Huse: pacientes críticos recebem tratamento bucal
A saúde bucal dos pacientes atendidos e internados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) é levada a sério pelos profissionais odontólogos que atuam no hospital no Serviço de Odontologia Hospitalar (SOH), existente há 12 anos. O trabalho é direcionado nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ), CTI infantil, e é realizado na adequação da higiene bucal.
De acordo com o coordenador do SOH, João Roberto Resende, o serviço é de extrema importância para os pacientes internados, já que pela boca muitas bactérias entram no corpo. “Cada paciente tem uma avaliação com o profissional para verificar as condições de higiene bucal. Muitos estão nas unidades críticas e entubados, outros fazem uso do traqueostomo. Tudo isso para manter a saúde bucal e o bem estar dos pacientes”, explicou.
O serviço é único no Estado e conta com profissionais cirurgiões dentistas e auxiliares técnicos em enfermagem. Os profissionais atendem também o setor de Trauma quando acionados pelo cirurgião bucomaxilofacial. O SOH dispõe de um programa de orientação com as técnicas de enfermagem e profissionais da odontologia, seguindo todos os protocolos no momento das práticas de higiene bucal.
Mensalmente, o serviço atende cerca de 200 pacientes nas UTIs, 16 pacientes nas Alas, 12 pacientes no Trauma e 20 pacientes no gabinete odontológico, que funciona apenas para atendimento emergencial aos funcionários do Huse..
O trabalho do SOH vai além das unidades críticas. São atendimentos a pacientes comprometidos sistematicamente, a exemplo de cardíacos e portadores de doenças renais, com traumatismos dento alveolares (traumas faciais consequentes de quedas, acidentes automobilísticos, etc), drenagens de abscessos faciais, realização de biópsias bucais e remoção de dentes causadores de infecções odontogênicas (caracterizadas pela invasão de bactérias).
O coordenador do serviço informa também que são realizados chamados para identificar o tipo de atendimento adequado. “Os profissionais identificam um índice precário de higiene. Temos pacientes com aparelhos ortodônticos, com fratura de ossos da face e que envolve a parte dentária”, concluiu João Roberto Resende.
Publicado: 10 de maio de 2017, 16:38 | Atualizado: 10 de maio de 2017, 16:38