Zika zero: Secretaria de Estado da Saúde discute projeto com o Banco Mundial

Por Luiza Sampaio

 

Apresentar o projeto de ampliação do enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti e ao Zika, vírus transmitido pelo vetor. Este foi o objetivo de uma reunião realizada nesta terça-feira, 12, entre a secretária de Estado da Saúde, Conceição Mendonça, e representantes do Departamento de Desenvolvimento Humano do Banco Mundial para América Latina e Caribe. O reforço nas ações será possível graças a recursos do projeto Águas de Sergipe, que serão redirecionados para a Saúde.

 

“Será um investimento muito propício, especialmente por causa do momento novo que vivemos no perfil epidemiológico do país. O Zika ainda é pouco conhecido cientificamente, o que reforça a premissa de que precisamos trabalhar desde o combate ao vetor até a assistência imediata das pessoas diagnosticadas com a doença e as consequências que ela pode causar”, analisa a gestora Estadual.

 

O projeto apresentado pela equipe técnica da Secretaria de Estado da Saúde (SES) engloba alguns blocos de ações, abrangendo uma linha de cuidados que passa pelo trabalho de prevenção, controle e combate ao mosquito, atendimento aos pacientes infectados pelo vírus e, principalmente, a reabilitação das crianças com Microcefalia.

 

“Os investimentos serão estendidos para as maternidades, que precisam estar cada vez mais preparadas para a assistência às gestantes, incluindo o pré-natal”, ressalta Conceição Mendonça.

 

A secretária garante que a equipe está engajada no projeto, com prazos estabelecidos e determinação para executá-los. “É um recurso que chega em boa hora para aprimorar o trabalho que a SES já vem implementando nesta área”, afirma.

 

O especialista sênior em saúde do Banco Mundial, David Oliveira de Souza, acredita que o projeto dará contribuição importante para a Rede de Saúde Pública no atendimento às vítimas do Aedes aegypti.

 

“Esta foi apenas uma das reuniões. Teremos outros encontros, inclusive com os técnicos que vão acompanhar todo o processo de trabalho, para que o projeto seja lapidado e as ações inclusas nele tenham, realmente, o efeito esperado. Ao final, queremos garantir o acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde a equipamentos da rede hospitalar que ofereçam assistência necessária e de qualidade”, avalia David Oliveira de Souza.

Publicado: 13 de abril de 2016, 14:45 | Atualizado: 13 de abril de 2016, 14:45