Informe semanal demonstra situação epidemiológica em Sergipe

 

Por Luiza Sampaio

 

O Informe Epidemiológico divulgado semanalmente pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Núcleo Estratégico (Nest), mostra que não houve registro de novos casos de Microcefalia em Sergipe. Desde a implantação da notificação compulsória, em novembro de 2015, até agora, foram 270 notificações, sendo que apenas duas delas ocorreram este ano, ambas descartadas e classificadas como criança PIG (Pequeno para Idade Gestacional).

 

Do total de casos, segundo o Registro de Eventos em Saúde Pública (RESP/CIEVS/DVS), 128 já foram confirmados, 84 descartados e 58 continuam em processo de investigação, distribuídos em 56 municípios sergipanos. Houve, ainda, a notificação de 14 óbitos, sendo sete confirmados, dois descartados e cinco ainda sendo investigados. A Região de Saúde de Aracaju aparece com maior número de notificações, 98, seguida por Nossa Senhora do Socorro, 43, Estância, 37, e por último, Itabaiana, 29.

 

Arboviroses

 

O Informe também atualiza a situação  das  notificações  de  casos e consequências das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti. Com relação ao Zika Vírus, também associado como uma das causas da Microcefalia, até a semana epidemiológica nª 9 há o registro de 10 casos prováveis da doença, com seis confirmações até o momento. “Se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 133 casos prováveis, temos uma redução de cerca de 13 vezes no número de notificações”, avalia a gerente de endemias, Sidney Sá.

 

Já a Febre do Chikungunya aparece com 74 suspeitas e 27 confirmações até o momento. Uma redução de 26 vezes o número de casos notificados se feita uma análise comparativa com a mesma semana epidemiológica do ano passado. “A Dengue foi a doença que mais notificou casos suspeitos este ano: foram 157, com 45 confirmações. Em 2016, foram 1.685 registros, desses, 907 confirmados”, detalha Sidney Sá.

 

Mesmo com o cenário aparentemente positivo, a gerente alerta que os cuidados preventivos não podem parar. Água limpa e parada é um perigo, por isso, os reservatórios devem estar limpos e bem fechados. “Qualquer brecha é suficiente para o mosquito. Além disso, no Verão há as chuvas irregulares, associadas às altas temperaturas, o que intensifica a reprodução do vetor. Os cuidados devem ser constantes”, lembra.

Confira o boletim completo no link: Informe Semanal_08 Micro_Chik_Dengue_Zika_06.03.2017

Publicado: 8 de março de 2017, 20:21 | Atualizado: 8 de março de 2017, 20:21