Mães: inspiração de amor que excede todos os cuidados
No mês que congratula as reconhecidas heroínas do lar, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), que prima pela qualidade da assistência oferecida aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), as reconhece como integrantes essenciais no trabalho diário de qualificação dessa assistência. No desempenho da gestão, na intenção de salvar vidas através da doação, no socorro prestado a quem precisa de urgência ou no acompanhamento de pacientes nas unidades de saúde, elas distribuem sem hesitar o amor, a maior riqueza que as constituem na integralidade e as caracterizam em beleza, sensibilidade e afeição.
Para a coordenadora da Rede de Atenção às Urgências da SES, Jurema Viana, a maternidade veio como a realização de um sonho pessoal, que transcende para o exercício mais afetivo, atencioso e até mesmo eficiente de uma função trabalhista. “A começar por uma excelente referência materna em vigor, experimentei essa realização pessoal concretizada com a chegada de duas meninas. Não há como definir essa tão doce tarefa. São dois corações batendo fora do corpo, uma transferência de amor que transborda e nos conduz a uma renúncia sem dor, sem subtrações, mas de agradável preenchimento. Associar a gestão à maternidade é transferir parte desse amor preenchedor ao paciente que está necessitando de cuidados especiais”, definiu.
Doação de vida
Márcia Santos Silva é mãe de uma menina de oito anos, e foi pensando na necessidade das pessoas que estão à sua volta que ela resolveu acolher a sugestão de um colaborador do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) que integra a Rede Estadual de Saúde. Márcia é doadora universal. Seu sangue é O negativo. Por decisão própria, ela resolveu se tornar doadora regular.
“Como a gente não sabe o que pode acontecer adiante, na vida, eu optei por ajudar sempre. Na ocasião que se deu o fato, esse técnico me falou sobre a importância do meu sangue para outras pessoas. De forma impactante, estive ciente da situação de um recém-nascido que precisou de transfusão sanguínea e só pode receber o tipo O negativo. Depois que recebi essa informação não parei mais de doar”, compartilhou.
Amor que socorre
O sentimento que impulsiona seres humanos à doação é também um dos ingredientes que compõe a dinâmica rotina de trabalho da enfermeira socorrista Gerana Leitão, que atua há mais de 10 anos no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Sergipe. Por trás de um uniforme azul marinho e de um brasão capaz de identificá-la como profissional que salva vidas, Gerana e as demais mulheres que contribuem com maestria para a assistência pré-hospitalar incluem em cada procedimento uma característica comum ao gênero – a sensibilidade.
“Tenho três filhos e a receptividade de cada um deles após um dia intenso de trabalho é sempre marcada pelo calor humano, e isso é fantástico! Muitas vezes, o trabalho do enfermeiro exige esforço físico, este facilmente dispensado por homens. Contudo, em momentos atípicos, a participação da mulher traz o diferencial necessário, especialmente, nas ocorrências que envolvem crianças, que é quando o sentimento materno fala mais alto e o cuidado se torna, inevitavelmente, redobrado”, declarou a enfermeira.
Ligação com a vida
Telefonista auxiliar de regulação médica, Shirley Santos também abraça, diariamente, a tarefa de salvar vidas. Assim como os demais telefonistas que atuam na Central de Regulação de Urgências (CRU), ela é responsável por recepcionar o solicitante que usou o 192 para obter auxílio das equipes do Samu, e por colher dados, como endereço, ponto de referência, nome e o tipo de ocorrência. Após o primeiro contato, a ligação é encaminhada ao médico regulador. “Ser mãe é a realização de qualquer mulher. Mesmo que desempenhando uma jornada de trabalho que impossibilita, em grande proporção, a comunicação com o lar, exercer a maternidade não pode ser considerada uma tarefa difícil”, considerou a TARM.
Terceiro expediente
O início do dia é também o início de uma maratona para a jovem Alessandra de Sá, auxiliar de serviços gerais no Centro Administrativo da Saúde, localizado no bairro Ponto Novo, em Aracaju. Ela segue do Conjunto Eduardo Gomes para o bairro Rosa Elze, em São Cristóvão, onde mora a sua mãe, para deixar o pequeno Aleph Erick, de apenas três anos.
“A estratégia de deixar meu filho aos cuidados da vovó sempre foi a mais segura, mesmo tendo que contratar uma cuidadora, em função dos problemas de saúde enfrentados pela minha mãe. Quando chega a noite exerço com prazer a tarefa de cuidar do lar e ainda reservar tempo para o contato mais estreito com o Aleph, inclusive, ajudando nas tarefas escolares. Quando lembro que no dia seguinte tudo se reinicia a partir das 4h30, percebo que minha vida virou pelo avesso, mas sem sombra de dúvidas, o avesso se tornou o meu lado certo”, assegurou Alessandra.
Acompanhamento materno
A diarista Maria Leda dos Santos, certamente, vai passar o dia das mães com seu filho, que sofreu um acidente de bicicleta, fraturando o joelho, e permanece internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Maria relembra os dias em que acompanhou outro filho em internação, com diabetes, mas não dispensa o sorriso no rosto quando fala sobre o que é ser mãe e sobre a importância dos filhos para ela.
“Sou mãe e sei que preciso cuidar dos meus filhos em todos os momentos. Diabetes não tem cura, mas com outro filho internado, fica difícil acompanhar o estado de saúde do que requer cuidados constantes. Eu trabalho como diarista e preciso estar na ativa para ganhar o sustento da casa. Porém, com um deles internado, fica difícil. Meus filhos são tudo para mim, eu tinha programado uma festa no dia das mães com a minha mãe, no interior, mas pelo visto vou comemorar a data aqui no hospital. Ou seja, na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, ser mãe é amar o filho acima de tudo e eu os amo com intensidade”, declarou a diarista.
Amor na prematuridade
Yasmin de Souza Santos tem apenas 23 anos e já vive a emoção da maternidade dupla após a chegada dos gêmeos Ian e Loran, que nasceram prematuros na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL). O pequeno Loran já recebe o afago da mama e se despede da UTI Neonatal, sendo recebido na ala verde, com cuidados especiais obtidos através do Método Canguru. Já Ian permanece na sonda e sem introdução ao peito. “Estamos aguardando a evolução do nosso bebê. Posso considerar que a motivação que os profissionais desse lugar transmite para nós, mães, é algo muito forte, uma experiência que nunca vou esquecer. Dando boas vindas à maternidade, aprendi que o tempo e a fé andam lado a lado’’ disse Yasmin.
Publicado: 11 de maio de 2018, 14:43 | Atualizado: 11 de maio de 2018, 14:43





