Sergipe participa de Oficina sobre a linha de cuidado para Falciforme em Salvador
Por Herieta Schuster
Durante os dias 22 e 23 de novembro, cerca de 100 pessoas compareceram à abertura da Oficina com foco na linha de cuidado em doença Falciforme, debatendo informações e orientações genéticas. Promovido pelo Ministério da Saúde em conjunto com a Secretária da Saúde da Bahia, o evento foi direcionado aos representantes de estados e municípios do Nordeste, dentre eles, Bahia, Paraíba e Sergipe.
A Secretária de Estado da Saúde de Sergipe (SES) foi convidada pelo primoroso trabalho que tem desenvolvido para o diagnóstico precoce como o teste do pezinho, realizado do 3º ao 5º dia de vida do bebê. Sergipe foi representado pela coordenadora Estadual de Triagem Neonatal, Luciana Alves, pela técnica do Serviço de Referência da Triagem Neonatal do Hospital Universitário, Fábia Regina, e a representante da Associação de doenças Falciforme, Maria do Céu.
“O diagnóstico precoce é fundamental no nascimento através da triagem neonatal (eletroforese de hemoglobina). É possível elevar a qualidade de vida dessas pessoas”, relata Luciana Alves.
Sergipe conta com os serviços do Hospital Universitário (HU) e do Centro de Hemoterapia (Hemose) no diagnóstico e tratamento dos pacientes com anemia falciforme. O serviço de triagem neonatal do HU possui 72 pacientes em acompanhamento e, no Hemose, são 110 pacientes adultos. O Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case) é referência para dispensação dos medicamentos do componente especializados, a hidroxiureia.
Na Oficina, o público recebeu instruções sobre a origem da doença falciforme mais presente em indivíduos afrodescendentes; normas mais adequadas de atendimento dos pacientes diagnosticados com a enfermidade e orientações genéticas.
O evento abordou o tema “O cuidado Integral às pessoas com doença Falciforme” nas redes de Atenção Básica, com a professora Clarice Mata do Instituto de Saúde Coletivo, da Universidade Federal da Bahia.
A representante da Associação de Pessoas Falciforme de Ilhéus, Maria Noêmia das Neves, explanou sobre o Cuidado Integral ás pessoas com Doença Falciforme na visão dos usuários. Maria Cândida Queiroz, que é responsável técnica da Política Nacional de Assistência ás Pessoas com Falciforme e Diabete, apresentou as diretrizes da linha de cuidados ás pessoas com Falciforme e Diabetes.
Anemia Falciforme
Trata-se é uma doença hereditária, que passa dos pais para os filhos. Ela é caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue. A doença ganhou o nome ‘Falciforme’ pelo fato dos glóbulos terem semelhança a uma foice.
Essas células possuem a membrana alterada e rompem-se com muita facilidade, o que causa a anemia. A hemoglobina, por sua vez, transporta o oxigênio e dá a cor glóbulos vermelhos. Ela é fundamental para a saúde de todos os órgãos do corpo.
Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra, o que, no Brasil, representa cerca de 8% da doença. Devido à intensa miscigenação histórica no país, hoje é possível diagnosticar a Anemia Falciforme em pessoas de raça branca ou parda.
Publicado: 23 de novembro de 2016, 17:14 | Atualizado: 23 de novembro de 2016, 17:14

