Huse realizou mais quase 2400 atendimentos, deste mais de 1500 foram de baixa complexidade
Por Júnior Matos
No período de 17 a 24 de outubro (semana passada), o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) realizou exatos 2.381 atendimentos. Destes, 1.521 foram considerados de baixo risco clínico. Ou seja, pacientes que deram entrada no Huse, foram medicados e liberados (por alta médica) com menos de 24 horas.
Entre os principais motivos de procura por atendimento no Huse estão: 32 vítimas de acidentes automobilístico, 4 casos de atropelamento, 98 por acidentes de moto, além de 72 pessoas com dores de cabeça, 30 com dor de garganta, 14 com dor lombar, 100 com dor abdominal, 10 com dor nas articulações, entre outros.
A paciente Maria Martinha Costa, 74, procurou atendimento após apresentar tontura e desmaio. “Aqui, descobri que estou com a pressão muito alta. Gostei muito da atenção dos profissionais que, mesmo com a superlotação, mostram respeito e qualidade durante os atendimentos”, declarou.
Superlotação
Desde a última semana, o Huse está com os corredores cada vez mais cheios de pacientes de baixa complexidade. Isso é reflexo da paralisação dos serviços de saúde dos postos da Rede Municipal de Aracaju (que continuam com o efetivo reduzido).
De acordo com o diretor clínico do Huse, Marcos Kruger, “o efeito da superlotação é o estresse da equipe multidisciplinar, transtornos estruturais (questões ligadas à acomodação dos pacientes e acompanhantes) além planejamento de abastecimento é comprometido, já que a presença de mais usuários exige mais uso de materiais, insumos e medicamentos”, enfatizou.
Uma nova ação
Para minimizar os efeitos da superlotação e garantir, ainda mais, qualidade na assistência, o Governo do Estado através da parceria com o 28º Batalhão de Caçadores (28BC), montou uma Tenda na porta do Pronto Socorro do Huse ao lado do Posto da Polícia Militar.
“A medida tem como finalidade agilizar a demanda de atendimento aos serviços de baixa complexidade, exemplo de mediações rápidas e aerosol”, explicou a superintendente do Huse, Lycia Diniz.
A Tenda já está em funcionamento e é destinada aos pacientes de baixa complexidade e obedecerá protocolos especiais de acolhimento e de atendimento para o período crítico, evitando exames e condutas que não sejam emergenciais.
O paciente Lucas Oliveira, procurou atendimento no Huse e já foi atendido na Tenda. “Eu estava com muita dor de cabeça. O atendimento foi rápido e eficiente. Já fui medicado, estou sendo liberado e a dor de cabeça praticamente sumiu”, disse.
Publicado: 25 de outubro de 2016, 14:56 | Atualizado: 25 de outubro de 2016, 14:56


