Oficina Semear e Colher incentiva a preservação do meio ambiente no Hemose
Esta quinta-feira, 5, foi especial para pacientes assistidos no ambulatório do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose). Eles participaram da oficina Semear e Colher, atividade social que teve como objetivo prestar esclarecimentos sobre a adesão ao programa do Ministério da Saúde (MS) para o tratamento da hemofilia e a importância de proteção e preservação do meio ambiente.
Na oportunidade, pacientes e familiares realizaram o plantio de 20 mudas da espécie kalanchoe com seus nomes, localizado no canteiro central de acesso ao ambulatório da unidade. “Em todas as ações organizadas com a equipe multidisciplinar buscamos a integração dos pacientes e reforçamos a necessidade do tratamento”, explicou Weber Santana Teles, gerente do Ambulatório. “Com essa ação queremos despertar o sentimento de cuidado com a vida e a natureza. Toda vez que esse paciente retornar ao Hemose verá o crescimento da planta com o seu nome”, justificou.
Outro ponto destacado durante o momento social está relacionado à melhoria da qualidade de vida, em função das sequelas da enfermidade. No caso do paciente com hemofilia, ao longo dos anos os ligamentos dos joelhos e tornozelos ficam comprometidos. “A boa relação entre os profissionais da unidade, o paciente e a família contribui para obter resultados favoráveis ao tratamento”, comentou Gildasio Vieira Dantas Filho, acadêmico de farmácia do ambulatório.
Conforme a psicóloga Karine Tavares, os eventos sociais e culturais de forma geral, contribuem com o tratamento. “Sempre realizamos atividade lúdicas. Hoje foi a leitura de uma história em quadrinhos e também fizemos a entrega de borboletas produzidas com cartolina. Essa é uma forma de ajudar a criança a aceitar algumas limitações decorrentes da sua enfermidade”, salientou.
Ela explicou, ainda, que a borboleta simboliza a possibilidade de transformação, de superação em relação às situações da vida. “O ciclo de evolução da borboleta inicia com a lagarta, depois ela fica recolhida no casulo e se transforma numa linda borboleta. Busquei associar essas mudanças às dificuldades da vida, que podem ser transformadas por cada um deles”, detalhou Tavares.
Os pais presentes à atividade elogiaram a programação encerrada com um lanche. “Achei bom, todo mundo aqui tem a mesma doença e pode conversar. Ele também se distrai um pouquinho com outros colegas que têm o mesmo problema”, comentou Gilvan dos Santos, pai do paciente, Rubens Guilherme de 11 anos, portador de hemofilia.
Vanderlânia Pereira da Silva Souza, mãe de Nicolas Gabriel da Silva Souza, acompanha o tratamento e incentiva a participação do filho nas atividades com outras crianças. “Ele precisa conviver com outras crianças e saber que pode ter uma vida normal, só precisa ter cuidado redobrado em relação a sua saúde”, frisou.
Serviço
O ambulatório do Hemocentro de Sergipe realiza atendimento a pacientes diagnosticados com doenças hematológicas, a exemplo da hemofilia, anemia falciforme, talaseemia, doença de Gaucher e doença de Won Willebrand, dentre outras. A unidade dispõe de equipe multiprofissional, médicos oncohematologistas, pediatra, ortopedista, enfermeiro, odontólogo, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social e farmacêutico. Mais informações através dos telefones: (79)3225-8000 e 3225-8046.
Publicado: 5 de setembro de 2019, 16:18 | Atualizado: 5 de setembro de 2019, 16:18






