Lacen amplia recebimento de amostras para exame de HPV-DNA

Ampliação fortalece o diagnóstico precoce do câncer do colo do útero em Sergipe

O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), ampliou o recebimento de amostras para o exame de HPV-DNA na Regional de Saúde de Aracaju, que abrange oito municípios. A medida representa mais um avanço na estratégia de modernização do rastreamento do câncer do colo do útero em Sergipe e fortalece a capacidade do Estado na detecção precoce da doença.

A ampliação faz parte da implementação gradual da nova estratégia do Ministério da Saúde, que substitui o exame citopatológico (Papanicolau) pelo teste de DNA do HPV como método de rastreamento. O exame identifica genótipos do vírus associados ao maior risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero e pode ser realizado com intervalo de cinco anos entre as coletas.

De acordo com o superintendente do Lacen, Cliomar Alves, iniciar o recebimento das amostras pela Regional de Saúde de Aracaju tem um impacto significativo para a saúde pública sergipana. “Começar pela Regional de Saúde de Aracaju tem uma representatividade muito grande para Sergipe, porque é onde se concentra a maior população do estado, especialmente no município de Aracaju. Essa ampliação fortalece o diagnóstico precoce e amplia o acesso das mulheres ao exame de HPV-DNA”, destacou.

Para atender à nova demanda, o Lacen reorganizou fluxos internos, capacitou equipes e reforçou o quadro de profissionais envolvidos diretamente na execução do exame. A expectativa é que, nesta primeira fase, a unidade passe a receber mais de 250 amostras por dia, aumentando significativamente a capacidade operacional do laboratório. “A descentralização do exame acontece de forma gradual, devido à complexidade da estratégia e ao processo de treinamento das equipes de coleta e distribuição dos kits. O Lacen recebe as amostras, executa o teste de HPV-DNA e, quando há resultado positivo para genótipos de alto risco, encaminha o material para exame complementar, garantindo a continuidade da linha de cuidado e o tratamento precoce quando necessário”, explicou Cliomar.

Com a ampliação do recebimento de amostras para a Regional de Saúde de Aracaju, o Lacen reforça seu papel estratégico na vigilância laboratorial e na prevenção do câncer do colo do útero, contribuindo para a ampliação do acesso ao diagnóstico e para a qualificação da assistência prestada às mulheres em Sergipe.

Fotos: Ascom FSPH

Banco de Leite Humano Marly Sarney impulsiona a campanha do Agosto Dourado e incentiva a adesão de novas doadoras

Atualmente, 50 mães fazem a doação de leite humano, mas é necessário o dobro para atender à demanda

O Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH), vinculado à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), necessita constantemente de novas doadoras de leite materno. Neste Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, o estoque está baixo. Atualmente, apenas cerca de 50 mulheres realizam doações, número insuficiente para atender à demanda dos bebês prematuros e de alto risco assistidos pela MNSL.

A campanha do Agosto Dourado tem como tema este ano ‘Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona’. O foco é destacar o impacto da amamentação na nutrição, na segurança alimentar e na redução da pobreza, além de fortalecer as redes de apoio em toda a sociedade.

De acordo com a coordenadora do BLH, Helga Muller, a campanha também busca combater a desinformação sobre o aleitamento materno e fortalecer as redes de apoio para uma amamentação segura e humanizada. “O Agosto Dourado nos lembra de que o leite humano é o padrão-ouro de nutrição e proteção. Doar o excedente desse alimento é um gesto de solidariedade transformador, capaz de salvar as vidas mais frágeis e garantir o futuro dos nossos recém-nascidos”, enfatizou.

Helga informou que passou a semana ministrando palestras sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê em diversos municípios do interior do estado. Na sexta-feira, 7, haverá uma atividade voltada ao Agosto Dourado para as mães internadas na MNSL.

Perfil da doadora

Segundo a assistente social do BLH, Adriana Machado, o perfil ideal de doadora é o da mulher que apresenta produção excedente de leite humano. “Além do leite que ela fornece para o próprio bebê, o excedente pode ser doado. Atualmente, temos no máximo 50 doadoras. O ideal é mantermos sempre o dobro desse número para garantir o abastecimento da unidade.

Também contamos com a rede estadual, formada pelos demais bancos de leite e postos de coleta distribuídos pelo estado”, disse.
Adriana destacou ainda o funcionamento da rota domiciliar, serviço por meio do qual profissionais do Banco de Leite recolhem semanalmente o leite na residência da doadora, evitando que ela precise se deslocar até a unidade.

Inicialmente, a mãe interessada em doar deve entrar em contato com o BLH pelo telefone (79) 3226-6301 ou comparecer presencialmente ao Banco para manifestar o interesse em participar do programa. “Essa mãe receberá orientações sobre todo o processo de doação. Será feito um cadastro, e explicaremos como realizar a coleta e o armazenamento adequados no domicílio. Também solicitaremos os exames mais recentes do pré-natal”, informou.

Os exames serão avaliados pela equipe médica do Banco de Leite. Caso a candidata esteja apta, receberá em casa os materiais necessários para iniciar a coleta domiciliar, como frascos esterilizados, material informativo, toucas e máscaras. “A partir daí, a rota de coleta passa a ser semanal, de acordo com o bairro. Atendemos bairros da capital, da Grande Aracaju, além de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão”, acrescentou Adriana.

A doadora Beatriz Santos, mãe de Pérola, de nove meses, doa leite há mais de seis meses e relata os benefícios da experiência. “Doar é um ato de amor. Além de ajudar os bebês prematuros, para mim também foi um alívio, porque eu tinha muita produção de leite e cheguei a ter febre. Depois que comecei a doar, melhorei muito e não sinto mais incômodo. Se você tiver condições de doar, doe, porque o seu leite pode salvar vidas”, destacou.

A Rede Sergipana de Bancos de Leite Humano e Postos de Coleta é composta pelo BLH Zoed Bittencourt, em Lagarto; pelo BLH Irmã Rafaela Pepel, em Itabaiana; e pelos postos de coleta Dr. Fernando Guedes, na Maternidade Santa Isabel, em Aracaju, e da Maternidade Municipal Lourdes Nogueira.
Para se tornar doadora, basta entrar em contato com o BLH pelo telefone (79) 3226-6301, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, ou comparecer à Rua Mato Grosso, bairro José Conrado de Araújo, em Aracaju.

Fotos: Ascom SES

Saúde Estadual realiza reunião de alinhamento para fortalecer campanha de multivacinação em Sergipe

O encontro teve como objetivo garantir que todos os municípios atuem de forma integrada durante o mês de intensificação da vacinação, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou, nesta segunda-feira, 3, uma reunião de alinhamento com os municípios sergipanos para definir as estratégias para a Campanha de Multivacinação no estado. O encontro teve como objetivo garantir que todos os municípios atuem de forma integrada durante o mês de intensificação da vacinação, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS). 

A campanha visa a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, contribuindo para a prevenção, redução, controle e eliminação de doenças imunopreviníveis.  A iniciativa ocorre no período de 3 de agosto a 1º de setembro de 2026 e terá o ‘Dia D’ de divulgação e mobilização em 22 de agosto, disponibilizando todos os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação da criança e do adolescente, além de vacinas de estratégias específicas.

De acordo com a gerente de Imunização da SES, Illani Paulina, o alinhamento entre estado e municípios é essencial para o sucesso da campanha, garantindo uma atuação padronizada e eficiente em todas as regiões sergipanas. “A expectativa é que a mobilização contribua para elevar as coberturas vacinais no estado, reduzindo o risco de circulação de doenças preveníveis por vacinação e reforçando a proteção de crianças e adolescentes”, explicou a gerente. 

Em Sergipe, a Estratégia de Multivacinação 2026 será articulada por três esferas do Sistema Único de Saúde (SUS): o Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI); a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS); e as secretarias municipais de saúde dos 75 municípios sergipanos, através das equipes de Atenção Primária à Saúde (APS), que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs).

A coordenadora de Imunização do município de Nossa Senhora da Glória, Raianne Freitas, destacou a importância da reunião de alinhamento para garantir que todos os municípios atuem de forma integrada durante a intensificação da campanha. “É fundamental realizar esse encontro para garantir que todas as informações sobre a campanha sejam repassadas de forma uniforme. Esse alinhamento fortalece a execução das ações e amplia a oportunidade de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes”, afirmou.

Vacinas disponíveis

As vacinas disponibilizadas durante a Estratégia de Multivacinação 2026 são: BCG; hepatite B recombinante; pentavalente (DTP + Hib + HB); poliomielite inativada (VIP); rotavírus humano; pneumocócica 10-valente e 20-valente; meningocócica C; influenza (gripe); Covid-19; febre amarela; meningocócica ACWY; tríplice viral (SCR); varicela; DTP (tríplice bacteriana); hepatite A; pneumocócica 23-valente; dupla adulto (dT); HPV quadrivalente (HPV4); e dengue tetravalente. Essas vacinas serão ofertadas conforme a faixa etária, a situação vacinal e os grupos específicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação.

Os imunizantes protegem contra diversas doenças, entre elas tuberculose; hepatites A e B; difteria; tétano; coqueluche; infecções causadas pelo Haemophilus influenza e tipo b, como meningite e pneumonia; poliomielite; gastroenterite por rotavírus; doenças pneumocócicas, como pneumonia, meningite, otite e sepse; doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y; influenza (gripe); Covid-19; febre amarela; sarampo; caxumba; rubéola; varicela (catapora); infecção pelo papilomavírus humano (HPV), que podem causar cânceres e verrugas genitais; e dengue.

Fotos: Mário Sousa

SES realiza colegiado para debater segurança do paciente e controle de infecções

Reunião teve como foco aprimorar a comunicação em saúde entre profissionais e usuários

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), promoveu nesta segunda-feira, 3, a quinta reunião do Colegiado de Segurança do Paciente e Controle de Infecção. A iniciativa teve como objetivo fomentar discussões sobre temas voltados à melhoria da segurança do cuidado em saúde, por meio de um processo de construção consensual entre os diversos atores envolvidos.

O colegiado foi organizado pela Coordenação Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecções (Cesp/Ciras) da DVS e teve como público-alvo profissionais que atuam em serviços de hemodiálise, Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs) e Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIHs) dos setores público, privado e filantrópico.

A reunião teve como foco debater a comunicação em saúde, e a referência técnica da Cesp/Ciras, Liane Rocha, destacou a importância de abordar essa temática entre os profissionais da área. “A falha de comunicação é uma das principais causas de eventos adversos. Por isso, o colegiado trabalhou essa temática para aprimorar tanto a comunicação entre os profissionais de saúde e os setores da rede quanto a comunicação com os familiares”, ressaltou.

Para o gerente da Assessoria de Comunicação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Marcus Carvalho, a boa comunicação é um fator transversal para a segurança do paciente e vai além do simples ato de informar. “No ambiente de saúde, os profissionais podem utilizar técnicas e padrões de comunicação para transmitir informações com mais clareza e garantir que a mensagem seja compreendida, especialmente em momentos críticos, como na passagem de plantão e na comunicação entre equipes, como enfermagem e laboratório. Essas estratégias reduzem ruídos na comunicação, que podem comprometer o cuidado e causar danos ao paciente”, pontuou.

Para o técnico de serviço de hemodiálise em Estância, Carlos André Ferreira, esse é um debate importante para aprimorar a atuação dos profissionais de saúde e garantir a segurança de pacientes em situação delicada, como os que realizam tratamento de diálise. “A comunicação é a principal ferramenta dentro dos serviços de saúde, pois permite compreender as demandas do paciente e oferecer um cuidado mais seguro. Além disso, a troca de informações entre os profissionais é essencial para alinhar a assistência e reduzir riscos. Em tratamentos como a hemodiálise, por exemplo, é fundamental que os protocolos e orientações sejam transmitidos de forma clara, garantindo que o paciente compreenda os cuidados necessários”, afirmou.

Fotos: Valter Pinheiro

Huse capacita equipes assistenciais para fortalecer fluxo de atendimento ao paciente com AVC

Treinamento promovido pelo Núcleo de Educação Permanente reforça fluxo assistencial e contribui para um atendimento mais ágil e seguro

Com o objetivo de fortalecer o fluxo de atendimento ao paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC), o Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), por meio do Núcleo de Educação Permanente (NEP), realiza uma série de capacitações voltadas aos profissionais que atuam diretamente na assistência. A iniciativa busca qualificar as equipes para garantir maior agilidade no atendimento, desde a entrada do paciente na unidade até a definição da conduta terapêutica.

O treinamento aborda as etapas fundamentais do protocolo assistencial, reforçando a importância do atendimento em tempo oportuno, especialmente nos casos de AVC isquêmico, quando o paciente é atendido dentro da janela terapêutica, de até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Nestes casos, o tratamento célere pode reduzir significativamente as sequelas e aumentar as chances de recuperação.

De acordo com o enfermeiro do Núcleo de Educação Permanente (NEP), Lino Eduardo Farah, o Huse já possui um fluxo consolidado para o atendimento aos pacientes com AVC, mas o objetivo é aperfeiçoar continuamente esse processo para garantir ainda mais rapidez na assistência aos casos elegíveis para trombólise. “O projeto tem como objetivo redesenhar o fluxo de atendimento ao paciente com AVC isquêmico. Existe uma janela terapêutica em que o paciente pode receber uma medicação capaz de reduzir o risco de morte e de sequelas permanentes. Para isso, todas as etapas do atendimento precisam acontecer de forma rápida e integrada. Assim, estamos capacitando as equipes para que esse fluxo ocorra com cada vez mais eficiência”, destacou.

Até o momento, profissionais da Ala Azul, Unidade de Apoio Crítico (UAC), Unidade Cardiovascular (UCV), Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), alas de internação e Núcleo Interno de Regulação (NIR) já participaram da capacitação. Na próxima semana, o treinamento será reforçado com a equipe da Ala Vermelha, porta de entrada dos pacientes em estado grave ou regulados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe).

Fotos: Ascom SES

Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória retoma cirurgias de fêmur após 18 anos e amplia assistência ortopédica no Sertão

Primeiro procedimento foi realizado na quinta-feira, 30, marcando o início das cirurgias ortopédicas de maior complexidade na unidade; equipe também realizou duas cirurgias de tíbia

O Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória retomou nesta quinta-feira, 30, a realização de cirurgias de fêmur após 18 anos. O procedimento marca uma nova etapa da assistência ortopédica de maior complexidade na unidade, fortalecendo a descentralização dos serviços especializados e garantindo mais agilidade no atendimento aos pacientes da região.

Além da primeira cirurgia de fêmur, a equipe multiprofissional também realizou duas cirurgias de tíbia durante o dia, consolidando o início da oferta regular desses procedimentos no hospital.

O primeiro paciente a realizar o procedimento foi o aposentado José Nilson de Oliveira, de 69 anos, morador de Nossa Senhora da Glória. Ele sofreu uma queda enquanto caminhava, fraturou o fêmur e passou por cirurgia na própria unidade. “Quero agradecer a toda a equipe do Hospital Regional de Glória pelo atendimento e por essa cirurgia. Se esse procedimento não estivesse sendo realizado aqui, eu teria que esperar uma transferência para Aracaju. Graças a Deus, fui atendido perto da minha família e já estou me recuperando”, destacou o paciente.

Responsável pelo procedimento, o ortopedista Antônio Cabral explicou que a cirurgia transcorreu dentro do esperado e representa o início de uma nova rotina assistencial para a unidade. “O paciente apresentava uma fratura diafisária de fêmur e realizamos a estabilização com placa e parafusos. O procedimento ocorreu de forma tranquila e a expectativa é de uma recuperação rápida, com alta em breve. A partir de agora, acreditamos que esse tipo de cirurgia passará a fazer parte da rotina do Hospital Regional de Glória, assim como outros procedimentos ortopédicos de maior complexidade”, afirmou.

A técnica de enfermagem e instrumentadora cirúrgica Valdeni Cordeiro Santos, que atua no Hospital Regional há mais de duas décadas, participou tanto da última cirurgia de fêmur realizada na unidade, há cerca de 18 anos, quanto do procedimento desta quinta-feira. “É uma alegria muito grande participar novamente deste momento. Há cerca de 18 anos acompanhei a última cirurgia de fêmur realizada aqui e, hoje, poder vivenciar esse retorno é muito gratificante. Esse é um marco importante para o hospital e para toda a população do Sertão”, ressaltou.

A retomada das cirurgias de fêmur integra a estratégia da Secretaria de Estado da Saúde de ampliar o acesso aos serviços especializados no interior, fortalecendo a regionalização da assistência e garantindo atendimento cada vez mais resolutivo para a população sergipana.

Fotos: Ascom SES

Hemose passa por auditoria da Hemobrás para reforçar padrões de qualidade e segurança

Avaliação fortalece a qualidade e a segurança dos processos do hemocentro

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), recebeu, nos dias 22 e 23 de julho, uma auditoria da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), conduzida pela Octapharma Brasil, empresa parceira responsável pelo processamento de plasma humano.

A auditoria faz parte do processo periódico de avaliação das unidades fornecedoras de plasma, e tem como objetivo verificar a conformidade dos processos técnicos e administrativos adotados pelo hemocentro, assegurando o cumprimento das normas sanitárias e dos padrões de qualidade exigidos para a produção de hemoderivados.

Durante os dois dias de atividades, os auditores realizaram visitas aos diversos setores do Hemose, analisando documentos técnicos, registros operacionais e procedimentos internos. A avaliação também contemplou a verificação do atendimento às recomendações emitidas em auditorias anteriores, reforçando o compromisso da instituição com a melhoria contínua dos seus processos.

O superintendente do Hemose, Richer Mota, destacou que a auditoria fortalece a atuação institucional da unidade e consolida seu papel na assistência hemoterápica e na promoção da saúde em Sergipe. “A iniciativa representa uma oportunidade de aperfeiçoamento, além de reafirmar o compromisso da unidade com a excelência, a segurança e a qualidade em todas as etapas do ciclo do sangue, desde a captação de doadores até o fornecimento de plasma para a produção de medicamentos essenciais”, afirmou.

Após a conclusão dos trabalhos, a Superintendência do Hemose promoverá a discussão do relatório final em conjunto com a Assessoria de Gestão da Qualidade (Ageq) e as gerências da unidade. O objetivo é identificar oportunidades de aprimoramento, fortalecer os processos internos e ampliar a eficiência dos serviços prestados à população sergipana.

Fotos: Ascom SES

Sergipe inicia estratégia de multivacinação para crianças e adolescentes nesta segunda-feira, 3 de agosto

O objetivo é resgatar não vacinados e completar esquemas de imunização visando a atualização da caderneta das crianças e adolescentes menores de 15 anos

A Estratégia de Multivacinação 2026 terá início em todas as unidades básicas de saúde (UBSs) de Sergipe nesta segunda-feira, 3 de agosto, com o objetivo de ampliar o acesso à imunização, resgatar não vacinados e completar esquemas vacinais incompletos. A campanha visa a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, contribuindo para a prevenção, redução, controle e eliminação de doenças imunopreviníveis. 

A iniciativa ocorre no período de 3 de agosto a 1º de setembro de 2026 e terá um Dia D de divulgação e mobilização em 22 de agosto, disponibilizando todos os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação da criança e do adolescente, além de vacinas de estratégias específicas. A campanha contribui na ampliação do acesso da população à vacinação, reduzindo a incidência de doenças imunopreviníveis, complicações, internações e óbitos.

Em Sergipe, a Estratégia de Multivacinação 2026 será articulada por três esferas do Sistema Único de Saúde (SUS): o Ministério da Saúde (MS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI); a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS); e as secretarias municipais de saúde dos 75 municípios sergipanos, através das equipes de Atenção Primária à Saúde (APS), que atuam nas unidades básicas de saúde (UBSs).

Vacinas disponíveis

As vacinas disponibilizadas durante a Estratégia de Multivacinação 2026 são: BCG; hepatite B recombinante; pentavalente (DTP + Hib + HB); poliomielite inativada (VIP); rotavírus humano; pneumocócica 10-valente e 20-valente; meningocócica C; influenza (gripe); Covid-19; febre amarela; meningocócica ACWY; tríplice viral (SCR); varicela; DTP (tríplice bacteriana); hepatite A; pneumocócica 23-valente; dupla adulto (dT); HPV quadrivalente (HPV4); e dengue tetravalente. Essas vacinas serão ofertadas conforme a faixa etária, a situação vacinal e os grupos específicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação.

Os imunizantes protegem contra diversas doenças, entre elas tuberculose; hepatites A e B; difteria; tétano; coqueluche; infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, como meningite e pneumonia; poliomielite; gastroenterite por rotavírus; doenças pneumocócicas, como pneumonia, meningite, otite e sepse; doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y; influenza (gripe); Covid-19; febre amarela; sarampo; caxumba; rubéola; varicela (catapora); infecções pelo papilomavírus humano (HPV), que podem causar cânceres e verrugas genitais; e dengue.

Vacinação contra o HPV

Os adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados contra o papilomavírus humano (HPV) podem receber gratuitamente uma dose do imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 31 de dezembro de 2026. A vacinação, que já é oferecida pelo SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos, foi ampliada e prorrogada para alcançar mais jovens e ampliar a proteção contra as infecções pelo HPV. O vírus está associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, especialmente o do colo do útero, além de cânceres de vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe, e também pode causar verrugas genitais.

Fotos: Ascom SES

Maternidade Nossa Senhora de Lourdes realiza mais de 2.500 partos no primeiro semestre de 2026

Houve um aumento de 5% na média de partos em relação aos seis primeiros meses do ano passado 

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e especializada em partos de alto risco, realizou 2.593 partos no primeiro semestre deste ano, um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram feitos 2.549 partos, ou seja, 44 partos a mais em 2026. A média mensal de partos foi de 432, um aumento de 5% a mais em relação ao ano passado, quando foram realizados 410 partos, em média, por mês.

Desde o ano de 2024, existe um aumento no número de partos na unidade. Foram 2.443 partos no primeiro semestre e 4.773 no ano inteiro. Em 2025, o total foi de 4.916 e o que chama mais a atenção é o crescimento de partos cesáreos. A partir da lei estadual nº 9.748/25, onde as mulheres podem escolher a modalidade do parto, observa-se um aumento no número de cesarianas na unidade.

“Como somos uma unidade de saúde de alto risco é comum que tenhamos um número de partos cesáreos maiores que os partos normais, mas sempre ficavam em torno de 50%, agora o número de cesarianas chegou a 63% contra 37% de partos normais. Todos nós sabemos que em uma gravidez sem riscos, o mais indicado é o parto normal, porque é melhor para a recuperação da mãe e saúde do bebê. No entanto, atualmente muitas mulheres optam pelo parto cesáreo, mas o profissional médico é quem deve avaliar o que é melhor para a mãe e o bebê”, explicou a superintendente da MNSL, Lourivânia Prado.

Rayane Alves Santos, natural de Tobias Barreto, estava na segunda gestação e com 35 semanas, a pressão dela ficou alta e ela teve síndrome de Hellp, uma complicação grave na gravidez. Então, precisou fazer o parto de urgência e foi encaminhada à MNSL. “Minha filha Luna nasceu de parto cesáreo e passou seis dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Assim que ela ganhou peso fomos transferidas aqui para a Ala Canguru. O meu primeiro filho tem oito anos e nasceu de parto normal, eu gostei mais, porque logo fiquei boa”, enfatizou.

Fotos: Ascom SES

Quarto LIRAa de 2026 apresenta redução de municípios com alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti

Pesquisa identificou quatro municípios com alto índice de infestação, 47 com médio risco e 24 com baixo

O quarto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 identificou quatro municípios sergipanos com alto índice de infestação, 47 com médio risco e 24 com baixo, o que corresponde, respectivamente, a 5,33%, 62,67% e 32% das 75 cidades do estado. Em relação ao levantamento anterior, divulgado em maio, houve uma redução de 42,9% no total de municípios com alto risco de infestação, que eram sete.

Elaborado a partir do trabalho de campo dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e consolidado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o LIRAa mede a presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em Sergipe. O índice considerado satisfatório varia de 0 a 0,9; o de médio risco, de 1,0 a 3,9; e o de alto risco corresponde a valores iguais ou superiores a 4,0.

Nesta quarta edição do levantamento, Frei Paulo, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória permaneceram na faixa de alto risco de infestação. Graccho Cardoso, que havia registrado índice de 1,7 na pesquisa anterior, passou a integrar esse grupo ao alcançar índice de 5,8.

Entre os municípios com maior preocupação, Itabaiana foi o único a permanecer na faixa de alto risco em todos os levantamentos realizados em 2026. Ao longo do ano, o município registrou os índices de 5,1; 4,8; 4,9; e, agora, 4,4 – o menor valor do período, mais ainda considerado de alto risco.

Em comparação ao LIRAa anterior, divulgado em maio, Sergipe apresentou melhora no cenário de infestação pelo Aedes aegypti. O número de municípios classificados com alto risco caiu de sete para quatro, uma redução de 42,9%. Areia Branca, Riachão do Dantas, Ribeirópolis e Simão Dias foram os municípios que saíram da faixa mais arriscada para o status de médio risco no último estudo.

Já os municípios em baixo risco aumentaram de 19 para 24, crescimento de 26,3%, enquanto aqueles em médio risco passaram de 48 para 47. Além disso, diferentemente do levantamento anterior, em que um município não realizou a pesquisa, nesta edição todos os 75 municípios sergipanos participaram do LIRAa.

Medidas preventivas

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. O inseto utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, o que reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção dentro das residências.

Para isso, a população deve observar vasos de plantas com água parada, caixas d’água destampadas, reservatórios descobertos, pneus e outros recipientes que possam se transformar em criadouros. A eliminação desses locais continua sendo a maneira mais eficaz de interromper o ciclo de reprodução do vetor.

Última atualização em 30 de julho de 2026 ás 10:22.