Secretaria de Estado da Saúde promove capacitação para qualificar notificações de violências interpessoais e autoprovocadas

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde (MS), entre 2021 e 2025, foram realizadas 20.214 notificações de violências autoprovocadas e interpessoais nos sistemas de saúde pública de Sergipe

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Vigilância de Violências e Acidentes (Nuviva) e em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), promoveu nesta segunda-feira, 17, a ‘Oficina de Qualificação das Notificações das Violências Interpessoais e Autoprovocadas por Regiões de Saúde’. A iniciativa contou com quase 150 participantes e abordou temas importantes para aprimorar a identificação e notificação, dentro dos serviços de saúde pública, das violências em questão.

A capacitação teve como público-alvo profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS), Vigilância Epidemiológica, núcleos de Vigilância de Violências, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs). De acordo com a referência técnica do Nuviva, Maiana Félix, a oficina teve como objetivo sensibilizar as equipes da rede de saúde pública dos municípios sobre a necessidade da notificação qualificada, além da oferta de um cuidado cada vez mais humanizado para os pacientes nos casos de violência. 

“É de extrema importância que a saúde reconheça a violência como uma questão de saúde pública, a tratando de uma forma preventiva, identificando os seus sinais e interrompendo ciclos de violência e casos graves de agressão, exploração e até tentativas de suicídios”, ressaltou Maiana.

A reunião promoveu um momento de troca de informações relevantes e experiências, além de um importante espaço de debate, capacitando os profissionais sobre as melhores formas de realizar a vigilância das violências, o preenchimento das fichas de notificação; a identificação, acolhimento e atendimento de casos de violência; a comunicação externa e os protocolos intersetoriais para qualificação do cuidado e da prevenção das violências.

Para a coordenadora da Atenção Primária à Saúde (APS) de Carmópolis, Carla Regina, a capacitação é essencial para que os profissionais de saúde saibam qual direcionamento devem adotar nos casos de violência. “É muito importante participarmos desta oficina porque esta é uma oportunidade de aprendermos mais e ficarmos cientes da necessidade de realizar a notificação de casos de violência da forma mais adequada, sejam eles referente à mulher, à criança ou idosos”, pontuou.

Violências interpessoais e autoprovocadas

As violências interpessoais são aquelas praticadas por uma pessoa contra outra ou contra um grupo e podem ocorrer em diferentes relações e ambientes. Entre os exemplos estão a violência física, como agressões e espancamentos; a violência psicológica, como ameaças e humilhações; a violência sexual, como estupro, abuso e exploração sexual; a negligência ou abandono, especialmente quando existe responsabilidade de cuidado; e a violência doméstica, praticada no contexto das relações familiares. Já as violências autoprovocadas são aquelas em que a própria pessoa provoca lesão ou agravo a si mesma, como em casos de tentativa de suicídio, autolesão com ou sem intenção de suicídio e automutilação. 

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde (MS), entre 2021 e 2025, foram realizadas 20.214 notificações de violências autoprovocadas e interpessoais nos sistemas de saúde pública de Sergipe, sendo: 1.943 em 2021, 3.404 em 2022, 4.515 em 2023, 4.986 em 2024 e 5.366. Analisando os números, nota-se um crescimento de registros de 176%, que reflete, em partes, a melhoria gradual, mas ainda incompleta, dos processos de identificação e notificação. 

Essas formas de violência continuam sendo graves problemas de saúde pública, por isso, é cada vez mais necessário a realização de capacitações para que os profissionais de saúde estejam habilitados e preparados para atender pacientes nestes casos e realizar a notificação de maneira adequada. Com o processo de notificações é possível desenvolver bancos de dados que irão servir como base para a construção de políticas públicas mais adequadas e assertivas que aprimorem o combate e o atendimento nos episódios de violências interpessoais e autoprovocadas.


Fotos: Felipe Goettenauer

Quarta edição do ‘Comando de Saúde’ promove cuidados e prevenção para motoristas e caminhoneiros 

Ação da SES em parceria com a PRF oferece atendimento e orientações de saúde aos profissionais das rodovias

Com o objetivo de levar o cuidado à saúde dos motoristas e caminhoneiros nas rodovias, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizou, nesta sexta-feira, 14, a quarta edição da ação ‘Comando de Saúde’, na base da PRF de São Cristóvão. Nesta iniciativa, motoristas e caminhoneiros receberam orientação sobre o uso racional de medicamentos, aferição de pressão arterial e glicemia, realização de testes rápidos como sífilis, hepatites B e C e HIV, distribuição de preservativos, além de vacinação. 

A diretora de Atenção Especializada à Saúde da SES (DAES), Neuzice Lima, reforçou a importância da ação. “Todas essas ações são voltadas para saúde dos caminhoneiros, que são profissionais que muitas vezes não têm ou não conseguem ter acesso a serviços de saúde, porque essa profissão requer muito tempo na estrada, o que acaba limitando o acesso aos serviços. Então, essa iniciativa é estratégica, porque acaba atendendo esse público em um único momento, com vários serviços. Sendo assim, a SES acaba fortalecendo a prevenção e promoção da saúde”, reforçou Neuzice. 

A ação contou com a participação da SES, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), que distribuiu preservativos, realizou testes rápidos com a ‘Unidade Fique Sabendo’ e vacinação em articulação com a prefeitura de São Cristóvão. A Diretoria de Atenção Primária à Saúde (DAPS) orientou os motoristas sobre a saúde do homem e aferiu a pressão arterial e glicemia em conjunto com a Atenção Especializada à Saúde (DAES), que também fez orientações sobre o uso racional de medicamentos com a Coordenação de Assistência Farmacêutica (CEAF).

O chefe da delegacia da PRF de São Cristóvão, Aldo Alves, pontuou que a ação em parceria com a SES é muito benéfica não só para os caminhoneiros, mas para todos os motoristas que passam pela PRF durante a ação. “Chamar a atenção dos motoristas para cuidar da saúde é necessário porque muitas vezes eles não sabem para qual posto procurar aqui no local. Então, nós também fazemos essa orientação. Aqui ele vai ter um diagnóstico preliminar, justamente para não ter um mal súbito durante a sua condução que possa gerar um sinistro de trânsito na rodovia ou um infarto”, destacou Aldo Alves. 

Sergipe foi o primeiro estado do Brasil a criar ações de testagem junto aos caminhoneiros, de acordo com a referência técnica do Programa IST/Aids, Almir Santana. “O ‘Comando de Saúde’ traz essa parceria que é tão importante para a conscientização da saúde masculina. Fizemos várias ações em outros municípios com os caminhoneiros, então houve uma mudança de comportamento, mas as informações sobre ISTs precisam continuar. Para quem vive na estrada essa iniciativa se torna um momento de cuidar e adquirir conhecimentos sobre a saúde do homem, gerando satisfação”, explicou.

O motorista e vendedor Domingos Silva destaca a importância da ação. “Achei essa ação muito boa, porque muita gente não tem tempo pra cuidar da saúde, principalmente para quem é autônomo”, disse Domingos.

Quem também aprovou a iniciativa foi o caminhoneiro Caio Eduardo da Silva, que participou pela segunda vez. “Na nossa vida de caminhoneiro, que viajamos muito, sem tempo de fazer exames, essas paradas são muito boas”, finalizou.

Fotos: Mário Sousa

SES e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde deliberam plano de ação estadual para enfrentamento do El Niño

A apresentação e discussão do planejamento ocorreu durante assembleia geral do Cosems/SE e a deliberação do documento foi realizada, em seguida, na reunião ordinária do CIE/SE

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Sergipe (Cosems/SE) reuniram, nesta sexta-feira, 14, representantes dos 75 municípios sergipanos para apresentação, debate e deliberação do plano estadual de ações para enfrentamento do fenômeno climático El Niño. A apresentação e discussão do planejamento ocorreu durante assembleia geral do Cosems/SE e a deliberação do documento foi realizada, em seguida, na reunião ordinária do Colegiado Interfederativo Estadual de Sergipe (CIE/SE).

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e responsável por provocar mudanças climáticas. No estado, o fenômeno pode ocasionar diminuição do volume de águas, calor intenso e seca extrema, o que pode impactar negativamente a rede de saúde pública com o aumento de casos de arboviroses, como zika, dengue e chikungunya; de doenças diarreicas e respiratórias agudas, além de acidentes com animais peçonhentos.

O plano de ações estadual tem como objetivo preparar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) dos municípios sergipanos para que funcionem da melhor forma durante o El Niño, evitando superlotação de unidades hospitalares e surtos de epidemias. De acordo com a secretária executiva do CIE/SE, Áurea Torres, o planejamento foi elaborado a partir de reuniões com unidades hospitalares da rede estadual e municípios que apresentaram maiores índices de infestação do mosquito Aedes aegypti. “A proposta considera a previsão de intensificação dos eventos climáticos e seus possíveis impactos na saúde pública. Neste momento, o plano é apresentado aos municípios para deliberação, validação e encaminhamento ao Ministério da Saúde. Cada município tem papel fundamental na construção e execução das ações previstas”, ressaltou Áurea.

O presidente do Cosems/SE, Enock Ribeiro, destacou a importância de debater e alinhar o plano de ações em conjunto com os municípios. “É importante apresentar o plano a todo o secretariado, já que os gestores municipais, junto aos prefeitos, são responsáveis pela execução das políticas públicas nos municípios. Diante da previsão de um ano com condições climáticas diferenciadas, o Estado apresentou as ações aos municípios e trouxe a discussão para a assembleia do Cosems/SE. A partir disso, cada município poderá desenvolver e adequar seus planos à própria realidade, considerando situações como a seca e possíveis impactos na saúde pública”, pontuou.

Fotos: Felipe Goettenauer

Lacen recebe visita técnica do Ministério da Saúde

Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública avaliou a estrutura e os processos do laboratório em Sergipe

O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), unidade administrada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), recebeu a visita técnica da consultora da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde, Renata Tigulini Bogo. A agenda teve como foco o fortalecimento da vigilância da resistência aos antimicrobianos (RAM), um dos principais desafios da saúde pública mundial.

A resistência aos antimicrobianos ocorre quando bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos desenvolvem mecanismos que os tornam capazes de sobreviver aos medicamentos utilizados para combatê-los, reduzindo a eficácia dos tratamentos e aumentando o risco de complicações, internações e mortes.

Durante a visita, foram avaliadas a estrutura, os fluxos de trabalho e a capacidade técnica do Lacen para a realização de testes relacionados à detecção de genes de resistência, padronização de metodologias e fortalecimento da rede laboratorial.

A consultora técnica da CGLAB, Renata Tigulini Bogo, destacou que a iniciativa faz parte de um processo nacional realizado nos 27 laboratórios centrais do país para consolidar a rede de vigilância da resistência aos antimicrobianos. “Nosso objetivo é conhecer a realidade de cada Lacen, fortalecer os fluxos da vigilância, identificar necessidades de apoio técnico e transformar esse diagnóstico em ações concretas para conter o avanço da resistência aos antimicrobianos, um problema de saúde pública que exige respostas urgentes”, afirmou.

O superintendente do Lacen, Cliomar Alves, ressaltou que a visita representa um passo importante para ampliar a capacidade do laboratório sergipano na identificação de microrganismos resistentes. “Essa visita técnica é fundamental para avaliarmos nossa capacidade, padronizarmos metodologias, qualificarmos equipes e alinharmos os processos do Lacen às diretrizes do Ministério da Saúde. O objetivo é oferecer à população sergipana uma vigilância cada vez mais moderna e eficiente, permitindo respostas mais rápidas e precisas sobre a resistência aos antimicrobianos”, destacou.

A programação contou com a participação de profissionais dos setores de Microbiologia, Biologia Molecular, RedeLab e Qualidade do Lacen, reforçando a integração das equipes na implementação e no aprimoramento das ações de vigilância laboratorial no estado.

Hospital da Polícia Militar de Sergipe supera mil cirurgias ortopédicas e amplia atendimento a idosos

Unidade que atua como retaguarda do Huse realizou 1.023 procedimentos nos primeiros sete meses de 2026, número equivalente a 57,8% de todo o volume registrado em 2025

O Hospital da Polícia Militar de Sergipe (HPM) vem ampliando a oferta de cirurgias ortopédicas e fortalecendo a assistência a pacientes que aguardam por procedimentos especializados na rede estadual. Como unidade de retaguarda do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), o HPM contabilizou 1.023 procedimentos cirúrgicos entre janeiro e julho de 2026. Do total registrado neste ano, 103 procedimentos foram realizados em pacientes idosos, envolvendo diferentes tipos de fraturas – entre elas de úmero, braço, antebraço e cotovelo.

Também foram realizados procedimentos em pacientes com fraturas de fêmur, incluindo casos transtrocantéricos, subtrocantéricos e de colo de fêmur. A unidade contabilizou ainda 21 procedimentos bucomaxilofaciais, ampliando sua atuação na assistência especializada. Para realização destes serviços, a unidade passou por reestruturação.

Entre os atendimentos aos idosos, os casos de fratura de fêmur demandam atenção especial devido à necessidade de tratamento em tempo oportuno. Segundo a coordenadora do HPM, Mônica Alves, uma das principais causas de fraturas nessa faixa etária está relacionada às quedas da própria altura. “O aumento dos casos de quedas da própria altura entre pessoas com 60 anos ou mais tem ampliado a demanda por atendimento especializado e procedimentos cirúrgicos. Para garantir mais agilidade no tratamento e reduzir o tempo de espera, a unidade intensificou, nos meses de junho e julho de 2026, a realização de cirurgias para pacientes com fratura de colo de fêmur”, destacou a  coordenadora.

A estratégia tem como foco a população idosa, considerando a necessidade de um atendimento ágil e os cuidados específicos durante o processo de recuperação. “A atuação do HPM como unidade de retaguarda também contribui para o fluxo assistencial do Huse, permitindo o encaminhamento de pacientes que necessitam de procedimentos cirúrgicos especializados”, acrescentou.

Aumento de cirurgias

A ampliação da atuação do HPM pode ser observada na evolução do número de procedimentos ortopédicos realizados pela unidade. Em 2024, foram registrados 443 procedimentos, entre os meses de maio a dezembro. Em 2025, o volume chegou a 1.770. Já nos primeiros sete meses de 2026, foram contabilizados 1.023 procedimentos, o equivalente a 57,8% do total registrado em todo o ano anterior.

O resultado demonstra o crescimento da capacidade cirúrgica da unidade e reforça o papel do HPM na retaguarda da assistência hospitalar estadual. A atuação integrada com o Huse contribui para organizar o fluxo de pacientes e ampliar o acesso a procedimentos especializados.

Ainda para a coordenadora Mônica Alves, o trabalho direcionado aos pacientes idosos representa um avanço na assistência prestada pela unidade. “A ampliação dos procedimentos representa um importante avanço na assistência aos idosos e reforça o compromisso da unidade com a redução da fila de espera e a melhoria da qualidade do atendimento prestado à população. A ação também demonstra a importância de estratégias direcionadas às necessidades específicas da população idosa, garantindo acesso ao tratamento em tempo oportuno e contribuindo para melhores condições de recuperação e qualidade de vida”, relatou a coordenadora.

Fotos: Ascom/SES

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes incentiva a amamentação exclusiva até os seis meses do bebê

Com palestras e capacitações, a MNSL destaca para mães, familiares e servidores a importância do leite humano 

Durante o Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), por meio do Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH), reforça a importância da amamentação com ações voltadas às mães, aos familiares e aos servidores. O tema deste ano é ‘Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona’.

Segundo a superintendente da MNSL, Lourivânia Prado, o leite humano é considerado o padrão ouro por fornecer todos os nutrientes essenciais na medida exata, proteger contra infecções graves e se adaptar às necessidades de cada fase do crescimento da criança. “O leite materno também contribui para a redução da mortalidade infantil, o que reforça a importância da amamentação exclusiva até os seis meses de vida. Por isso, a rede de apoio e as famílias devem auxiliar a mãe nesse momento. O nosso Banco de Leite Humano está de portas abertas para ajudar”, enfatizou.

A MNSL conta com o Método Canguru e está pleiteando o selo de certificação da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC). Essas estratégias de saúde têm como pilares o incentivo ao aleitamento materno.

O Método Canguru estimula o contato precoce e a presença constante da mãe junto ao recém-nascido, por meio do contato pele a pele. Já a IHAC é uma certificação voltada à redução da mortalidade neonatal e ao estímulo ao aleitamento materno.

Durante este mês, estão sendo realizadas diversas ações, como oficinas para mães e servidores da maternidade, palestras e capacitações para profissionais da Atenção Básica dos municípios do interior do estado.

De acordo com a coordenadora do Banco de Leite Humano Marly Sarney, Helga Muller, é fundamental orientar as mães para que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida. “Estamos dialogando com os profissionais da Atenção Básica dos municípios porque eles atuam diariamente nas Unidades Básicas de Saúde e podem orientar as gestantes que fazem o pré-natal sobre a importância da amamentação. Aqui na MNSL, os técnicos que trabalham com o Método Canguru, na Ala Verde, já realizam esse trabalho de incentivo ao aleitamento. Com as oficinas da IHAC, todos os servidores estão sendo capacitados para orientar as mulheres internadas nas demais alas”, informou.

Para Maria Jéssica dos Santos, natural de Capela, que tem hipertensão arterial e teve o terceiro filho, Kaylan, na MNSL, participar da conversa sobre a importância da amamentação foi uma experiência positiva. “Amamentei os meus outros dois filhos, mas não de forma exclusiva até os seis meses. Agora tenho consciência de que isso é muito importante para a saúde do meu filho, e ele será amamentado exclusivamente até os seis meses ou até mais, se ele quiser”, destacou.

SES promove reunião para alinhamento das ações de enfrentamento do El Niño

O fenômeno climático pode ocasionar aumento nos casos de doenças diarreicas, respiratórias e, principalmente, de arboviroses como dengue, zika e chikungunya

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio das Diretorias de Vigilância em Saúde (DVS), Operacional da Saúde (Dops) e da Atenção Especializada à Saúde (Daes), reuniu, nesta quarta-feira, 12, coordenadores das unidades que compõem a Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) de Sergipe para apresentação e alinhamento do plano de ações de enfrentamento do fenômeno climático El Niño. 

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e responsável por provocar mudanças climáticas. No estado, o fenômeno pode ocasionar diminuição do volume de águas, calor intenso e seca extrema, o que pode impactar negativamente a rede de saúde pública. A previsão é de que os efeitos iniciem em agosto e tenham novembro e dezembro como os meses com potencial de criticidade. 

De acordo com o coordenador da Força Estadual do SUS de Sergipe, Marcos Fonseca, as graves secas contribuem para o aumento do acúmulo de água parada nas residências, o que pode levar a surto de epidemias com o crescimento de casos dengue, zika e chikungunya. “Em Sergipe, a seca extrema pode impactar no aparecimento de doenças diarreicas e respiratórias e acidentes com animais peçonhentos, mas a nossa maior preocupação são as arboviroses. Por ser um período de pouca chuva, os moradores tendem a acumular água em reservatórios, que podem servir como criadouros para mosquitos transmissores, como o Aedes aegypti”, destacou.

A reunião contou com a participação de diretores e coordenadores de Hospitais Regionais, Hospitais de Pequeno Porte, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e núcleos de vigilância epidemiológica hospitalar. Segundo o infectologista e diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio, esse plano de contingência tem por objetivo preparar as unidades para minimizar as consequências do El Niño na rede de urgência do SUS sergipano. “A rede de urgência e emergência é uma porta de entrada para casos graves. Com a chegada de um fenômeno novo, essas unidades correm o risco de atingir uma maior demanda. Por isso, é preciso que essa rede esteja preparada e atenta para atender e observar essas oscilações que podem acontecer”, ressaltou Marco Aurélio.

Para enfrentar os impactos do El Niño, as unidades hospitalares devem ter atenção ao aumento de casos de arboviroses, doenças diarreicas agudas e acidentes com animais peçonhentos; reforçar o treinamento das equipes profissionais, e prever e prover insumos necessários para o atendimento dessas ocorrências. 

A enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital da Mulher e Maternidade de Aracaju Lourdes Nogueira (Hama), Cassiele Azevedo, participou da reunião e afirmou que, agora, poderá traçar, com maior embasamento, estratégias para cuidar das gestantes durante o fenômeno El Niño. “Trabalhamos com gestantes no período final da gestação que é o parto, um momento delicado e que precisa de muitos cuidados. Além disso, também atendemos bebês que tiveram alguma complicação de saúde e precisam ficar na  Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Então, essa reunião é de grande valia. Sabemos que o fenômeno pode causar mudanças e precisamos de uma estratégia funcional para que isso não impacte e nem sobrecarregue os serviços públicos de saúde”, pontuou.

Fotos: Felipe Goettenauer

Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória retoma cirurgias gerais após duas décadas

Implantação do plantão de Cirurgia Geral fortalece a descentralização dos serviços de saúde e permite que pacientes do sertão sejam submetidos a procedimentos cirúrgicos de urgência mais próximos de casa.

O Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, no sertão sergipano, iniciou uma nova etapa na oferta de assistência especializada com a implantação do Plantão de Cirurgia Geral. O serviço, que passou a integrar oficialmente a escala médica da unidade no dia 8 de agosto, representa uma conquista histórica para o hospital, que volta a realizar procedimentos de cirurgia geral após cerca de duas décadas. Até o momento, três pacientes já foram submetidos a procedimentos pela especialidade.

A chegada da equipe amplia a capacidade de resposta da unidade para pacientes que necessitam de avaliação e intervenção cirúrgica, tanto nos atendimentos de urgência e emergência quanto para pacientes já internados no hospital.

André de Oliveira, 26 anos, residente em Gararu, chegou ao Hospital Regional de Glória e, após avaliação médica e exames de imagem, foi identificada alteração compatível com apendicite aguda. Diante do quadro clínico, foi indicada intervenção cirúrgica de urgência. André de Oliveira apresentou evolução satisfatória e permanece em recuperação.

“Eu fui para Porto da Folha e de lá me encaminharam para Glória. Quando cheguei aqui, os médicos me examinaram e foi tudo muito rápido. Eles tiveram uma paciência enorme comigo. Graças a Deus consegui me operar e estou bem melhor”, relatou o paciente.

A superintendente do Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória, Everlyn Karla, destaca que a  presença dos cirurgiões na unidade permite que o paciente seja avaliado e tratado mais rapidamente, reduzindo deslocamentos e contribuindo também para a diminuição da demanda sobre o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). “A assistência contempla pacientes da clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além das demandas provenientes da urgência e emergência”. destaca.

Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose reforça prevenção e vigilância da doença

Em Sergipe, entre 2025 e julho de 2026, foram identificados 42 casos de leishmaniose visceral

As leishmanioses são infecções graves causadas por parasitas do gênero Leishmania e transmitidas pela picada do inseto vetor conhecido como mosquito-palha. Para reforçar a prevenção e o combate à doença, entre os dias 10 e 17 de agosto, acontece a Semana Nacional de Controle e Combate às Leishmanioses, instituída pela Lei nº 12.604/2012.

A iniciativa busca fortalecer ações educativas, preventivas e de vigilância, além de divulgar avanços relacionados ao controle da doença, que pode ser dividida em leishmaniose visceral (que lesiona os órgãos internos) e a leishmaniose tegumentar (que afeta pele e mucosas). 

Cenário epidemiológico

Em Sergipe, entre 2025 e julho de 2026, foram identificados 42 casos de leishmaniose visceral, com um óbito. Somente entre janeiro e julho deste ano, o estado contabilizou oito casos da doença, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 17 casos. Apesar da redução, a manutenção da vigilância permanece fundamental.

No estado, a leishmaniose tegumentar apresenta uma ocorrência bem menor. Entre 2010 a 2025, Sergipe registrou 846 casos de leishmaniose visceral e 67 da tegumentar, o que comprova a diferença de recorrência entre os dois tipos da doença. 

Sintomas, transmissão e tratamento

Febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia estão entre os principais sinais da leishmaniose visceral. Já a tegumentar, pode ocasionar feridas e úlceras superficiais ou destrutivas. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar complicações e óbitos. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, gratuitamente, todo o tratamento para leishmaniose humana.

Vale lembrar que a doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa. No Brasil, a transmissão ocorre, principalmente, pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada.

Controle e prevenção

Para controlar e monitorar casos de leishmaniose no estado, os municípios e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) atuam em parceria, promovendo o fortalecimento da vigilância epidemiológica, entomológica e ambiental; investigação de casos e óbitos; controle de reservatórios; qualificação dos profissionais e monitoramento dos indicadores. Essas ações seguem as diretrizes do Ministério da Saúde (MS) e envolvem a integração entre vigilância, assistência, diagnóstico laboratorial, controle de zoonoses e educação em saúde. 

A população pode contribuir para a prevenção dos casos de leishmaniose mantendo quintais e terrenos limpos; evitando acúmulo de matéria orgânica; reduzindo condições ambientais favoráveis ao mosquito-palha; criando animais em condições adequadas de higiene e cuidado; colaborando com as ações dos serviços de saúde; utilizando medidas de proteção contra picadas do vetor e procurando atendimento diante de sinais e sintomas suspeitos.

Saúde capacita profissionais para atualização do Calendário Nacional de Vacinação

A ação reuniu profissionais que atuam diretamente nas salas de vacinação com o objetivo de aprimorar conhecimentos e garantir uma assistência cada vez mais segura e qualificada à população

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, nesta segunda-feira, 10, uma capacitação voltada à atualização e ao fortalecimento das práticas de imunização nos municípios sergipanos. A ação reuniu profissionais que atuam diretamente nas salas de vacinação, com o objetivo de aprimorar conhecimentos e contribuir para uma assistência cada vez mais segura e qualificada à população.

Entre os temas abordados estão a atualização do Calendário Nacional de Imunização de acordo com o ciclo de vida, a administração de soros em casos de acidentes por animais peçonhentos, a segurança do paciente na sala de vacinação e os eventos supostamente atribuídos à vacinação.

De acordo com a gerente de Imunização da SES, Ilani Paulina, a capacitação é fundamental para fortalecer a atuação dos profissionais que trabalham diretamente nas salas de vacinação. “A atualização é importante para preparar os profissionais para a aplicação correta das vacinas, a orientação da população e o manejo de situações relacionadas à imunização. Nesta etapa, reunimos cerca de 100 participantes, entre coordenadores municipais, técnicos de sala de vacina e outros profissionais que atuam diretamente na vacinação”, explicou.

Qualificação profissional

Ao todo, 300 profissionais devem participar da capacitação. Uma das participantes foi a gerente de Imunização de Aracaju, Aizla Santos. Para ela, a capacitação é essencial para reduzir a ocorrência de erros e ampliar o conhecimento dos vacinadores e coordenadores sobre vacinas, soros e imunoglobulinas. “Com profissionais mais preparados, conseguimos identificar os pacientes no tempo oportuno, ampliar a cobertura vacinal e garantir a atualização do calendário. Esse conhecimento contribui para levar uma experiência cada vez mais exitosa ao nosso município”, destacou.

A coordenadora de Imunização da Barra dos Coqueiros, Adriana Amado, também destacou a importância da oficina para a troca de experiências e o esclarecimento de dúvidas. “Na oficina, conseguimos identificar problemas em comum, esclarecer dúvidas e alinhar condutas, a exemplo do esquema da vacina pneumocócica 20-valente (PCV20), que foi atualizado recentemente. Esses momentos de discussão são fundamentais para que todos possam falar a mesma linguagem e oferecer um atendimento cada vez mais qualificado”, destacou.

Fotos: Felipe Goettenauer

Última atualização em 10 de agosto de 2026 ás 13:33.