atribuídos à vacinação.

De acordo com a gerente de Imunização da SES, Ilani Paulina, a capacitação é fundamental para fortalecer a atuação dos profissionais que trabalham diretamente nas salas de vacinação. “A atualização é importante para preparar os profissionais para a aplicação correta das vacinas, a orientação da população e o manejo de situações relacionadas à imunização. Nesta etapa, reunimos cerca de 100 participantes, entre coordenadores municipais, técnicos de sala de vacina e outros profissionais que atuam diretamente na vacinação”, explicou.

Qualificação profissional

Ao todo, 300 profissionais devem participar da capacitação. Uma das participantes foi a gerente de Imunização de Aracaju, Aizla Santos. Para ela, a capacitação é essencial para reduzir a ocorrência de erros e ampliar o conhecimento dos vacinadores e coordenadores sobre vacinas, soros e imunoglobulinas. “Com profissionais mais preparados, conseguimos identificar os pacientes no tempo oportuno, ampliar a cobertura vacinal e garantir a atualização do calendário. Esse conhecimento contribui para levar uma experiência cada vez mais exitosa ao nosso município”, destacou.

A coordenadora de Imunização da Barra dos Coqueiros, Adriana Amado, também destacou a importância da oficina para a troca de experiências e o esclarecimento de dúvidas. “Na oficina, conseguimos identificar problemas em comum, esclarecer dúvidas e alinhar condutas, a exemplo do esquema da vacina pneumocócica 20-valente (PCV20), que foi atualizado recentemente. Esses momentos de discussão são fundamentais para que todos possam falar a mesma linguagem e oferecer um atendimento cada vez mais qualificado”, destacou.

Fotos: Felipe Goettenauer

SES realiza visitas de fiscalização em unidades hospitalares no interior do estado

Ação buscou verificar o funcionamento dos serviços de saúde, além de escutar as demandas da população

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, neste fim de semana, visitas de fiscalização em unidades hospitalares do interior de Sergipe. O objetivo da ação foi verificar o funcionamento dos serviços de saúde, além de escutar as demandas da população, reforçando o compromisso do Governo do Estado em promover cuidado humanizado e acesso à saúde. 

Durante a ação, a SES fiscalizou o Hospital e Maternidade Regional de Propriá São Vicente de Paula, localizado na região do baixo São Francisco; o Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano, e a Unidade de Pronto Atendimento Bernardino Mitidieri (UPA 24 horas), em Boquim. A equipe realizou anotações e identificou pontos de aprimoramento, que serão implementados futuramente com o objetivo de qualificar ainda mais os serviços prestados.

O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, destacou a importância da fiscalização e do acompanhamento presencial dos serviços fornecidos no Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe. “Nestas visitas, conseguimos verificar, de perto, o funcionamento dos serviços do SUS no nosso estado. Esse tipo de ação nos permite entender a realidade da população da melhor forma. É muito importante que a SES, enquanto equipamento público, acompanhe, fiscalize e, principalmente, ouça a população que usa o serviço, garantindo acesso à saúde e cuidado humanizado, conforme preconiza o SUS”, ressaltou. 

As unidades visitadas possuem um grande fluxo de pacientes. Somente em março deste ano, o Hospital e Maternidade Regional de Propriá realizou 121 partos, sendo 68 normais e 53 cesarianas. Entre as pacientes atendidas na maternidade está Adriana Santos, moradora de Pacatuba, que deu à luz a pequena Antonela na unidade. “A minha experiência de parto foi maravilhosa. A equipe me atendeu bem, inclusive seguraram minha mão durante o parto e me apoiaram bastante”, declarou.

Em 2025, o Hospital Regional de Propriá (HRP) passou por reestruturação física, recebendo um investimento de R$ 1 milhão, em equipamentos e mobiliários. A capelense Maria Gilvânia dos Santos esteve no HRP, acompanhando o neto, de apenas um mês de vida, internado na pediatria em decorrência de uma síndrome respiratória. Ela ressaltou a importância da visita da SES. “Eu já fui atendida aqui outras vezes. É um hospital que atende bem, gosto daqui. Essa visita foi muito boa, porque permite que a SES veja de perto o que realmente acontece aqui”, afirmou.

Na unidade de Propriá, também está sendo construída uma sala equipada e preparada para receber um tomógrafo, ampliando a oferta de exames no hospital e na região. 

Ainda durante a visita, o secretário Jardel Mitermayer se reuniu com o prefeito de Propriá, Luciano de Menininha, e com a secretária Municipal de Saúde, Jeane Lima, para discutir estratégias que fortaleçam a rede assistencial da região e alinhar ações conjuntas que ampliem o acesso aos serviços de saúde, com foco na melhoria do atendimento à população.

“O Hospital Regional de Propriá é uma unidade muito importante, que fortalece o acesso aos serviços de saúde na região do baixo São Francisco. Essa unidade atende cerca de 180 mil habitantes, o que não é pouca coisa. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde agradece o trabalho da SES e se coloca à disposição para ampliarmos o acesso à saúde na região”, enfatizou o prefeito Luciano de Menininha. 

Ao final das visitas, a SES convocou as equipes e gestores dos hospitais para reuniões, onde serão debatidas alguns pontos e melhorias  necessárias. Além disso, em breve, a Secretaria também irá se reunir com os governos municipais, com o intuito de definir medidas que fortaleçam a saúde pública em Sergipe, pautadas na parceria entre Municípios e Estado.

Saúde avança

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), segue descentralizando os serviços de saúde e estruturando as unidades hospitalares no interior sergipano. Nesse contexto, a SES inaugurou a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do sertão, implementada no Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória. Para a construção do setor, foram investidos R$ 789.517,30 em equipamentos e R$ 305.415,86 em obras, totalizando R$1.094.933,16. Com a UTI, a assistência hospitalar de média e alta complexidade na região foi fortalecida. Em 2025, o Hospital Regional de Glória registrou mais de 105 mil atendimentos e, entre janeiro e março deste ano, já foram contabilizados 28.620. 

Além de melhorias na estrutura, as unidades de saúde da rede pública de Sergipe também estão passando por avanços tecnológicos, ampliando a capacidade de atendimentos. O Hospital e Maternidade Regional de Propriá São Vicente de Paula e a Unidade de Pronto Atendimento Bernardino Mitidieri (UPA 24 horas) são algumas das unidades que já contam com o prontuário eletrônico, um sistema digital que armazena o histórico de saúde do paciente, como dados clínicos, prescrições e exames.

Segundo a enfermeira do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do Hospital Regional de Propriá, Ingrid Oliveira, o sistema digital dinamiza o trabalho dos profissionais da unidade, possibilitando que a população tenha um atendimento mais ágil. “Através do prontuário eletrônico, conseguimos conhecer o paciente de uma forma completa. Esse sistema é muito útil porque me permite identificar muitas informações, como exames agendados em outras unidades e as altas de bebês e mãezinhas da maternidade”, pontuou.

Entre novembro de 2025 e março deste ano, o Hospital Regional de Propriá registrou 27.594 atendimentos e, entre outubro do ano passado e março de 2026, a UPA de Boquim realizou 26.926 atendimentos, reforçando a assistência à saúde no interior do estado.

Fotos: Valter Sobrinho

Opera Sergipe promove mutirão de primeiras consultas para cirurgia bariátrica

Cerca de 100 pacientes contemplados já estavam previamente cadastrados no sistema de regulação estadual e passaram por avaliação com equipe multiprofissional composta por especialistas 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Programa Opera Sergipe, promoveu nesta sexta-feira, 6, um mutirão de primeiras consultas para cirurgia bariátrica, no Hospital Primavera – unidade São José (antigo Hospital do Coração). A ação atendeu cerca de 100 pacientes em apenas um dia e também realizou exames laboratoriais a fim de acelerar o processo até o procedimento. O objetivo foi reduzir o tempo de espera na fila de pacientes cadastrados no sistema de regulação estadual e que aguardavam avaliação especializada. 

Os pacientes contemplados já estavam previamente cadastrados no sistema de regulação estadual e passaram por avaliação com uma equipe multiprofissional composta por quatro especialistas em cirurgia bariátrica. O mutirão reforça o compromisso do Governo do Estado em ampliar o acesso da população a cirurgias de alta complexidade, fortalecer o cuidado integral e garantir maior celeridade aos usuários que aguardam pelo procedimento. 

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, o Opera Sergipe já realizou quase 600 cirurgias bariátricas, em menos de um ano. “A realização de cirurgias bariátricas pelo Opera Sergipe veio para socorrer os pacientes com obesidade. De março de 2025, quando o procedimento entrou no Opera, até agora, nós já realizamos 584 cirurgias bariátricas e, só na Rede Primavera, foram cerca de 130. É o Governo de Sergipe transformando vidas e cuidando da saúde da população”, ressaltou.

O cirurgião do aparelho digestivo Pedro Henrique Siqueira, um dos médicos da Rede Primavera que atendem os pacientes do Opera Sergipe, destacou a importância da cirurgia bariátrica para a promoção da saúde pública. “A obesidade é considerada uma questão de saúde pública. Essa é uma doença que está presente de uma forma geral no mundo e muito prevalente na nossa sociedade. Então, já estamos tendo há algum tempo, com o Opera Sergipe, a oportunidade de trazer a cirurgia bariátrica, um tratamento exitoso no controle da obesidade”, explicou.

Sonho realizado

Lançado em julho de 2023, o Opera Sergipe tem mudado a realidade de milhares de pessoas que aguardavam na fila por uma cirurgia eletiva e já realizou 35.834 procedimentos, entre média e alta complexidade. A coordenadora do programa, Marli Francisca Palmeira, ressaltou o cuidado aos pacientes contemplados. “O Opera é um programa que possui um trabalho de humanização, de assistência qualificada e que traz para o usuário uma transformação de vida, melhorando a saúde e, consequentemente, o dia a dia do paciente”, pontuou.

A técnica de enfermagem e moradora de Nossa Senhora da Glória, Cláudia Cecília dos Santos, de 32 anos, foi uma das pacientes atendidas no mutirão. Para ela, a cirurgia bariátrica é como um sonho que, logo, será realizado. “Eu decidi fazer essa cirurgia porque acredito que será uma mudança de vida e de rotina. Eu não estava conseguindo perder peso, então, por meio  do atendimento municipal, me cadastrei no Opera Sergipe. Hoje, graças a esse projeto do Governo, eu terei uma qualidade de vida melhor, com mais saúde, que é tudo o que eu quero e sonho”, declarou. 

Quem também passou por consulta especializada durante a ação do Opera Sergipe foi o agricultor Renê Santos, 64, morador de São Cristóvão. Ele contou que a obesidade lhe causou problemas de saúde e o impede de trabalhar. Por isso, espera a cirurgia com grande expectativa. “A obesidade não está me deixando trabalhar no meu terreno. Eu tenho fé em Deus que a operação vai dar certo e eu vou voltar a trabalhar cuidando dos meus bichos e da minha roça, para que eu possa dar uma vida melhor para a minha família”, afirmou.

 Fotos: Renato Mariano 

Saúde reforça importância de ser doador de medula óssea durante ‘Sergipe é aqui’, em Malhada dos Bois

População também contou com a presença do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Aquino (CER IV), que realizou a solicitação e a entrega de Órteses, Próteses e Meios de Locomoção (OPMs)

Em alusão ao Fevereiro Laranja, mês dedicado à conscientização sobre a leucemia, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), reforçou nesta sexta-feira, 6, a importância do cadastro de doadores de medula óssea durante a ação itinerante ‘Sergipe é aqui’, realizada no município de Malhada dos Bois. 

O gesto solidário, que leva poucos minutos, pode ser decisivo para salvar vidas de pacientes que aguardam por um transplante. De acordo com a hematologista do Hemose, Lourdes Alice Marinho, a leucemia não é uma doença única, mas um conjunto de diferentes tipos de neoplasias que afetam os tecidos responsáveis pela produção do sangue. 

“Costumamos comparar a medula óssea a uma fábrica, pois é dela que saem os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas. Quando ocorre algum tipo de mutação ou erro nesse processo de produção celular, dentro da medula óssea, pode surgir a leucemia. Por isso, falamos em leucemias, no plural”, detalhou. 

O Hemose realiza o cadastramento de forma contínua e integra o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), ampliando as chances de compatibilidade entre doadores e pacientes em todo o país e no exterior. Quanto maior o número de pessoas cadastradas, maiores são as possibilidades de encontrar um doador compatível.


Cadastro nos municípios
Por meio do ação itinerante ‘Sergipe é aqui’, o Hemose tem ampliado o acesso ao cadastro de doadores de medula óssea em diversos municípios sergipanos. A iniciativa descentraliza o serviço, aproxima a população das ações de saúde e fortalece a rede de solidariedade, permitindo que mais pessoas se cadastrem sem a necessidade de deslocamento até a capital.

A autônoma Janice Soares aproveitou a realização do serviço em seu município para realizar o cadastro. Para ela, a iniciativa é muito importante. “Gosto de cuidar da minha saúde e, além disso, quero poder ajudar outras pessoas e salvar vidas. Achei essa iniciativa muito importante para o município, pois contribui tanto para a doação de medula óssea quanto para conscientizar outras pessoas”, afirmou.

Já a estudante Maria Clara Ramos também realizou o cadastro de medula óssea. “Procurei saber como funcionava e aí decidi realizar o meu cadastro. Fiquei muito feliz em saber que com esse gesto posso ajudar outras pessoas que tanto precisam”, relatou Maria Clara. 

Quem pode doar

A pessoa precisa ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e apresentar um documento oficial com foto. No momento do cadastro, é preenchido um formulário com dados pessoais e coletada uma pequena amostra de sangue, que será utilizada para os testes de compatibilidade.

Segundo a gerente de captação do Hemose, Rozeli Dantas, o processo de cadastro é simples e acessível. “Após o cadastro, o doador passa a integrar o banco nacional. Caso haja compatibilidade com algum paciente, esse doador é chamado para novas etapas. Por isso é fundamental manter os dados atualizados. Esse compromisso pode representar a esperança de cura para quem está lutando contra a leucemia”, reforçou a gerente. 

Outro exemplo de solidariedade é o biomédico Mateus dos Santos, que neste mês foi acionado pelo Redome para a coleta da segunda amostra, etapa fundamental para confirmar a compatibilidade e avançar no processo de doação. Ele relata a alegria de seguir no processo. “Foi com muita felicidade que recebi a ligação do Redome informando que eu poderia ser um possível doador compatível de medula óssea. É uma bênção, considerando que a chance de compatibilidade é de uma em quase 100 mil”, afirmou.

Outros serviços

A população também contou com a presença do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Aquino (CER IV), que realizou a solicitação e a entrega de Órteses, Próteses e Meios de Locomoção (OPMs). Entre os beneficiados está a dona de casa Maria Aparecida Gomes, que recebeu uma cadeira de rodas e uma cadeira de banho para o filho. 

“Eu não tenho nem palavras para agradecer. Receber esses equipamentos é uma emoção muito grande, porque eu não teria condições de comprar uma cadeira dessas, e meu filho estava sofrendo muito por não ter. Quero agradecer imensamente ao Governo do Estado por esta ajuda que chegou até nós. Como mãe, a gente nunca quer ver um filho passando por isso, mas aprende a aceitar e compreender. Que esse trabalho continue ajudando outras famílias que vivem essa mesma situação”, afirmou Maria Aparecida.

Fotos: Felipe Goettenauer

Pacientes da reabilitação visual do CER IV visitam exposição Vibrarte em São Cristóvão 

A exposição é composta por quadros produzidos por alunos com baixa visão e cegueira, assistidos pela Associação dos Deficientes Visuais de Sergipe (Adevise)

Com o objetivo de reforçar o compromisso com a inclusão social, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Aqui (CER IV), promoveu uma visita aos usuários e familiares ao Museu de Arte Sacra de São Cristóvão para a exposição Vibrarte. Composta por quadros produzidos por alunos com baixa visão e cegueira assistidos pela Associação dos Deficientes Visuais de Sergipe (Adevise), a mostra valoriza o protagonismo e as potencialidades artísticas das pessoas com deficiência visual.

 “Essa ação reafirma o compromisso de garantir o acesso de todas as pessoas à cultura, inclusive das pessoas com deficiência visual. É um empenho que temos, enquanto instituição, junto com a SES, de promover o acesso à cultura e à arte de forma inclusiva, indo além da reabilitação. Acreditamos que a arte também é um direito e uma forma de expressão para todos”, ressaltou a Gestora Operacional da Reabilitação Visual do CER IV, Ana Carolina de Jesus.

A exposição evidencia a capacidade expressiva dos participantes e contribui para o fortalecimento da autoestima, ao permitir que os usuários se reconheçam e se identifiquem com produções realizadas por seus pares. Além disso, a iniciativa amplia o acesso à cultura de forma inclusiva, garantindo que espaços culturais também sejam vivenciados como ambientes de pertencimento e participação.

O presidente da Adevise, Adriano Rocha, que também é acompanhado pelo CER IV, ressaltou que o objetivo é levar o melhor para as pessoas com deficiência visual, promovendo acesso à cultura, à arte e a novas oportunidades. “Essas telas foram produzidas a partir do curso de pintura realizado por pessoas com deficiência visual e baixa visão. Essa parceria com o museu, aqui em São Cristóvão, já acontece pelo terceiro ano consecutivo e é construída junto com toda a equipe do Museu de Arte Sacra, o que fortalece ainda mais esse trabalho. Isso representa muito mais do que arte, é inclusão, expressão e protagonismo”, destacou o presidente. 

A atividade também teve um caráter terapêutico e educativo. Durante a visita, os usuários puderam aplicar, em um contexto real, as técnicas trabalhadas no treino de orientação e mobilidade, exercitando habilidades essenciais para o deslocamento seguro, a autonomia e a participação social.

As obras estão disponíveis em braille para que os assistidos possam ler, e a Daniela Dória Santos, 31 anos, contou como foi a experiência. “Quando comecei a ler em braille, eu me senti muito bem, porque para mim é muito importante saber que, mesmo sem enxergar, a gente pode perceber com o toque. Ler com as mãos é algo muito significativo. É maravilhoso, a gente se sente como se estivesse enxergando naquele momento”, disse Daniela.

Quem também aprovou a visita foi o Valdson Santos, de  23 anos. “É muito importante estar aqui prestigiando as telas pintadas pelos colegas da Adevise, da qual faço parte. Isso mostra que a deficiência não é um limite. Ter uma deficiência visual, seja parcial ou total, não impede ninguém de produzir arte, de aprender e de se expressar. Também faço parte do CER IV  desde o ano passado e considero o trabalho excelente. São profissionais muito qualificados, que nos ajudam bastante no dia a dia e fazem toda a diferença na nossa vida”, finalizou Valdson.

Fotos: Mário Sousa

Profissionais e pacientes destacam expectativa para novo Complexo Materno-infantil Nossa Senhora de Lourdes

O novo equipamento de saúde nasce com o propósito de funcionar como um centro de referência estadual em atenção materno-infantil, ampliando a capacidade assistencial da rede pública

A equipe da maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), acompanhou nesta sexta-feira, 16,  com muita expectativa, a assinatura da ordem serviço para a construção do Complexo Materno-Infantil em Aracaju. A estrutura é um sonho dos sergipanos que aguardam há mais de 18 anos e irá responder a demandas históricas da população, especialmente no atendimento à gestação de alto risco, reunindo em um único espaço assistência especializada, tecnologia de ponta e um modelo de cuidado centrado na humanização e na segurança do paciente.

Mais do que uma maternidade, o novo equipamento de saúde nasce com o propósito de funcionar como um centro de referência estadual em atenção materno-infantil, ampliando a capacidade assistencial da rede pública e qualificando o cuidado desde o pré-natal de alto risco até o acompanhamento do recém-nascido após a alta hospitalar.

Para a superintendente da MNSL, Lourivania Prado, a construção do novo complexo representa a realização de um sonho da rede materno-infantil do Estado. “É um momento muito esperado. Ao longo desses anos, sempre nos propusemos a oferecer um cuidado humanizado, respeitando a estrutura recomendada pelo Ministério da Saúde. Esse novo complexo vem fortalecer o cuidado que a maternidade Nossa Senhora de Lourdes já realiza, agora de forma mais ampla. É um avanço que assegura um ambiente adequado para que elas possam vivenciar o nascimento de seus bebês com dignidade”, afirmou.

A pediatra e presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Michelle Loyola comemorou a conquista que é a construção da nova maternidade. “Agora temos a certeza de que daqui há dois anos estaremos de casa nova para oferecer aos pacientes e familiares um espaço ainda mais qualificado, além de promover uma melhor assistência para as mães, para os pais, para os avós, para todo mundo que acompanha o recém-nascido. Com a nova estrutura, poderemos acolher melhor cada responsável pelos nossos bebês, eu só tenho a dizer que estou muito feliz”, comentou.

A assistente administrativa Maria da Conceição Santos, com 39 anos de serviço e trajetória iniciada na antiga maternidade Hildete Falcão, hoje atuando na maternidade Nossa Senhora de Lourdes, destacou a importância do novo momento vivido. “Tenho fé em Deus que estarei aqui também, acompanhando a nova maternidade Nossa Senhora de Lourdes. Fiquei muito feliz com tudo o que vi e ouvi hoje. Parabenizo o Governo do Estado por essa iniciativa e toda a equipe da ‘Lurdinha’, porque nosso trabalho é árduo, mas vale muito a pena. A maternidade precisa crescer, pois já não temos mais espaço suficiente, e esse novo complexo será essencial”, destacou.

A servidora Ellen Santos, que atua na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) da MNSL, destacou a importância do momento e a expectativa para o futuro. “Graças a Deus estamos aqui hoje acompanhando a assinatura desta ordem de serviço, com uma expectativa muito grande. Ter a segurança de uma maternidade que oferece os melhores equipamentos, bons profissionais, Casa da Gestante e agora também UTI para a mãe é algo muito gratificante, não só para mim, mas para todas as mamães. Essa proteção, tanto para o bebê quanto para a mãe, é fundamental”, concluiu.

Expectativa pacientes

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), é referência em partos de alto risco, e registrou, em 2025, uma média de 400 partos por mês, oferecendo um atendimento humanizado e de qualidade para as gestantes, puérperas e bebês. A implantação do Complexo Materno-Infantil representa uma nova etapa no cuidado integral à mulher, à gestante, ao recém-nascido e à criança, com vistas ao fortalecimento do vínculo familiar

A jovem Yamara Santos Alves, 23 anos, é uma das pacientes assistidas na MNSL e ficou feliz em saber que em breve a população sergipana poderá contar com uma nova maternidade de alto risco. “Meu filho nasceu e desde então recebemos muito acolhimento. No dia 30 de dezembro, ele foi transferido para a Ala Canguru, o que foi um momento muito importante para nós. Essa é uma maternidade que acolhe todo mundo, e para quem vem do interior, como eu, o novo complexo materno-infantil vai fazer toda a diferença. Esse novo Complexo, além de ampliar os serviços, vai oferecer ainda mais acolhimento. Fico muito feliz, especialmente pensando em todas as mães sergipanas”, destacou Yamara.

Avó do pequeno Gael Lucas, Elisângela Oliveira Santos enfatizou o impacto positivo da nova estrutura. “O atendimento aqui na maternidade é muito bom, mas a nossa expectativa para a nova que virá é ainda maior. Meu neto, Gael Lucas, nasceu aqui, é cardiopata e está aguardando cirurgia na Utin. Eu, minha filha, Liliane, mãe do bebê, e a sogra dela, somos de Umbaúba e precisamos vir todos os dias para visitá-lo, o que é bastante cansativo. Saber que o novo Complexo vai contar com uma Casa de Apoio para acolher essas mães e famílias muda tudo. Eu adorei a notícia. Se o atendimento aqui já é bom, imagine com toda essa nova estrutura”, afirmou.

Última atualização em 16 de janeiro de 2026 ás 14:14.