Hemose passa por auditoria da Hemobrás para reforçar padrões de qualidade e segurança

Avaliação fortalece a qualidade e a segurança dos processos do hemocentro

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), recebeu, nos dias 22 e 23 de julho, uma auditoria da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), conduzida pela Octapharma Brasil, empresa parceira responsável pelo processamento de plasma humano.

A auditoria faz parte do processo periódico de avaliação das unidades fornecedoras de plasma, e tem como objetivo verificar a conformidade dos processos técnicos e administrativos adotados pelo hemocentro, assegurando o cumprimento das normas sanitárias e dos padrões de qualidade exigidos para a produção de hemoderivados.

Durante os dois dias de atividades, os auditores realizaram visitas aos diversos setores do Hemose, analisando documentos técnicos, registros operacionais e procedimentos internos. A avaliação também contemplou a verificação do atendimento às recomendações emitidas em auditorias anteriores, reforçando o compromisso da instituição com a melhoria contínua dos seus processos.

O superintendente do Hemose, Richer Mota, destacou que a auditoria fortalece a atuação institucional da unidade e consolida seu papel na assistência hemoterápica e na promoção da saúde em Sergipe. “A iniciativa representa uma oportunidade de aperfeiçoamento, além de reafirmar o compromisso da unidade com a excelência, a segurança e a qualidade em todas as etapas do ciclo do sangue, desde a captação de doadores até o fornecimento de plasma para a produção de medicamentos essenciais”, afirmou.

Após a conclusão dos trabalhos, a Superintendência do Hemose promoverá a discussão do relatório final em conjunto com a Assessoria de Gestão da Qualidade (Ageq) e as gerências da unidade. O objetivo é identificar oportunidades de aprimoramento, fortalecer os processos internos e ampliar a eficiência dos serviços prestados à população sergipana.

Fotos: Ascom SES

Sergipe inicia estratégia de multivacinação para crianças e adolescentes nesta segunda-feira, 3 de agosto

O objetivo é resgatar não vacinados e completar esquemas de imunização visando a atualização da caderneta das crianças e adolescentes menores de 15 anos

A Estratégia de Multivacinação 2026 terá início em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) de Sergipe nesta segunda-feira, 3 de agosto, com o objetivo de ampliar o acesso à imunização, resgatar não vacinados e completar esquemas vacinais incompletos. A campanha visa a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, contribuindo para a prevenção, redução, controle e eliminação de doenças imunopreviníveis. 

A iniciativa ocorre no período de 3 de agosto a 1º de setembro de 2026 e terá um Dia D de divulgação e mobilização em 22 de agosto, disponibilizando todos os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação da criança e do adolescente, além de vacinas de estratégias específicas. A campanha contribui na ampliação do acesso da população à vacinação, reduzindo a incidência de doenças imunopreviníveis, complicações, internações e óbitos.

Em Sergipe, a Estratégia de Multivacinação 2026 será articulada por três esferas do Sistema Único de Saúde (SUS): o Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI); a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS); e as secretarias municipais de saúde dos 75 municípios sergipanos, através das equipes de Atenção Primária à Saúde (APS), que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs).

Vacinas disponíveis

As vacinas disponibilizadas durante a Estratégia de Multivacinação 2026 são: BCG; hepatite B recombinante; pentavalente (DTP + Hib + HB); poliomielite inativada (VIP); rotavírus humano; pneumocócica 10-valente e 20-valente; meningocócica C; influenza (gripe); Covid-19; febre amarela; meningocócica ACWY; tríplice viral (SCR); varicela; DTP (tríplice bacteriana); hepatite A; pneumocócica 23-valente; dupla adulto (dT); HPV quadrivalente (HPV4); e dengue tetravalente. Essas vacinas serão ofertadas conforme a faixa etária, a situação vacinal e os grupos específicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação.

Os imunizantes protegem contra diversas doenças, entre elas tuberculose; hepatites A e B; difteria; tétano; coqueluche; infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, como meningite e pneumonia; poliomielite; gastroenterite por rotavírus; doenças pneumocócicas, como pneumonia, meningite, otite e sepse; doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y; influenza (gripe); Covid-19; febre amarela; sarampo; caxumba; rubéola; varicela (catapora); infecções pelo papilomavírus humano (HPV), que podem causar cânceres e verrugas genitais; e dengue.

Vacinação contra o HPV

Os adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados contra o papilomavírus humano (HPV) podem receber gratuitamente uma dose do imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 31 de dezembro de 2026. A vacinação, que já é oferecida pelo SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos, foi ampliada e prorrogada para alcançar mais jovens e ampliar a proteção contra as infecções pelo HPV. O vírus está associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente o do colo do útero, além de cânceres de vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe, e também pode causar verrugas genitais.

Fotos: Ascom SES

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes realiza mais de 2.500 partos no primeiro semestre de 2026

Houve um aumento de 5% na média de partos em relação aos seis primeiros meses do ano passado 

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e especializada em partos de alto risco, realizou 2.593 partos no primeiro semestre deste ano, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram feitos 2.549 partos, ou seja, 44 partos a mais em 2026. A média mensal de partos foi de 432, um aumento de 5% a mais em relação ao ano passado, quando foram realizados 410 partos, em média, por mês.

Desde o ano de 2024, existe um aumento no número de partos na unidade. Foram 2.443 partos no primeiro semestre e 4.773 no ano inteiro. Em 2025, o total foi de 4.916 e o que chama mais a atenção é o crescimento de partos cesáreos. A partir da lei estadual nº 9.748/25, onde as mulheres podem escolher a modalidade do parto, observa-se um aumento no número de cesarianas na unidade.

“Como somos uma unidade de saúde de alto risco é comum que tenhamos um número de partos cesáreos maiores que os partos normais, mas sempre ficavam em torno de 50%, agora o número de cesarianas chegou a 63% contra 37% de partos normais. Todos nós sabemos que em uma gravidez sem riscos, o mais indicado é o parto normal, porque é melhor para a recuperação da mãe e saúde do bebê. No entanto, atualmente muitas mulheres optam pelo parto cesáreo, mas o profissional médico é quem deve avaliar o que é melhor para a mãe e o bebê”, explicou a superintendente da MNSL, Lourivânia Prado.

Rayane Alves Santos, natural de Tobias Barreto, estava na segunda gestação e com 35 semanas, a pressão dela ficou alta e ela teve síndrome de Hellp, uma complicação grave na gravidez. Então, precisou fazer o parto de urgência e foi encaminhada à MNSL. “Minha filha Luna nasceu de parto cesáreo e passou seis dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Assim que ela ganhou peso fomos transferidas aqui para a Ala Canguru. O meu primeiro filho tem oito anos e nasceu de parto normal, eu gostei mais, porque logo fiquei boa”, enfatizou.

Fotos: Ascom SES

Quarto LIRAa de 2026 apresenta redução de municípios com alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti

Pesquisa identificou quatro municípios com alto índice de infestação, 47 com médio risco e 24 com baixo

O quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 identificou quatro municípios sergipanos com alto índice de infestação, 47 com médio risco e 24 com baixo, o que corresponde, respectivamente, a 5,33%, 62,67% e 32% das 75 cidades do estado. Em relação ao levantamento anterior, divulgado em maio, houve uma redução de 42,9% no total de municípios com alto risco de infestação, que eram sete.

Elaborado a partir do trabalho de campo dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e consolidado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o LIRAa mede a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em Sergipe. O índice considerado satisfatório varia de 0 a 0,9; o de médio risco, de 1,0 a 3,9; e o de alto risco corresponde a valores iguais ou superiores a 4,0.

Nesta quarta edição do levantamento, Frei Paulo, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória permaneceram na faixa de alto risco de infestação. Graccho Cardoso, que havia registrado índice de 1,7 na pesquisa anterior, passou a integrar esse grupo ao alcançar índice de 5,8.

Entre os municípios com maior preocupação, Itabaiana foi o único a permanecer na faixa de alto risco em todos os levantamentos realizados em 2026. Ao longo do ano, o município registrou os índices de 5,1; 4,8; 4,9; e, agora, 4,4 – o menor valor do período, mais ainda considerado de alto risco.

Em comparação ao LIRAa anterior, divulgado em maio, Sergipe apresentou melhora no cenário de infestação pelo Aedes aegypti. O número de municípios classificados com alto risco caiu de sete para quatro, uma redução de 42,9%. Areia Branca, Riachão do Dantas, Ribeirópolis e Simão Dias foram os municípios que saíram da faixa mais arriscada para o status de médio risco no último estudo.

Já os municípios em baixo risco aumentaram de 19 para 24, crescimento de 26,3%, enquanto aqueles em médio risco passaram de 48 para 47. Além disso, diferentemente do levantamento anterior, em que um município não realizou a pesquisa, nesta edição todos os 75 municípios sergipanos participaram do LIRAa.

Medidas preventivas

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. O inseto utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, o que reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção dentro das residências.

Para isso, a população deve observar vasos de plantas com água parada, caixas d’água destampadas, reservatórios descobertos, pneus e outros recipientes que possam se transformar em criadouros. A eliminação desses locais continua sendo a maneira mais eficaz de interromper o ciclo de reprodução do vetor.

Lacen fortalece atuação científica com pesquisas de relevância nacional e internacional

Unidade desenvolve estudos em parceria com instituições de referência, fortalecendo a vigilância em saúde e a produção científica em Sergipe

O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), além de ser referência em vigilância laboratorial, também se destaca pela produção científica. Em parceria com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e o Instituto Evandro Chagas, a unidade gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) desenvolve pesquisas nas áreas de esquistossomose, tuberculose, biologia molecular e sequenciamento genômico, contribuindo para o aprimoramento dos diagnósticos e para a formulação de políticas públicas de saúde.

Para o superintendente do Lacen, Cliomar Alves, a pesquisa é parte da missão institucional da unidade e acontece de forma integrada à rotina laboratorial. “Muitos dos resultados publicados em revistas internacionais surgem das atividades desenvolvidas no próprio laboratório. A pesquisa fortalece a vigilância em saúde e contribui diretamente para a construção de políticas públicas e para a melhoria dos serviços prestados à população”, destaca.

Na área de Entomologia e Parasitologia, o Lacen desenvolve pesquisas em parceria com a Fiocruz voltadas ao estudo da esquistossomose, incluindo investigações sobre o molusco transmissor, a presença de microplásticos no ambiente e a caracterização das cercárias.

Segundo o biomédico do Lacen, Fernando Viana, os estudos ampliam o conhecimento sobre uma doença ainda endêmica em Sergipe e ajudam a compreender como fatores ambientais influenciam sua transmissão. “Nosso trabalho vai além da identificação do molusco. Investigamos aspectos ambientais e biológicos que auxiliam a vigilância e o controle da esquistossomose, além de desenvolver pesquisas sobre o caramujo africano e espécies de escorpiões de importância para a saúde pública”, explica.


Parcerias com impacto nacional e internacional

 
Outra frente de atuação é a participação do Lacen na pesquisa da vacina contra a chikungunya, coordenada pelo Instituto Butantan. A unidade é responsável pelo monitoramento laboratorial dos participantes vacinados em Sergipe.

A gerente do Laboratório de Biologia Molecular do Lacen, Gabriela Vasconcelos, destaca que a participação no estudo demonstra a capacidade técnica da instituição. “Essas parcerias mostram que Sergipe possui profissionais qualificados e estrutura para integrar grandes pesquisas científicas, fortalecendo a imagem do estado e da instituição”, afirma.

Na área da tuberculose, a biomédica Maria Luiza Aguiar participa de estudos que contribuíram para a adoção, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da metodologia de agrupamento de amostras (pooling), reduzindo custos e ampliando a capacidade diagnóstica. “Hoje também trabalhamos no sequenciamento genômico da tuberculose para identificar cepas resistentes e contribuir para diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais eficazes”, ressalta.

Fotos: Ascom FSPH

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes conta com serviço de odontologia hospitalar 

A equipe odontológica da MNSL é formada por três cirurgiões-dentistas

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), desde o mês passado passou a dispor de uma equipe de cirurgiões-dentistas para trabalhar com a odontologia hospitalar. Este trabalho é inédito na maternidade, onde três cirurgiões-dentistas integram a equipe multidisciplinar da unidade com o objetivo de garantir a integralidade do cuidado por meio da prevenção e diagnóstico de condições bucais de gestantes, puérperas e recém-nascidos.

De acordo com o coordenador da equipe odontológica da MNSL, Erickson Palma Silva, a odontologia hospitalar se divide em várias áreas, desde o ambulatório até a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). A importância, no caso específico da maternidade, é fazer a assistência aos bebês, fazer o teste da linguinha, verificar algum mau desenvolvimento orofacial e orientar às mães quanto à higiene bucal do bebê, dela própria e o não uso da chupeta, porque vai interferir na amamentação e no desenvolvimento orofacial do bebê.

“A equipe odontológica na Utin foca nos bebês que nasceram prematuramente e alguns deles são pacientes entubados. O paciente entubado tem uma propensão maior de adquirir pneumonia por ventilação mecânica, porque os micro-organismos que estão na boca podem ir direto do tubo para o pulmão. Isso faz com que o bebê demore mais na Utin, gasta-se mais com medicação, como antibióticos, e ainda faz com que diminua a rotatividade desses leitos, ou seja, os bebês ocupam os leitos por mais tempo”, destacou Erickson.

O coordenador explicou que existem casos de bebês que nascem com dente, chamado de dente natal, e isso pode traumatizar a língua ou a mucosa. Observar esses casos também é papel do dentista na maternidade. “Uma infecção odontogênica, sobretudo a inflamação gengival, pode ocasionar tanto um parto prematuro, quanto influenciar no baixo peso do bebê, pois o organismo começa a produzir algumas citocinas que podem antecipar o parto e também influencia na absorção de nutrientes pela placenta levando a esse baixo peso. Então, a odontologia hospitalar na maternidade é fundamental”, explicou.

Assistência especializada

Nárilla Geovana Santos, moradora de Feira Nova, apresentou hipertensão gestacional e teve a filha Aurora de parto normal na MNSL com 40 semanas de gestação. Ela teve orientações sobre higiene bucal da bebê. “Achei muito importante, porque eu nem sabia sobre a limpeza da boca da bebê, ninguém, até então, tinha me falado, como sou mãe pela primeira vez, gostei muito das informações que o dentista me passou, pois, a saúde começa pela boca”, enfatizou.

A aracajuana Rejane de Souza também concorda que as orientações sobre a higiene bucal foram muito relevantes. “Eu sou mãe de primeira viagem e acho muito importante falar sobre a saúde bucal porque têm pessoas que não sabem a importância e como reflete na saúde geral do bebê”, disse.

Fotos: Ascom SES

Hospital Regional de Itabaiana realiza os primeiros exames de ressonância magnética no interior do estado

Pacientes atendidas destacam a redução do deslocamento e a agilidade no diagnóstico com a oferta do exame na unidade

O Hospital Regional de Itabaiana (HRI), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou a realização de exames de ressonância magnética, se tornando a primeira unidade hospitalar do interior do estado a oferecer o procedimento. Os primeiros atendimentos foram realizados na última quarta-feira, 22,  em duas pacientes reguladas, representando um avanço no acesso ao diagnóstico por imagem para moradores da região e contribuindo para reduzir a necessidade de deslocamentos até a capital. 

A ressonância magnética é um exame de imagem de alta precisão utilizado para auxiliar no diagnóstico de diversas doenças, permitindo a avaliação detalhada de órgãos, tecidos e estruturas do corpo. O tempo de realização varia conforme a região examinada e a complexidade do estudo, podendo durar entre 15 minutos e uma hora. 

Uma das primeiras pacientes atendidas foi Raimunda Cardoso dos Santos, de 54 anos, que convive há anos com problemas de saúde e estava internada para investigação de um quadro de anemia. Ela destacou a importância de realizar o exame mais perto de casa. “Significa muita coisa. É melhor para a gente, porque não precisa se deslocar para longe. Agora ficou mais próximo e isso facilita muito, e ainda tive o privilégio de ser a primeira paciente”, destacou Raimunda.

Já a paciente Katiendes Francisca Pereira, de 42 anos, estava internada aguardando a realização do exame para investigação de um problema nas vias biliares. “Eu estava esperando esse exame que estava marcado para ser feito em Aracaju. Essa disponibilidade da ressonância no próprio hospital de Itabaiana agilizou o atendimento. Trazendo mais comodidade para quem está internado e ajuda a dar continuidade ao tratamento”, disse Katiendes.

Outros procedimentos

Além do exame da ressonância magnética, outro avanço do HRI é o aparelho para realização de endoscopia e de Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE).  A endoscopia é um exame que permite avaliar o trato digestivo até o duodeno, sendo fundamental para o diagnóstico de doenças como gastrite, refluxo, úlceras e neoplasias, além de contribuir para o diagnóstico precoce do câncer.

Já a CPRE é um procedimento mais avançado e, principalmente, terapêutico. Por meio da via endoscópica, consegue acessar as vias biliares sem a necessidade de cirurgia aberta. Isso permite retirar cálculos, desobstruir ductos, tratar algumas lesões e tumores, além de realizar a colocação de próteses e drenos.

Muitas condições que antes exigiam cirurgias de grande porte, com longos períodos de internação e maior risco de complicações, hoje podem ser tratadas de forma minimamente invasiva, proporcionando uma recuperação mais rápida e menor morbidade para o paciente, é o que explicou o médico cirurgião Edney Cavalcante. “O Hospital Regional de Itabaiana passa a contar com uma torre de endoscopia de alta tecnologia, equipada também com um duodenoscópio, equipamento indispensável para a realização da CPRE. A nova tecnologia amplia a capacidade diagnóstica e terapêutica da unidade, permitindo desde a identificação de lesões mais complexas até a realização de procedimentos como a retirada de cálculos e a colocação de próteses e drenos. Com isso, o hospital oferece mais precisão, segurança e resolutividade no tratamento de doenças das vias biliares e do sistema digestivo”, pontuou o médico. 

A paciente Marinês Santos, de 67 anos, foi internada no Hospital devido a uma icterícia, que é quando a pele e os olhos ficam amarelados e apresenta dificuldades para atividades do dia a dia. “Desde que cheguei, tenho sido muito bem atendida por toda a equipe do hospital. Poder realizar esse exame aqui em Itabaiana é muito importante. Antes, eu precisaria me deslocar para Aracaju, e agora consigo fazer tudo na minha própria cidade. Isso traz mais conforto, facilita o tratamento e faz toda a diferença para quem está doente”, finalizou a idosa.

Fotos: Felipe Goettenauer

Huse realiza procedimento inédito de plasmaférese e amplia assistência a pacientes com doenças neurológicas

Serviço implantado pelo Hemose amplia o acesso à plasmaférese para pacientes da rede estadual que necessitam do tratamento

Após sentir dores lombares que se intensificaram ao longo das semanas e evoluíram para perda de força nas pernas e alterações de sensibilidade, um paciente de 28 anos, deu entrada no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) para investigação de um quadro neurológico grave. Diagnosticada com mielite transversa aguda inflamatória, ela é a primeira paciente a realizar o procedimento de plasmaférese na unidade, serviço implantado pelo Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose).

Inicialmente encaminhada para avaliação da Neurocirurgia, a paciente realizou exames para investigar uma possível compressão da medula espinhal. Após a realização de tomografia e ressonância magnética, a equipe descartou lesões cirúrgicas e confirmou uma inflamação extensa da medula. O caso passou a ser acompanhado pela Neurologia, que iniciou tratamento com corticoides. Após resposta clínica e nova avaliação, foi indicada a plasmaférese, terapia utilizada para remover do plasma, anticorpos e substâncias inflamatórias responsáveis pelo ataque ao sistema nervoso.

O médico intensivista da Ala Amarela, Heitor Rocha, explica que a paciente apresentou um quadro neurológico de rápida evolução, compatível com uma doença autoimune. “Trata-se de uma paciente jovem que chegou com um quadro neurológico agudo. Após a investigação com exames de imagem, foi diagnosticada uma inflamação na medula, chamada mielite. A principal suspeita é de uma resposta autoimune, em que o próprio organismo passa a atacar a medula espinhal. Por isso, foi indicada a plasmaférese”, explicou.

Durante as sessões, a paciente permanece internada na Ala Amarela, setor destinado ao acompanhamento de pacientes que necessitam de monitorização contínua e cuidados intensivos intermediários.

Avanço para a rede estadual

Para o responsável técnico da Ala Amarela do Huse, Flávio Arcângelis, a implantação da plasmaférese representa um avanço para toda a rede pública de saúde, ampliando o acesso a um tratamento de alta complexidade para pacientes com doenças neurológicas e autoimunes. “Na plasmaférese, o sangue é retirado por um cateter e passa por uma máquina que separa o plasma das demais células sanguíneas. É justamente no plasma que podem estar os anticorpos responsáveis por atacar o organismo. Esse plasma é removido e substituído, reduzindo a inflamação. É um tratamento de resgate, que controla a resposta imunológica e cria melhores condições para a recuperação do paciente”, afirmou.

A paciente seguirá o protocolo de cinco sessões de plasmaférese e continuará sendo acompanhada pela equipe de Neurologia. Após a conclusão do tratamento, ela será reavaliada para definir a necessidade de novas sessões e dará continuidade ao processo de reabilitação.  

“É a primeira vez que esse procedimento é realizado no Huse. A paciente fará inicialmente cinco sessões, conforme o protocolo. Esse trabalho reúne equipes do Hemose, da Neurologia e da Medicina Intensiva. Ao final das sessões, ela será reavaliada para definir se haverá necessidade de um novo ciclo. A expectativa é interromper a resposta inflamatória responsável pela lesão na medula espinhal, ampliando as chances de recuperação funcional e reduzindo o risco de sequelas”, disse o responsável técnico.

Serviço amplia acesso ao tratamento

A implantação do serviço é resultado da integração entre o Huse e o Hemose. O superintendente do Hemose e hematologista, Richer Mota, explica que esta é a primeira vez que a plasmaférese é realizada na unidade e que a paciente seguirá o protocolo recomendado para esse tipo de tratamento.

“O Hemose está estruturando esse serviço para disponibilizá-lo à rede estadual de saúde e, agora, o Huse também está organizando todo o fluxo assistencial para incorporar esse atendimento e garantir que os pacientes tenham acesso ao procedimento sempre que houver indicação. A importância da plasmaférese é enorme porque ela pode mudar o prognóstico de pacientes com doenças neurológicas e outras condições graves. Em muitos casos, o tratamento reduz o risco de sequelas, acelera a recuperação e aumenta significativamente as chances de melhora clínica. Disponibilizar esse serviço na Rede Pública Estadual representa um avanço importante na assistência, oferecendo um cuidado mais ágil, qualificado e acessível para os pacientes que necessitam desse tratamento”, concluiu.

Fotos: Ascom SES

Ciatox registra mais de 16 mil casos de intoxicação em Sergipe

De 2023 ao primeiro semestre de 2026, a unidade contabilizou mais de 16.400 episódios de intoxicação, causados por diversos agentes

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Sergipe (Ciatox/SE) é uma das 32 unidades brasileiras do Sistema Único de Saúde (SUS) especializadas em toxicologia. A unidade desempenha um importante papel na orientação e no diagnóstico de urgência em casos de intoxicação, tanto para profissionais de saúde que atuam em serviços de emergência quanto para qualquer usuário do SUS. De 2023 ao primeiro semestre de 2026, o Ciatox/SE registrou mais de 16.400 episódios de intoxicação causados por diversos agentes.

O Centro atua em três frentes: orientação e encaminhamento em casos de intoxicação; coleta de dados para integrar o Sistema Brasileiro de Registro de Intoxicações dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica; e realização de capacitações em toxicologia para profissionais da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE).

Dentre os atendimentos realizados pelo Ciatox/SE, estão casos de intoxicação pelos seguintes agentes: agrotóxicos; alimentos; animais não peçonhentos ou não venenosos; animais peçonhentos e venenosos; cosméticos e produtos de higiene pessoal; drogas  lícitas e ilícitas; medicamentos de uso humano ou animal; plantas e fungos; produtos domissanitários; raticidas; inseticidas e produtos químicos residenciais ou industriais. 

Cenário sergipano

De 2023 a junho deste ano, a unidade contabilizou 16.458 casos de intoxicação, causados por diversos agentes. Somente entre janeiro e junho de 2026, o Ciatox/SE registrou 1.723 casos de intoxicação humana. Desse total, 1.017 estão relacionados a animais peçonhentos ou venenosos, correspondendo a 59,02% das ocorrências. Na sequência, aparecem as intoxicações por medicamentos, com 346 casos (20,08%), seguidas pelos acidentes envolvendo animais não peçonhentos ou não venenosos, que totalizaram 124 ocorrências (7,20%). 

Em 2025, registrou 4.873 casos de intoxicação humana por agentes tóxicos, sendo 2.736 entre mulheres (56,1%) e 2.137 entre homens (43,9%). A maioria dos registros teve origem acidental, correspondendo a 66,12% das ocorrências, com predominância na zona urbana, responsável por 79,35% dos casos. A faixa etária de 20 a 29 anos foi a mais afetada, destacando-se os casos de intoxicação por escorpiões e medicamentos.

Os acidentes envolvendo animais peçonhentos e venenosos, como aranhas, escorpiões e serpentes, figuram entre os principais agravos atendidos, somando 2.658 ocorrências em 2025. Em seguida, aparecem as intoxicações por medicamentos, com mais de 1.200 registros no período. Os acidentes envolvendo animais não peçonhentos ou venenosos ocupam a terceira posição, com 248 casos. Já as intoxicações por produtos domissanitários e substâncias químicas de uso residencial ou industrial totalizaram 225 ocorrências, enquanto os casos relacionados ao uso de drogas de abuso somaram 222 registros ao longo do ano.

 Funcionamento

O Ciatox/SE é vinculado à Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e está localizado em prédio anexo ao Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse). O Centro atua 24 horas por dia, mesmo em finais de semana e feriados, por meio de teleconsultas realizadas através do número de urgência 0800 722 6001. Em casos de acidentes com animais peçonhentos ou outros tipos de intoxicação, a população pode entrar em contato com o telefone do Ciatox para receber orientações de emergência.

Fotos: Ascom SES

Curso capacita fiscais sanitários para inspeções em estabelecimentos que comercializam cosméticos em Sergipe

Formação aborda normas da Anvisa e boas práticas para fiscalização de produtos cosméticos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta terça-feira, 21, o Curso de Inspeções em Cosmetovigilância. A capacitação reuniu fiscais estaduais e municipais para aprimorar a fiscalização em estabelecimentos que comercializam cosméticos, com foco na aplicação de normas sanitárias, identificação de irregularidades e proteção à saúde pública.

Durante a formação, os participantes receberam orientações sobre a legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), incluindo critérios de rotulagem, armazenamento, controle de validade e procedimentos de inspeção em varejistas. A iniciativa visa qualificar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e assegurar que os produtos disponíveis no mercado atendam aos requisitos de qualidade, segurança e eficácia.

A enfermeira e referência técnica de educação permanente da Coordenação de Vigilância Sanitária da SES, Alanna Gleice Carvalho, ressaltou que a formação foi estruturada para padronizar as ações municipais. “Os participantes recebem orientações sobre legislação, rotulagem, prazos de validade e armazenamento. O objetivo é preparar os fiscais para atuarem de forma segura e padronizada”.

A química e fiscal da Vigilância Sanitária de Barra dos Coqueiros, Rhayza Oliveira, destacou que a capacitação aperfeiçoa o trabalho técnico e melhora a orientação aos estabelecimentos. “Conhecemos todas as etapas, desde o armazenamento até a comercialização. Isso nos permite orientar melhor os responsáveis pelos comércios, garantindo mais segurança para o consumidor”, afirmou.

O coordenador da Vigilância Sanitária de Lagarto, Roberto Fontes, enfatizou a importância da troca de experiências. “Essas capacitações agregam conhecimento e nos permitem aprimorar o trabalho nos municípios. Voltamos com um olhar mais técnico e preparados para compartilhar as informações com nossas equipes, contribuindo para reduzir riscos à saúde da população”, destacou.

Fotos: Nucom Funesa

Última atualização em 30 de julho de 2026 ás 10:15.