Lacen registrou 211.829 análises laboratoriais em 2016
Por Rosângela Cruz
O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), realizou 211.829 análises laboratoriais de média e alta complexidade em 2016. A instituição é responsável por atender a demanda relacionada às Doenças de Notificação Compulsória (DNC), onde se inclui os casos que precisam de monitoramento constante como: o diagnóstico dos vírus da Dengue, Zika, febre Chikungunya, Febre Amarela e análises de interesse das Vigilâncias Ambiental e Sanitária.
O serviço de assistência laboratorial do Estado também realiza exames de hepatites virais, marcadores tumorais, Programa de Proteção às Gestantes (Protege), análises microbiológicas, entomológicas, produção de insumos estratégicos e monitoramento da rede de laboratórios de saúde pública.
De acordo com Danuza Duarte Costa, superintendente do Laboratório Central, a unidade tem a responsabilidade de auxiliar na prevenção e no diagnóstico de problemas de saúde. ”No ano passado tivemos a Chikungunya e o Zika vírus que demandaram uma somação de esforços conjuntos por parte de toda rede de Saúde do Estado, através da adoção de medidas de vigilância e de diagnóstico, para evitar uma maior propagação das doenças entre a população”, lembrou.
Nesse sentido, foram processadas mais de 4 mil amostras de soro para diagnóstico laboratorial do Zika vírus e da Chikungunya em 2016. Conforme dados do laboratório de Biologia Molecular do Lacen, os meses de março e abril registraram um aumento da demanda por análises. Para o Zika foram processadas 584 amostras e para Chikungunya foram 835.
As metodologias utilizadas para a análise das arboviroses são moleculares e de sorologia, como o PCR em tempo real. Para dar mais agilidade aos diagnósticos, no ano passado o Lacen implantou o método enzimaimunoensaio, podendo ser utilizado da fase aguda até a fase crônica das doenças. Os resultados são liberados com até sete dias, a partir da data que a amostra dá entrada nos laboratórios de Sorologia e Biologia Molecular.
O gerente do laboratório de Biologia Molecular, Cliomar Alves dos Santos, informou que, para Zika, o diagnóstico disponível para os laboratórios de saúde pública é apenas o PCR, utilizado na fase viral da doença, ou seja, até os cinco dias dos sintomas para amostras de sangue e doze dias para amostras de urina. “Já para Chikungunya, fazemos o PCR, IgM e IgG abrangendo todas as fases da doença”, detalhou o farmacêutico- bioquímico.
Dengue
Já em relação ao vírus da Dengue, Cliomar Alves explicou que “é feita a sorotipagem para identificar por qual subtipo de dengue o paciente está infectado. Esse usuário pode procurar o serviço médico desde o início dos sintomas (NS1 e PCR) e até 40 dias após seu início (IgM)”.
Serviços
Para ter acesso ao serviço, o paciente deverá procurar o serviço médico-ambulatorial ofertado nos postos de saúde dos municípios, responsáveis pela coleta do sangue, onde será realizado o preenchimento das fichas epidemiológicas, cadastro no Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) e o envio das amostras para o Lacen, em Aracaju.
A coleta também poderá ser viabilizada na própria unidade, conforme horário de funcionamento, de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 17h. Informações através dos telefones: (79) 3234-6002, 6007 e 6004.
Publicado: 13 de janeiro de 2017, 18:02 | Atualizado: 13 de janeiro de 2017, 18:02



