Seminário em Sergipe discute acompanhamento infantil e incentivo à amamentação

Formação abordou desenvolvimento infantil, prevenção de doenças e cuidado ao adolescente

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta segunda-feira, 26, o Seminário sobre Puericultura e Amamentação, voltado principalmente a médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS). A atividade discutiu práticas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil, orientações sobre aleitamento materno e identificação de necessidades específicas de cuidado, com o objetivo de qualificar a assistência prestada às crianças e às famílias desde os primeiros anos de vida.

A programação também abordou o acompanhamento de crianças neurodivergentes, com comprometimentos cognitivos ou neurológicos, prematuras e nascidas com baixo peso, situações que podem exigir adaptações no cuidado e no acompanhamento clínico. Outro tema foi a consulta de saúde do adolescente, etapa que, segundo a área técnica, ainda precisa de maior atenção nos serviços de saúde. A iniciativa integra a agenda de qualificação da saúde da criança e busca aprimorar práticas de promoção da saúde, prevenção de doenças e registro das informações clínicas na Atenção Primária.

A responsável técnica pela Saúde da Criança da SES, Rita Bittencourt, explicou que a qualificação das práticas de puericultura é fundamental para fortalecer o acompanhamento integral da criança na Atenção Primária, ampliar a identificação precoce de necessidades específicas e favorecer a continuidade do cuidado. “As crianças que nasceram prematuras, com baixo peso ou que apresentam comprometimentos neurológicos e motores podem precisar de adaptações no acompanhamento. Os profissionais devem estar atentos a essas particularidades e considerar as necessidades de cada criança. Já o aleitamento materno contribui para a nutrição e o desenvolvimento infantil, por isso precisa continuar sendo abordado nas ações de saúde”, ressaltou.

O médico de Saúde da Família Thiago Rosário destacou que a atualização profissional contribui para orientar as famílias e conduzir o acompanhamento infantil com mais segurança. “A amamentação é parte fundamental da puericultura. Precisamos estar preparados para orientar sobre a pega correta, os benefícios do aleitamento e o acompanhamento das crianças que apresentam algum tipo de alteração no desenvolvimento. A Atenção Primária é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde, por isso a capacitação é importante para oferecer um atendimento adequado aos pacientes”, afirmou.

A enfermeira atuante no município de São Francisco, Ana Inês ressaltou que as orientações sobre amamentação precisam ser construídas ao longo do pré-natal e considerar as dúvidas e os costumes familiares. “Não é só no momento em que a criança nasce que precisamos falar sobre amamentação. Esse cuidado começa no pré-natal e envolve um conjunto de informações para que a mulher compreenda os benefícios do leite materno e se sinta segura para amamentar. Acompanhar o crescimento e observar o desenvolvimento da criança também ajuda a mostrar à família como esse cuidado contribui para a saúde infantil”, explicou.

Fotos: Nucom Funesa

Hemose se prepara para executar novas normas de hemoterapia

Portaria do Ministério da Saúde atualiza critérios para doação de sangue e procedimentos relacionados ao ciclo do sangue

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), está se adequando às novas normas técnicas para os serviços de hemoterapia estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, do Ministério da Saúde. A regulamentação, que entra em vigor no dia 30 de setembro, traz atualizações nos critérios para a doação de sangue e nos procedimentos relacionados à segurança e à qualidade do ciclo do sangue.

Para atender às novas determinações, o órgão está realizando o alinhamento dos processos internos e orientando as equipes sobre as mudanças previstas na normativa. A medida busca garantir que os procedimentos adotados pela unidade estejam de acordo com as exigências atualizadas e mantenham os padrões de segurança e qualidade.

O Hemose já realizou as atualizações necessárias em todos os instrumentos legais, incluindo os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) e os manuais utilizados pelas equipes. Entre as principais alterações estão os critérios relacionados à idade dos doadores. A nova regulamentação permite que doadores regulares continuem realizando doações após os 70 anos, desde que estejam aptos na avaliação clínica e atendam aos demais critérios estabelecidos.

Também foram atualizados os períodos de impedimento temporário para alguns procedimentos. No caso de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ser realizada após sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em um estabelecimento que cumpra as normas de segurança sanitária. Quando essa condição não puder ser avaliada, será necessário aguardar quatro meses.

A normativa também traz mudanças relacionadas à segurança e à rastreabilidade dos processos, incluindo a atualização dos procedimentos de triagem laboratorial e a adoção do padrão internacional ISBT 128 para a identificação de bolsas e amostras.

Outro ponto previsto é a possibilidade de ampliar de cinco para até sete dias o prazo de validade dos concentrados de plaquetas, desde que sejam atendidos os requisitos de controle de qualidade estabelecidos pela regulamentação.

Adequação e segurança

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também publicou a Nota Técnica nº 42/2026, com orientações às Vigilâncias Sanitárias e aos serviços de hemoterapia durante o processo de adequação.

Com a entrada em vigor da nova regulamentação, o Hemose dará continuidade às ações de atualização e adequação dos seus processos, fortalecendo as práticas de segurança e qualidade na assistência hemoterápica prestada à população sergipana.

Fotos: Ascom SES

Huse amplia produção cirúrgica e supera 6,3 mil procedimentos realizados em 2026

Hospital de urgências realizou 955 cirurgias em agosto, crescimento de 34% em relação a janeiro; Ortopedia teve aumento de 150% no período

O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) realizou 6.371 cirurgias entre janeiro e agosto de 2026. O número representa um crescimento na produção ao longo dos meses, com destaque para agosto, quando foram realizados 955 procedimentos, o maior resultado mensal do ano.

Os dados são do Sistema de Monitoramento do Prontuário Eletrônico do Paciente (SMPEP) e foram consolidados pela Coordenação do Bloco Cirúrgico. Em janeiro, foram realizadas 710 cirurgias. Em agosto, o número chegou a 955, um aumento de 34%. Ao longo do ano, foram registrados 646 procedimentos em fevereiro, 720 em março, 743 em abril, 847 em maio, 835 em junho, 915 em julho e 955 em agosto.

A Ortopedia foi a especialidade com o maior número de cirurgias no período, com 1.441 procedimentos. Em janeiro, foram realizadas 126 cirurgias. Já em agosto, o número chegou a 315, um crescimento de 150%. A especialidade concentra uma parcela importante da demanda do Huse, principalmente em atendimentos relacionados a traumas e outras condições que necessitam de tratamento cirúrgico.

Na sequência, aparecem a Cirurgia Vascular, com 1.147 procedimentos, e a Cirurgia Geral, com 1.093. A Neurocirurgia realizou 401 cirurgias, enquanto Cabeça e Pescoço registrou 377 e a Cirurgia Oncológica, 337. Também foram realizados 283 procedimentos de Cirurgia Plástica e 280 de Cirurgia Urológica. Entre as áreas especializadas, a Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) realizou 267 cirurgias de janeiro a agosto. A Bucomaxilofacial contabilizou 177 procedimentos e a Cirurgia Torácica, 172. O levantamento inclui ainda 52 cirurgias de Oftalmologia, seis de Cirurgia Pediátrica e outras 128 intervenções.

Melhoria dos fluxos

Para o superintendente do Huse, Rilton Morais, o resultado está relacionado ao acompanhamento dos indicadores e à reorganização dos fluxos internos do hospital. “Assumimos a superintendência em fevereiro e passamos a acompanhar de forma mais próxima os indicadores e os resultados da assistência. De janeiro a agosto, tivemos um aumento de 34% no número de cirurgias, mantendo o mesmo número de salas e de funcionários e trabalhando na melhoria dos fluxos e processos”, informou.

HPM

Como unidade de retaguarda do Huse, o Hospital da Polícia Militar (HPM) também contribui para ampliar a capacidade cirúrgica da rede estadual. Entre janeiro e agosto de 2026, foram realizadas 1.211 cirurgias na unidade: 144 em janeiro, 148 em fevereiro, 172 em março, 93 em abril, 157 em maio, 145 em junho, 164 em julho e 188 em agosto, maior resultado mensal do período.

Segundo Rilton Morais, o avanço foi ainda mais significativo na Ortopedia, uma das áreas com maior demanda na unidade. “Na Ortopedia, que é uma das nossas maiores demandas e concentra um número significativo de pacientes aguardando procedimentos, tivemos um aumento de 150% na produção. Também registramos crescimento ou manutenção da produção em outras especialidades, como Cirurgia Vascular e Neurocirurgia. Esse resultado contribui para reduzir o tempo de espera, diminuir o período de internação e melhorar o fluxo de atendimento no pronto-socorro”, acrescentou.

Fotos: Ascom SES

CER IV reforça importância da reabilitação e da autonomia no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Atualmente, o Centro atende 2.383 pacientes, sendo referência nos serviços de reabilitação física, auditiva, visual e intelectual em Sergipe

O Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), equipamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), celebra, nesta segunda-feira, 21, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data foi instituída pela Lei Federal nº 11.133, de 14 de julho de 2005, e representa um momento de conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência (PcDs), além da necessidade de construção de uma sociedade mais acessível, inclusiva e com igualdade de oportunidades.

Em Sergipe, o CER IV desenvolve um serviço especializado voltado à habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência, com o objetivo de contribuir para a autonomia, funcionalidade e qualidade de vida dos usuários. O Centro atua nas quatro modalidades de reabilitação: física, auditiva, visual e intelectual/Transtorno do Espectro Autista (TEA), com atendimento multiprofissional e interdisciplinar, além da dispensação de órteses, próteses e atendimento a pessoas ostomizadas. Atualmente, o Centro atende 2.383 pacientes, sendo 1.761 da reabilitação auditiva, 309 da física, 256 da intelectual/TEA e 57 da visual.

Além disso, o CER IV também possui uma particularidade importante: na modalidade de reabilitação visual, o serviço acolhe pessoas residentes dos 75 municípios sergipanos. Para as demais reabilitações, abrange as regionais de Estância, Itabaiana e Nossa Senhora do Socorro, conforme deliberação do Colegiado Interfederativo Estadual (CIE) 046/2022.

Para o gerente do Núcleo de Educação Permanente do CER IV, Zak Moreira, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é uma data para relembrar que devemos ver a pessoa com deficiência para além da sua condição. Segundo ele, no CER IV, o objetivo é contribuir para que a pessoa com deficiência tenha condições de ampliar sua autonomia, desenvolver habilidades, utilizar recursos de tecnologia assistiva e participar dos diferentes espaços da sociedade. “Buscamos garantir o acesso ao cuidado em reabilitação para que a pessoa tenha autonomia plena de vida, ou, pelo menos, dentro de todas as possibilidades que conseguirmos construir no serviço. Queremos contribuir para que ela possa se inserir no mercado de trabalho, participar de ações culturais e ter uma vida pessoal e social, integrando-se às atividades às quais todo cidadão tem acesso e direito”, ressaltou Zak.

No CER IV, a reabilitação é construída a partir das necessidades, potencialidades e objetivos de cada pessoa, envolvendo toda a equipe, o usuário e seus familiares ou cuidadores. A areia-branquense Misna Rayane dos Santos é mãe do pequeno Wesley Gabriel Menezes, de 6 anos, que possui paralisia infantil, epilepsia e Transtorno do Espectro Autista (TEA), e realiza acompanhamento no CER IV há dois meses. Ela conta que o Centro é o lugar ideal para reabilitação de pessoas com deficiência. “Atualmente, meu filho faz acompanhamento com fonoaudióloga, fisioterapeuta, neuropediatra, fisiatra e outros especialistas no CER IV. Eu sou apaixonada pelo CER IV. O Centro é incrível e maravilhoso, o lugar ideal para nossas crianças”, relatou Misna.

A autônoma Josivânia Costa, de 55 anos, moradora de Estância, também é uma das pacientes assistidas no CER IV. Em dezembro de 2025, ela precisou amputar uma das pernas e passou a utilizar cadeira de rodas. Josivânia contou que além das atividades físicas, no Centro, ela também tem a oportunidade de interagir com outras pessoas e participar de atividades que melhoram a sua saúde mental. “No CER IV, eu faço fisioterapia, sou atendida por psiquiatra, psicólogo, neurologista e nutricionista. Todos me tratam muito bem e sempre estamos fazendo diferentes atividades que ajudam nossa mente, conhecendo novas pessoas e aprendendo coisas novas”, afirmou a autônoma.

Fotos: Mário Sousa

Saúde de Sergipe promove oficina para ampliar uso da Telessaúde pelas equipes e-Multi

Capacitação reuniu profissionais de 16 municípios e discutiu estratégias para incorporar ferramentas digitais ao cuidado na Atenção Primária

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o projeto Telenordeste, realizou, nesta segunda-feira, 21, no Centro Especializado em Reabilitação IV José Leonel Aquino (CER IV), uma oficina voltada às equipes multiprofissionais (e-Multi) da Atenção Primária à Saúde (APS) com o objetivo de apresentar possibilidades de utilização das ferramentas digitais no acompanhamento e na discussão de casos clínicos.

Participaram da capacitação representantes de 16 municípios sergipanos que possuem e-Multi habilitadas, utilizam o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e já fazem parte do Telenordeste. A plataforma foi um dos focos da atividade por disponibilizar recursos que permitem a realização de chamadas de vídeo e, consequentemente, a utilização de estratégias de Telessaúde pelas equipes.

De acordo com a responsável técnica do Telenordeste pela SES, Rayssa Didou, a iniciativa também integra o processo de sustentabilidade das ações desenvolvidas no estado. Executado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), o projeto está em seu último triênio de execução em Sergipe. “A oficina faz parte de um processo de transferência de tecnologia para que, mesmo com o encerramento ou uma eventual não renovação do projeto, o Estado tenha capacidade de dar continuidade aos processos de Telessaúde. Estamos capacitando os municípios para que eles possam instalar, manter e utilizar essas estratégias”, explicou Rayssa.

A programação incluiu orientações sobre o uso do PEC para teleconsultorias e teleconsultas, com participação das equipes multiprofissionais. Uma segunda etapa está prevista para dezembro, com discussões sobre saúde digital e atividades práticas voltadas à implementação dessas ferramentas nas redes municipais.

Assistência Especializada 

O Telenordeste está presente em Sergipe desde 2022 e oferece apoio especializado às equipes da APS nas áreas de medicina, enfermagem e nutrição. A proposta é auxiliar os profissionais na condução dos casos antes que seja necessário encaminhar o usuário para atendimento especializado presencial.

Segundo a coordenadora do projeto, Fernanda Saks, mais de 10 mil teleconsultorias já foram realizadas no estado. Conforme os dados apresentados pela profissional, 97% dos casos tiveram o encaminhamento para a atenção especializada evitado após o apoio recebido. “Desde o início da atuação do projeto, os 75 municípios sergipanos já aderiram à iniciativa. Atualmente, 68 permanecem ativos. A ampliação para as e-Multi busca incorporar profissionais de diferentes áreas, como psicologia, fonoaudiologia e fisioterapia, às possibilidades de discussão dos casos por meio das ferramentas digitais. A proposta é que eles implementem esses processos no acompanhamento e na discussão dos casos nos municípios, fortalecendo o cuidado e a discussão entre os próprios profissionais”, ressaltou Fernanda.

A estratégia também pode contribuir para reduzir deslocamentos desnecessários, ampliar o acesso ao apoio especializado e fortalecer a articulação entre os profissionais que atuam na rede de saúde.

Fotos: Valter Sobrinho

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea reforça importância do cadastro de voluntários

Cadastro realizado no Hemose amplia possibilidade de encontrar doadores compatíveis para pacientes que aguardam transplante

Neste sábado, 19, é celebrado o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, data que reforça a importância da solidariedade e da conscientização sobre o cadastro de voluntários que podem, no futuro, ajudar pacientes que aguardam um transplante. O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), é responsável por realizar o cadastro de possíveis doadores no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Em 2025, de janeiro a dezembro, foram registrados 3.159 cadastros de doadores voluntários de medula óssea no Hemose. Já de janeiro a junho de 2026, foram realizados 1.170 novos cadastros. A chance de encontrar no Brasil uma medula óssea compatível com a de uma pessoa que não seja da mesma família é de uma em 100 mil. Quando é necessário ampliar a busca para outros países, essa possibilidade pode chegar a uma em 1 milhão.

De acordo com a superintendente do Hemose, Fernanda Kelly Fraga, o cadastro de doadores de medula óssea é de extrema importância, já que a compatibilidade entre doador e paciente é rara e pode representar uma nova oportunidade de vida. “O cadastro para doação de medula óssea é um gesto de solidariedade que pode representar uma nova oportunidade de vida para um paciente que aguarda um doador compatível. Muitas vezes essa compatibilidade é rara, por isso é de extrema importância ampliar o número de voluntários cadastrados. O Hemose está preparado para orientar e realizar esse cadastro, contribuindo para fortalecer essa rede de esperança e solidariedade”, destaca a superintendente.

O Hemose realiza o cadastro de doadores de medula óssea de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h, na unidade localizada na Avenida Professor José Bonifácio Fortes Neto, nº 400, no bairro Capucho, em Aracaju.

Critérios

Para se cadastrar é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado geral de saúde e apresentar documento oficial com foto. No Hemose, o voluntário preenche o cadastro, assina o termo de consentimento e realiza a coleta de uma amostra de sangue para a identificação dos genes HLA, responsáveis pela análise de compatibilidade. O cadastro permanece ativo no Redome até que o doador complete 60 anos.

Fotos: Ascom FSPH

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes celebra dia da segurança do paciente com seminário para profissionais

Cerca de 50 profissionais de saúde da MNSL participaram do evento com foco na segurança do paciente e no controle de infecções

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), celebrou o Dia Mundial da Segurança do Paciente nesta quinta-feira, 17, com um Seminário. Por meio do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), o evento abordou o tema deste ano da Organização Mundial da Saúde (OMS) que discute os cuidados seguros para doenças não transmissíveis. O encontro com cerca de 50 profissionais da maternidade ocorreu durante todo o dia na Faculdade Estácio em Aracaju.

Para a superintendente da MNSL, Lourivânia Prado, é importante discutir com os profissionais da maternidade a segurança do paciente e o controle de infecções, principalmente para gestantes de alto risco que já vêm com alguma comorbidade como as doenças não transmissíveis. “Essas são afecções crônicas, como as doenças cardiovasculares, os cânceres, o diabetes e as doenças respiratórias crônicas e podem afetar pessoas de todas as idades”, informou.

De acordo com a referência técnica do NQSP da MNSL, a enfermeira Kátia Cilene Leal, o evento tem como objetivo promover a integração multiprofissional e fortalecer a cultura de segurança do paciente, bem como garantir um cuidado ainda mais seguro e qualificado aos pacientes e recém-nascidos.

De início, foi realizada a conferência de abertura sobre ‘Gestão de qualidade do cuidado e segurança do paciente: impactos nas instituições de saúde’, seguindo com uma Mesa Redonda sobre ‘O papel da equipe médica na segurança do paciente’. Houve ainda uma roda de conversa sobre ‘As infecções em nossa realidade, o evento adverso que mais nos afeta’.

Para a biomédica do Laboratório da MNSL, Ingrid Oliveira, o seminário foi importante porque cria uma troca com a equipe multiprofissional, que vai desde a recepção até a equipe médica, com a contribuição da vivência de cada profissional. “Os protocolos de qualidade e segurança do paciente sendo estabelecidos fazem com que as nossas pacientes se recuperem mais rápido e sem eventos adversos, fazendo com que recebam a alta hospitalar o mais breve possível e sem nenhum dano à saúde delas e dos bebês. É importante discutir os protocolos e ajustá-los em conjunto”, enfatizou. A técnica em higienização, Jaqueline Santos, também participou do evento e disse que as discussões foram essenciais não só para os profissionais da assistência da saúde, mas para todos os trabalhadores da maternidade.

Metas

O NQSP da MNSL atua conforme a Política de Segurança do Paciente com base em seis metas internacionais de segurança: identificação correta do paciente, comunicação efetiva entre profissionais, segurança na prescrição e administração de medicamentos, cirurgia segura, higienização das mãos para prevenção de infecções e prevenção de quedas e lesões por pressão.

Fotos: Mikaela Costa

Sergipe amplia vacinação com pneumo 20 para pessoas com 85 anos ou mais

Imunizante amplia a proteção contra a doença pneumocócica e suas formas graves, como a pneumonia e a meningite

A vacina pneumocócica 20-valente conjugada (pneumo 20), que previne graves infecções respiratórias, chegou ao Sistema Único de Saúde (SUS) em junho deste ano para crianças menores de 5 anos e agora, também, será ofertada para pessoas com 85 anos ou mais. Em Sergipe, o imunizante já se encontra disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado para a vacinação do público-alvo.

A pneumo 20 é responsável por ampliar a proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, uma das principais causadoras da doença pneumocócica e suas formas graves, como a pneumonia e a meningite. Com o envelhecimento do sistema imunológico, as pessoas idosas ficam mais suscetíveis a desenvolver quadros graves destas infecções; e, segundo o Ministério da Saúde (MS), no Brasil, a taxa de mortalidade por pneumonia em pessoas com 85 anos ou mais ultrapassa 740 óbitos por 100 mil habitantes. Por esses motivos e para reduzir formas graves de infecções respiratórias, taxas de hospitalização e óbitos, a oferta do imunizante foi ampliada e priorizada para o grupo em questão.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), estima-se um total de 22.145 idosos com 85 anos ou mais em Sergipe. A meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é de vacinar 90% desta população, ou seja, aproximadamente 19.931 idosos no estado.

Além da pneumo 20, o SUS também oferta outros imunizantes para esse público, como as vacinas contra a influenza, Covid-19, hepatite B, difteria e tétano, que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação.

Como se vacinar

Para as pessoas com 85 anos ou mais serem vacinadas com a pneumo 20 não é necessária prescrição médica ou qualquer relatório; basta ter a faixa etária e ir até uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A vacina é administrada mediante apresentação de documento oficial com foto que comprove a idade, e o esquema vacinal considera o histórico de vacinação da pessoa contra a doença pneumocócica, seguindo condutas específicas para cada caso. Por exemplo, aqueles que nunca tomaram ou que receberam esquemas incompletos de vacinação pneumocócica só precisam de uma dose da pneumo 20.

Saúde de Sergipe realiza ação de conscientização sobre o Setembro Amarelo

 Moradores da comunidade Veneza II participaram de atividades educativas, apresentação teatral e roda de conversa

Com o objetivo de promover um momento de acolhimento, reflexão sobre saúde mental e valorização da vida, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Programa de Fortalecimento das Redes de Inclusão Social e Atenção à Saúde (Proredes) e da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), realizou, na quarta-feira, 16, ações educativas, apresentação teatral e roda de conversa para os moradores da comunidade Veneza II, no bairro Capucho, em alusão ao Setembro Amarelo. 

“Os comportamentos relacionados à saúde mental são um problema sério de saúde pública, porque têm apresentado altos índices, vitimando principalmente jovens. Por isso, faz-se necessário conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde mental e dos sentimentos, além de divulgar informações sobre a rede de atendimento e a rede de atenção psicossocial. Destacamos também onde encontrar ajuda e quais são os equipamentos de saúde que existem no estado para acolher e atender essas pessoas em situação de sofrimento emocional”, explicou a referência técnica do Núcleo de Vigilância de Violências e Acidentes (Nuviva), Maiana Felix.

A iniciativa faz parte do Programa Proredes, que conta com obras financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), entre elas a nova Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. Essas ações buscam aproximar o programa da comunidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento, a participação social e a integração da população com as obras e projetos desenvolvidos no território. “A realização dessa campanha já vem de uma série de atividades sendo realizadas na comunidade. Especificamente para o Setembro Amarelo, pensamos em trazer as discussões sobre saúde mental de forma lúdica, para conseguir sensibilizar a comunidade de uma forma diferente. Proporcionando uma tarde maravilhosa de aprendizado, dinâmicas e teatro”, explicou a especialista socioambiental do Proredes, Heloísa Thaís Rodrigues. 

Mais conscientização para a comunidade

A líder comunitária do Veneza II, Milleny Santos, reforça a importância de trazer ações como essa para o bairro Capucho e, principalmente, para o centro Teresinha Meira. “Nunca houve uma ação de Setembro Amarelo na nossa comunidade. Então, eu espero que as pessoas saiam de mentes mais abertas e sabendo que existem outras maneiras de se tratar. Porque é um tema muito importante para as pessoas, principalmente para as mulheres e crianças. A gente tem que cuidar da saúde para não chegar a uma depressão”, reforçou a líder comunitária. 

Para a auxiliar de saúde bucal Justina Ferreira, essa atividade vai trazer conhecimento não só para ela, mas também para a comunidade. “Eu tenho uma filha adolescente em casa, então é importante conhecer mais sobre saúde mental para, caso ela tenha algum problema, eu saber lidar com essas situações. Também é importante alertar a comunidade a se cuidar e procurar o médico quando estiver sentindo algo”, explicou Justina.

Fotos: Mário Sousa

Ambulatório do recém-nascido de alto risco em Sergipe teve aumento de quase mil atendimentos este ano

A unidade integra a terceira etapa do Método Canguru e conta com diversos profissionais especializados

O Ambulatório de Seguimento do Recém-nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo, antigo Follow-up, integra a terceira etapa do Método Canguru da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) especializada em partos de alto risco. Nos primeiros oito meses deste ano já foram realizados 11.101 atendimentos, 988 a mais do que o mesmo período de 2025, quando foram registrados 10.113.

A unidade conta com equipe multiprofissional com diversos especialistas na área de Pediatria, Genética, Oftalmologia, Neuropediatria, Gastropediatria, Cardiopediatria, Ultrassonografia, Fisioterapia, Assistência social, Enfermagem, entre outros. 

De acordo com a gerente do Ambulatório, Glória Barros, recentemente houve a integração do serviço de Nefrologia e de Hematologia. “Esse aumento no número de atendimentos é devido ao acréscimo de profissionais que chegaram e com isso aumentou a oferta e a demanda também. Chegaram mais dois pediatras, um fisioterapeuta, um cirurgião e três cardiologistas para atender as gestantes de alto risco. A nefrologista atende uma vez a cada semana e o hematologista a cada 15 dias. É um grande ganho para o sistema público estadual na área materno-infantil”, comentou a gerente.

As crianças que nasceram prematuras na MNSL, geralmente passam pelas três etapas do Método Canguru; a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru (Ucinca), que é conhecida como Ala Verde, e o Ambulatório de Seguimento. 

O bebê Kaio Tadeu, de oito meses, filho de Flávia Bispo Muniz, nasceu prematuro de 30 semanas e passou pelas três etapas. Flávia teve pré-eclâmpsia na gestação por causa da hipertensão e precisou fazer o parto de urgência, o bebê ficou 16 dias na Utin e depois foi encaminhado junto com a mãe para a Ala Verde. “Nós passamos 38 dias internados na maternidade e fomos encaminhados para a continuidade do tratamento aqui no Ambulatório. Ele tem atendimentos com a pediatra e faz fisioterapia. Acho muito bom o serviço prestado, todos os funcionários são muito atenciosos conosco. Gosto muito do atendimento daqui”, enfatizou Flávia.

Fotos: Ascom SES

Última atualização em 27 de outubro de 2026 ás 10:39.