Mutirão de exames de colonoscopia fortalece combate ao câncer colorretal em Sergipe
Ação faz parte da campanha ‘Março Azul’, que reforça a conscientização sobre o câncer de intestino, um dos tipos de câncer com maior incidência no mundo
Com o objetivo de promover o diagnóstico precoce de câncer colorretal, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e em parceria com o Hospital Primavera, realizou neste domingo, 22, o 5º Mutirão de Exames de Colonoscopia, alusivo à campanha ‘Março Azul’, que reforça a conscientização sobre o câncer de intestino, um dos tipos de câncer com maior incidência no mundo.
A doença se desenvolve na parte final do intestino, que inclui o intestino grosso e o reto e, por isso, recebe esse nome. A prevenção está diretamente ligada a hábitos de vida saudáveis. “Evitar fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação rica em alimentos industrializados, sedentarismo e obesidade é essencial. Além disso, a prática regular de atividade física contribui para a redução do risco de diversos tipos de câncer”, orientou o oncologista clínico do Hospital do Câncer de Sergipe Governador Marcelo Déda Chagas (HCS), Renan Carvalho.
Segundo a coordenadora do setor de endoscopia do Hospital Primavera, onde foram realizados os exames, Kelly Menezio, a colonoscopia é fundamental para o diagnóstico precoce do câncer colorretal. “Estamos abraçando, pelo quinto ano, essa causa tão importante que é a prevenção do câncer colorretal, realizando 50 colonoscopias em parceria com a SES. Esse tipo de câncer é o segundo que mais mata homens e mulheres e precisa ser prevenido. Essa prevenção pode ser feita com a colonoscopia, um exame seguro e que salva vidas”, pontuou a coordenadora.
Diagnóstico precoce
Uma das melhores formas de prevenção do câncer colorretal é o rastreamento. O principal exame é a colonoscopia, que permite identificar lesões precursoras como pólipos, que podem evoluir para câncer se não forem tratados precocemente.
Em relação aos sintomas, o câncer colorretal pode se manifestar de diferentes formas. O grande desafio é que, nas fases iniciais, geralmente não apresenta sinais. Quando surgem, os sintomas costumam indicar estágios mais avançados da doença. Entre os principais estão alterações no hábito intestinal, como prisão de ventre ou diarreia, anemia causada por sangramentos, cansaço, perda de peso e, em alguns casos, enjoo.
Por isso, a recomendação é iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos. Antes, a orientação era a partir dos 50, mas o aumento de casos em pessoas mais jovens levou à antecipação dessa idade. A frequência da colonoscopia varia conforme os resultados: se o exame estiver normal, pode ser repetido a cada 10 anos; já em casos com pólipos, o intervalo pode ser de 3 a 5 anos, conforme avaliação médica. A principal orientação é procurar um médico, realizar os exames indicados e manter o acompanhamento regular.
Cuidado que previne
A cabeleireira Eleni Albuquerque, 55 anos, foi uma das pacientes atendidas no mutirão. Ela contou que optou por fazer a colonoscopia porque a sua mãe faleceu em decorrência de um câncer no intestino aos 50 anos. “Estou com 55 anos e essa é a primeira vez que realizo a colonoscopia. Achei a ação importante, pois ajuda as pessoas a não ficarem tanto tempo na fila de espera”, declarou.
Quem também realizou a colonoscopia durante a ação foi o porteiro Edmilson Nascimento, de 53 anos. Ele fez o exame como forma de prevenção, levando em conta o seu histórico familiar. “Minha mãe teve câncer no intestino e eu fiquei preocupado, por isso decidi fazer o exame. Essa ação é uma ótima ideia e, para nós, que não temos boas condições financeiras, é muito importante que o SUS realize esse tipo de atendimento”, afirmou.








Fotos: Mário Sousa
Publicado: 22 de março de 2026, 12:27 | Atualizado: 22 de março de 2026, 12:27