Formação abordou desenvolvimento infantil, prevenção de doenças e cuidado ao adolescente
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta segunda-feira, 26, o Seminário sobre Puericultura e Amamentação, voltado principalmente a médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS). A atividade discutiu práticas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, orientações sobre aleitamento materno e identificação de necessidades específicas de cuidado, com o objetivo de qualificar a assistência prestada às crianças e às famílias desde os primeiros anos de vida.
A programação também abordou o acompanhamento de crianças neurodivergentes, com comprometimentos cognitivos ou neurológicos, prematuras e nascidas com baixo peso, situações que podem exigir adaptações no cuidado e no acompanhamento clínico. Outro tema foi a consulta de saúde do adolescente, etapa que, segundo a área técnica, ainda precisa de maior atenção nos serviços de saúde. A iniciativa integra a agenda de qualificação da saúde da criança e busca aprimorar práticas de promoção da saúde, prevenção de doenças e registro das informações clínicas na Atenção Primária.
A responsável técnica pela Saúde da Criança da SES, Rita Bittencourt, explicou que a qualificação das práticas de puericultura é fundamental para fortalecer o acompanhamento integral da criança na Atenção Primária, ampliar a identificação precoce de necessidades específicas e favorecer a continuidade do cuidado. “As crianças que nasceram prematuras, com baixo peso ou que apresentam comprometimentos neurológicos e motores podem precisar de adaptações no acompanhamento. Os profissionais devem estar atentos a essas particularidades e considerar as necessidades de cada criança. Já o aleitamento materno contribui para a nutrição e o desenvolvimento infantil, por isso precisa continuar sendo abordado nas ações de saúde”, ressaltou.
O médico de Saúde da Família Thiago Rosário destacou que a atualização profissional contribui para orientar as famílias e conduzir o acompanhamento infantil com mais segurança. “A amamentação é parte fundamental da puericultura. Precisamos estar preparados para orientar sobre a pega correta, os benefícios do aleitamento e o acompanhamento das crianças que apresentam algum tipo de alteração no desenvolvimento. A Atenção Primária é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde, por isso a capacitação é importante para oferecer um atendimento adequado aos pacientes”, afirmou.
A enfermeira atuante no município de São Francisco, Ana Inês ressaltou que as orientações sobre amamentação precisam ser construídas ao longo do pré-natal e considerar as dúvidas e os costumes familiares. “Não é só no momento em que a criança nasce que precisamos falar sobre amamentação. Esse cuidado começa no pré-natal e envolve um conjunto de informações para que a mulher compreenda os benefícios do leite materno e se sinta segura para amamentar. Acompanhar o crescimento e observar o desenvolvimento da criança também ajuda a mostrar à família como esse cuidado contribui para a saúde infantil”, explicou.










Fotos: Nucom Funesa












































