Atualmente, cerca de 50 mães doam leite regularmente, mas o serviço precisa dobrar esse número para ampliar a oferta e atender à demanda
O Agosto Dourado, mês de conscientização e incentivo ao aleitamento materno, serve também para o Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH) reforçar a importância da doação de leite materno. O leite doado é destinado aos recém-nascidos prematuros que estão na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL).
A MNSL necessita, em média, de 12 litros de leite humano por dia, mas atualmente recebe pouco mais de sete litros, reflexo do baixo número de doadoras. No momento, há cerca de 50 doadoras cadastradas no BLH Marly Sarney. “A mãe que está amamentando o seu bebê e verificar que há sobra de leite pode procurar o Banco de Leite para receber as orientações necessárias para doar o excedente. Esse leite vai servir aos prematuros da Utin da MNSL, pois, além de alimentar, o leite humano protege contra as principais infecções que levam à mortalidade infantil”, informou a enfermeira do BLH, Patrícia Farias.
O BLH Marly Sarney realiza a coleta, o armazenamento e a distribuição do leite doado. O serviço também oferece orientação na Sala de Manejo para as mães que têm dificuldades na amamentação. “Elas chegam angustiadas e precisam desse acolhimento, que é realizado no BLH. Há o Ambulatório de Pediatria para as mães que vêm para o atendimento pediátrico da MNSL, mas atendemos também à demanda externa. É preciso entrar em contato conosco e marcar. Ainda existe o atendimento à gestante, mas, prioritariamente, nosso foco é a doação de leite humano. Por isso, temos o serviço da Rota, que vai buscar o leite no domicílio das doadoras da Grande Aracaju”, disse a assistente social do BLH, Adriana Machado.
Amanda dos Santos Conceição, 40 anos, tem duas filhas: Lorena, de 5 anos, e Luane, de 5 meses. Ela tem excesso de leite e resolveu doar desde o nascimento da primeira filha. “A minha apojadura (conhecida como ‘descida do leite’, após cerca de dois dias do parto) foi abundante, e a minha filha não mamava tudo. Então, me indicaram o Banco de Leite. Fui lá, recebi todas as orientações e o kit com os potes esterilizados, toucas e máscaras para fazer a retirada e o armazenamento correto do leite. Desta vez, já faz três meses que estou doando. Fico muito feliz em saber que posso ajudar os bebês e outras mães que não têm leite”, enfatizou.
A doadora Agnes Borges, 34 anos, também tem duas filhas: Ayla, de 6 anos, e Antonela, de 2 meses. Ela disse que a filha mais velha não conseguia pegar o peito e chorava muito de fome, apesar de produzir bastante leite. Então, foi até o BLH Marly Sarney, onde a ensinaram a amamentar corretamente. “Eu ia todos os dias lá até a minha filha começar a mamar direito. A partir daí, comecei a doar e passei quase um ano doando. Agora, como já estou mais experiente, faço a doação e o BLH vem buscar. Fico muito emocionada, porque nem a minha avó nem a minha mãe puderam amamentar. O leite materno é um alimento completo, muito rico, só faz bem. Por isso, faço a doação do excesso para outros bebezinhos também crescerem saudáveis”, pontuou.
Rede
A Rede Sergipana de Bancos de Leite Humano e Postos de Coleta é composta pelos Bancos de Leite Humano Zoed Bittencourt, em Lagarto, e Irmã Rafaela Pepel, em Itabaiana, além dos postos de coleta Dr. Fernando Guedes, na Maternidade Santa Isabel, e da Maternidade Municipal Lourdes Nogueira, ambos em Aracaju.
Para doar, basta entrar em contato com o BLH pelos números de telefone (79) 3226-6301 (Recepção), 3226-6302 (Coordenação) e 3226-6304 (Serviço Social), de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e manifestar a intenção de colaborar. Também é possível comparecer à Rua Mato Grosso, no bairro José Conrado de Araújo, em Aracaju/SE.



















































