Central de Regulação das Urgências registra aumento de 15,2% no número de trotes para o Samu 192 Sergipe

Falsos pedidos de socorro comprometem o atendimento e podem colocar vidas em risco

Com o objetivo de conscientizar a população, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta para os riscos que os trotes representam à vida de quem realmente necessita de atendimento de urgência e emergência. A Central de Regulação das Urgências (CRU) registrou 4.247 trotes entre janeiro e junho de 2026 para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe). No mesmo período de 2025, foram contabilizadas 3.686 ligações desse tipo, o que representa um aumento de 15,2%. Somente em fevereiro deste ano, foram registrados 1.287 trotes.

O falso pedido de socorro compromete o funcionamento do serviço. Por representar um percentual significativo do total de ligações recebidas, ocupa indevidamente a linha 192, dificultando o acesso de pessoas que enfrentam situações reais de urgência. Além disso, quando o trote não é identificado de imediato, pode mobilizar recursos como uma Unidade de Suporte Básico (USB) ou uma Unidade de Suporte Avançado (USA) para atender um paciente inexistente, impedindo que esses recursos estejam disponíveis para quem realmente necessita de atendimento.

O Samu 192 Sergipe é acionado por meio da Central de Regulação das Urgências (CRU), que conta, em cada plantão, com sete Telefonistas Auxiliares de Regulação Médica (TARM) e seis médicos reguladores. Os TARM realizam o primeiro atendimento e conseguem identificar parte dos trotes, especialmente aqueles realizados por crianças, geralmente percebidos pelo tom de voz. No entanto, quando essas ligações são feitas por adultos, a identificação torna-se mais difícil, aumentando o risco de mobilização desnecessária das equipes.

Por isso, a colaboração da população é fundamental. O número 192 deve ser utilizado exclusivamente em situações reais de urgência e emergência. Um trote pode parecer uma brincadeira, mas pode atrasar o atendimento de uma pessoa que depende de socorro imediato para sobreviver. O uso responsável do serviço contribui para salvar vidas e garantir que o atendimento chegue a quem realmente precisa.

Fotos: Ascom SES

Segunda dose de reforço contra a poliomielite passa a integrar calendário vacinal para crianças de 4 anos de idade

Atualização tem como objetivo fortalecer a proteção infantil e manter o país livre da circulação do poliovírus

A partir do mês de agosto, crianças de 4 anos de idade voltarão a receber a segunda dose de reforço contra a poliomielite por meio do Calendário Nacional de Vacinação. A atualização tem como objetivo fortalecer a proteção infantil e manter o país livre da circulação do poliovírus.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecciosa causada pelo poliovírus, que pode provocar paralisia permanente dos membros e, em casos graves, comprometer os músculos responsáveis pela respiração. Embora o Brasil não registre casos da doença há décadas, a vacinação continua sendo a principal estratégia para evitar a reintrodução do vírus no país.

Com a mudança, o esquema vacinal contra a doença passa a ser composto por cinco doses da vacina inativada poliomielite (VIP): a primeira aos 2 meses de idade, a segunda aos 4 meses, a terceira aos 6 meses, o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo reforço aos 4 anos de idade.

A vacinação é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Os pais e responsáveis devem ficar atentos ao calendário de vacinação e verificar a caderneta das crianças para garantir que todas as doses sejam aplicadas no período recomendado. Se houver alguma dose em atraso, é importante procurar uma unidade de saúde para atualizar a vacinação.

Cobertura vacinal

Em Sergipe, a cobertura vacinal contra a poliomielite é de 88,43%, índice abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS). O Brasil recebeu em 1994 a certificação de área livre da circulação do poliovírus selvagem, o que reforça a importância de manter altas coberturas vacinais para evitar a reintrodução da doença.

Capacitação qualifica profissionais para identificação precoce de transtornos mentais na Atenção Primária em Sergipe

Formação aprimora o atendimento às pessoas com transtornos mentais

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta segunda-feira, 20, uma capacitação voltada à detecção precoce e à intervenção em transtornos mentais na Atenção Primária à Saúde (APS).

O evento reuniu profissionais da APS, das equipes e-Multi, dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) dos 75 municípios sergipanos. O objetivo foi aprimorar a identificação precoce de sinais e sintomas de sofrimento psíquico, qualificar o acolhimento e fortalecer o fluxo de atendimento entre os diferentes pontos da rede.

A capacitação foi organizada em duas turmas: a primeira ocorreu em Aracaju, e a segunda está prevista para o dia 27, em Itabaiana, ampliando o acesso de profissionais de diferentes regiões do estado. Além de promover intervenções mais oportunas e reduzir o agravamento dos transtornos mentais, a iniciativa busca integrar os serviços para garantir encaminhamentos adequados e um cuidado contínuo aos usuários.

A fisioterapeuta e responsável técnica em Saúde Mental da SES, Sanawá Rodrigues, destacou a importância da Unidade Básica de Saúde (UBS) como principal porta de entrada para a assistência. “É fundamental que os profissionais estejam preparados para identificar precocemente os sinais de transtornos mentais, acolher os usuários e realizar encaminhamentos assertivos”, afirmou.

Para a psicóloga do Caps de Salgado, Gleice Santana, o encontro também favorece a troca de experiências entre os profissionais. “Essas atividades aproximam os serviços, permitindo o compartilhamento de desafios e soluções que qualificarão o atendimento em cada território”, ressaltou.

O médico psiquiatra Murilo Rezende reforçou que a educação permanente é essencial para qualificar a assistência em saúde mental. Segundo ele, não existe uma fórmula única para o atendimento, sendo necessário um olhar individualizado para cada usuário. “Quanto mais preparados estivermos, maior será nossa capacidade de promover a saúde mental. Além disso, práticas como atividade física, lazer e convivência comunitária são pilares importantes nesse processo”, concluiu.

Fotos: Ascom SES

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes realiza teste do olhinho para identificar alterações visuais em recém-nascidos

O teste do reflexo vermelho, popularmente conhecido como teste do olhinho, é realizado por oftalmologistas ou pediatras

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), oferece diversos serviços aos recém-nascidos, incluindo o teste do reflexo vermelho. Este exame oftalmológico, realizado nos primeiros dias de vida, é fundamental para identificar precocemente alterações na visão ou doenças oculares que possam comprometer o desenvolvimento visual do bebê.

Segundo o oftalmologista da MNSL, Igor Sandes de Barcelos, o teste é um exame de triagem essencial que pode ser executado tanto por oftalmologistas quanto por pediatras habilitados. “Para que o olho se desenvolva corretamente, é necessária uma transparência bem estabelecida ao nascimento, e o teste do olhinho permite verificar essa condição. Resultados alterados indicam problemas que podem prejudicar a visão, como catarata congênita ou anomalias na retina”, explicou o médico.

O especialista ressalta que o exame deve ser feito o quanto antes. “A visão das crianças se desenvolve até os sete anos, mas a identificação precoce é decisiva. O ideal é repetir o teste de três a quatro vezes no primeiro ano de vida, pois certas condições surgem durante a infância. Diante de uma alteração, o paciente é encaminhado imediatamente ao ambulatório para diagnóstico e definição do tratamento adequado”, informou.

Luan Carlos de Souza, pai da pequena Ayla Lohana, acompanhou o procedimento e destacou sua importância. “Estamos atentos a todos os exames. Realizar esses testes ainda na maternidade nos traz tranquilidade, pois voltamos para casa sabendo que está tudo bem com a saúde visual da nossa filha”, apontou.

John Wagner Ibrahim, pai de José Lucas, também elogiou a praticidade do exame. “O procedimento é rápido, indolor e feito em ambiente com pouca luz. É muito tranquilo e saímos aliviados ao confirmar que nosso filho está saudável”, afirmou.

Fotos: Ascom SES

Oficina qualifica profissionais para ampliar identificação e notificação de casos de LER/DORT em Sergipe

Capacitação busca reduzir a subnotificação de agravos relacionados ao trabalho

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta sexta-feira, 17, uma oficina sobre Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT). A capacitação reuniu profissionais dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) estadual e regionais, das redes de Atenção Primária, Atenção Especializada e Vigilância em Saúde, além de representantes dos serviços de saúde ocupacional de grandes empresas instaladas em Sergipe, para discutir a identificação, o acolhimento e a notificação desses agravos, considerados de notificação compulsória.

A iniciativa teve como foco qualificar os profissionais para reconhecer a relação entre o adoecimento e a atividade laboral, contribuindo para reduzir a subnotificação dos casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Além de orientar sobre o correto preenchimento das notificações, a oficina apresentou estratégias para fortalecer a vigilância em saúde do trabalhador, permitindo a produção de informações que subsidiem ações de prevenção e intervenções nos ambientes de trabalho.

A fisioterapeuta e referência técnica de Vigilância em Saúde do Trabalhador da SES, Soraya Luiza Góis Souza Melo, explicou que a baixa notificação dos casos de LER/DORT ainda representa um dos principais desafios para a vigilância em saúde. “Muitos profissionais tratam a doença, mas nem sempre conseguem estabelecer a relação entre o adoecimento e o trabalho. Nosso objetivo é capacitar essas equipes para identificar esse nexo e realizar a notificação. A partir desses dados, conseguimos conhecer a realidade dos trabalhadores, identificar os riscos presentes nos ambientes laborais e desenvolver ações de prevenção para reduzir novos casos e evitar o agravamento dessas doenças”, explicou.

O enfermeiro do trabalho Deivid Melo da Silva destacou que a capacitação amplia o olhar dos profissionais sobre a saúde do trabalhador e contribui para que casos que antes passavam despercebidos sejam identificados. “Muitos trabalhadores, principalmente os informais e aqueles que vivem no interior do estado, desconhecem que determinados problemas de saúde podem estar relacionados ao trabalho. Quando os profissionais estão preparados para acolher, identificar e notificar esses casos, a vigilância consegue atuar de forma mais efetiva na prevenção e na promoção da saúde do trabalhador”, afirmou.

A fisioterapeuta e coordenadora da Rede de Atenção à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do município de Aracaju, Mariana Almeida, ressaltou que a qualificação dos profissionais impacta diretamente na prevenção de novos agravos. “Quanto mais preparados estivermos para identificar, acolher e notificar os agravos relacionados ao trabalho, maior será nossa capacidade de prevenir novos casos e promover ambientes laborais mais seguros e saudáveis. Precisamos compreender que notificar é proteger. Cada informação registrada contribui para transformar dados em ações que beneficiam não apenas um trabalhador, mas toda a coletividade”, destacou.

Fotos: Ascom SES

Julho Dourado reforça promoção da saúde animal e prevenção de zoonoses

Controle populacional de cães e gatos contribui para a redução de doenças transmissíveis entre animais e seres humanos

O Julho Dourado é uma campanha de conscientização e fortalecimento de ações voltadas à promoção da saúde de animais domésticos e de rua, como cães e gatos, à prevenção de zoonoses e ao incentivo da adoção e da guarda responsável. No Brasil, a iniciativa foi instituída por meio da Lei Federal nº 15.322, de 6 de janeiro de 2026.

No estado, a Diretoria de Proteção Animal de Sergipe (Diproan) é responsável por desenvolver ações e políticas públicas que seguem as determinações do Julho Dourado, tendo como foco a castração de cães e gatos por meio do Castramóvel, unidade móvel que já realizou mais de 4.600 procedimentos cirúrgicos desde 2025. 

A Diproan também realiza consultas e avaliação clínica dos animais antes das castrações, e orientações aos tutores sobre prevenção de doenças, bem-estar animal e guarda responsável.

Prevenção de zoonoses

As zoonoses são doenças infecciosas transmitidas entre animais e seres humanos. Elas podem ser causadas por vírus, bactérias, parasitas ou fungos. Uma das principais formas de prevenir casos de zoonoses é a partir da intensificação da castração de cães e gatos, o que contribui no controle populacional desses animais, reduz o abandono e a circulação de animais nas ruas, favorece ações de vacinação, vermifugação e atendimento veterinário, além de diminuir o risco de transmissão de doenças.

Entre essas doenças está a esporotricose, uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, que afeta a pele e, em casos mais raros, os órgãos internos. O gato é, atualmente, o principal transmissor da doença. No estado, o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE) contabilizou 16 casos de esporotricose em humanos em 2025 e, até março de 2026, já foram registrados 5 episódios. Além disso, entre 2022 e 2025, o Lacen confirmou 178 casos de esporotricose em animais, evidenciando a importância da vigilância e do controle da doença.

Fotos: Ascom SES

Hemose promove 7° edição do Sabadão Solidário para reforçar estoque de sangue

Campanha oferece oportunidade para quem não consegue doar durante a semana

Com o objetivo de reforçar os estoques de sangue e facilitar o acesso dos voluntários à doação, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), realiza, neste sábado, 18 de julho, a 7ª edição do Sabadão Solidário. A ação acontecerá das 7h às 11h, na sede do Hemose, em Aracaju.

A iniciativa busca mobilizar a população para a importância da doação voluntária e fidelizar novos doadores. Durante a ação, toda a estrutura do Hemose estará preparada para receber os voluntários com segurança e agilidade. A expectativa é ampliar o número de doações e garantir o abastecimento dos hemocomponentes utilizados em cirurgias, atendimentos de urgência, tratamentos oncológicos e pacientes com doenças hematológicas.

A participação da população é essencial para manter os estoques em níveis seguros, já que cada doação pode salvar até quatro vidas. O Sabadão Solidário é uma oportunidade para quem não consegue doar durante a semana, exercer esse gesto de solidariedade e contribuir para que nenhum paciente fique sem transfusão quando precisar.

Como doar

Para doar é preciso estar bem de saúde, ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar acima de 50 quilos, e comparecer ao serviço bem alimentado portando um documento oficial com foto, válido em todo território nacional.

Comissão de Pele do Huse promove capacitação técnica para cuidado com lesões

Encontro “Manejo Ideal no Tratamento de Lesões” qualifica atendimentos, da avaliação clínica ao acompanhamento contínuo

Profissionais das equipes médica e de enfermagem do Huse e dos hospitais regionais da rede estadual participaram da capacitação “Manejo Ideal no Tratamento de Lesões”, na última sexta-feira, 10. O evento foi promovido pela Comissão de Pele do hospital, no auditório da unidade.

Durante o encontro, os participantes atualizaram conhecimentos sobre técnicas e protocolos utilizados no tratamento de lesões, incluindo o desbridamento com a cobertura especial UrgoClean Ag, padronizada no Huse. Também foram apresentados casos clínicos com resultados positivos obtidos por meio da intervenção especializada, demonstrando como a atuação qualificada das equipes pode contribuir para uma recuperação mais rápida e para a redução de complicações.

Diferença na prática

O tratamento de lesões é um cuidado essencial para a recuperação de pacientes internados, principalmente daqueles que apresentam quadros mais graves. Mais do que realizar curativos, o manejo adequado envolve avaliação clínica, definição do tratamento mais indicado para cada caso e acompanhamento contínuo da evolução da lesão. Esse trabalho ajuda a prevenir complicações, reduz o risco de infecções e contribui para uma recuperação mais rápida e segura.

No Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), referência em atendimentos de média e alta complexidade, esse cuidado faz parte da rotina das equipes assistenciais. A unidade recebe pacientes com diferentes tipos de lesões, entre elas as traumáticas, vasculares e as lesões por pressão, que exigem acompanhamento especializado.

Segundo a enfermeira da Comissão de Pele do Huse, Priscila Alcântara, o sucesso do tratamento depende da avaliação correta de cada paciente e da escolha da melhor conduta para cada tipo de ferimento. “O manejo de lesões vai muito além de um simples curativo. É necessário conhecimento, avaliação correta e escolha dos produtos adequados para cada lesão. Quando a equipe tem conhecimento, manejo e segurança no tratamento, é possível reverter determinadas situações, evitar a piora da lesão e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente”, enfatiza.

A enfermeira destaca ainda que manter os profissionais atualizados é fundamental para garantir uma assistência cada vez mais segura e eficiente. “A formação técnica pode ser determinante para evitar que a lesão evolua de forma negativa, promover uma melhor reabilitação do paciente e favorecer uma desospitalização mais rápida”, ressalta.

Fotos: Ascom SES

Dia do Homem é celebrado com debate sobre atenção integral à saúde masculina em Sergipe

Encontro reuniu profissionais da Atenção Primária para discutir prevenção, acesso e cuidado ao longo do ano

Em alusão ao Dia do Homem, celebrado em 15 de julho, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta quarta-feira, 15, o Seminário Estadual sobre a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (Pnaish). A programação reuniu profissionais da Atenção Primária à Saúde e representantes da sociedade civil para discutir os desafios relacionados ao acesso da população masculina aos serviços de saúde e às estratégias de prevenção e promoção do cuidado.

A atividade abordou a saúde do homem para além das campanhas concentradas no mês de novembro, com discussões sobre doenças crônicas, saúde mental, prevenção, diversidade e barreiras que ainda dificultam a procura pelos serviços. O seminário também apresentou subsídios técnicos e estratégias para auxiliar os profissionais na implementação da Pnaish nos municípios e na construção de práticas de cuidado voltadas às diferentes necessidades da população masculina.

A responsável técnica em Saúde do Homem e da Pessoa Idosa da Diretoria de Atenção Primária à Saúde da SES, Lanay Laurentino, explicou que a discussão precisa ocorrer durante todo o ano e considerar condições que vão além do câncer de próstata. “Quando se fala em saúde do homem, muitas pessoas ainda associam o tema apenas ao Novembro Azul. Mas precisamos discutir essa pauta durante todo o ano. Ainda percebemos tabus e uma resistência masculina em procurar as unidades de saúde para realizar exames e acompanhamento de rotina. Temos doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, além das demandas relacionadas à saúde mental. Por isso, é importante que os profissionais retornem aos municípios com informações e estratégias para aproximar esse público dos serviços de saúde”, explicou.

O coordenador estadual de Políticas Públicas LGBTQIAPN+, Jonathan Santos, chamou atenção para a necessidade de compreender a pluralidade da população masculina e as barreiras que podem afastar homens LGBTQIAPN+ dos espaços de cuidado. “Quando falamos de homens gays, bissexuais e trans, existem especificidades que precisam ser consideradas no atendimento. O medo da discriminação, do preconceito, do desrespeito ao nome social ou do uso inadequado dos pronomes ainda pode se tornar uma barreira para a procura pelos serviços de saúde. Trazer essa discussão permite ampliar o olhar dos profissionais e compreender melhor as necessidades dessa população, contribuindo para um atendimento com mais acolhimento e cuidado”, destacou.

O médico Marcos dos Santos Barreto avaliou que a participação de diferentes categorias profissionais amplia a compreensão sobre o cuidado integral e a prevenção na saúde masculina. “Ter médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais, profissionais de Educação Física e estudantes discutindo o tema permite enxergar o homem de forma integral. Um dos nossos maiores desafios ainda é a prevenção, porque muitos procuram atendimento somente quando surgem sinais ou sintomas. Precisamos pensar em estratégias de busca e facilitar o acesso, inclusive considerando os horários de trabalho dessa população. A educação em saúde também é fundamental para quebrar tabus desde a infância e a adolescência e construir uma nova relação dos homens com o próprio cuidado”, afirmou.

Fotos: Nucom Funesa

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferece atendimento psicossocial para gestantes e puérperas durante internação

A unidade conta com um psiquiatra e 13 psicólogos que acompanham pacientes encaminhadas pela equipe assistencial

O atendimento psicossocial para gestantes e puérperas é importante para prevenir transtornos, como a depressão pós-parto, e fortalecer a saúde emocional materna. Por isso, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) conta com um serviço psicossocial especializado para gestantes e puérperas que necessitam de acompanhamento emocional durante a internação. A unidade conta com um psiquiatra e 13 psicólogos que acompanham pacientes encaminhadas pela equipe assistencial.

Os casos são discutidos de forma multiprofissional para garantir um atendimento individualizado, conforme a necessidade de cada mulher. De acordo com o psiquiatra Jailton de Jesus Silva Junior, embora alterações emocionais sejam comuns durante a gestação devido às mudanças hormonais, é necessário atenção quando os sintomas passam a comprometer a rotina e a qualidade de vida da gestante. “Geralmente, na gravidez, a mulher está vulnerável a mudanças hormonais que podem repercutir em maior sensibilidade, irritabilidade e dificuldade para dormir. Nós nos preocupamos quando os transtornos ficam mais intensos e prejudicam a funcionalidade no dia a dia, com dificuldade no trabalho, nas consultas e nas relações interpessoais. Aqui na maternidade aparecem mais casos de ansiedades graves, tristezas persistentes, angústias muito intensas, estado de confusão mental e agitação psicomotora”, explicou.

O especialista orienta que, ao perceber os primeiros sinais de sofrimento emocional, a gestante procure a Unidade Básica de Saúde (UBS), onde realiza o pré-natal, para avaliação e, se necessário, encaminhamento ao serviço especializado. “A porta de entrada é a atenção básica porque, começando o tratamento desde o início dos sintomas, quando chegar a hora do parto, o transtorno deve estar mais controlado para não haver episódios mais graves”, ressaltou Jailton.

Apoio

Além do atendimento às pacientes, a equipe de Psicologia também oferece suporte às famílias, reconhecendo a importância da rede de apoio durante a gestação e o puerpério.

Segundo a psicóloga Cíntia Guimarães, o trabalho desenvolvido na maternidade busca acolher as demandas emocionais das gestantes, puérperas e familiares. “Trabalhamos de forma acolhedora as demandas trazidas pela família, das angústias emocionais, dos medos e inseguranças que a paciente possa sentir naquele momento. Esse trabalho é realizado conjuntamente com a equipe multidisciplinar”, destacou.

A profissional reforça que o apoio familiar é essencial para a recuperação da puérpera e para a adaptação à nova rotina após a alta hospitalar, contribuindo nos cuidados com o bebê, na amamentação, nas tarefas domésticas e na validação dos sentimentos vivenciados pela mulher.

O acolhimento oferecido pela equipe fez diferença para a paciente Graziela Santos, mãe de gêmeos. Ela contou que precisou de acompanhamento psicológico e psiquiátrico para lidar com a ansiedade causada pela chegada dos dois filhos. “Fiquei nervosa porque tive dois filhos ao mesmo tempo, foi algo inesperado, apesar de gratificante. Fiquei preocupada sobre como seria após sair da maternidade. Então tive apoio dos profissionais daqui e fiquei bem melhor, bem mais calma. Agora aguardo para receber alta e levar os meus filhos para casa”, relatou.

Fotos: Ascom SES

Última atualização em 30 de julho de 2026 ás 10:09.