Governo de Sergipe cria força tarefa para prevenção contra Febre Amarela

Por Júnior Ventura

Mesmo estando fora do grupo dos estados com risco para febre amarela, Sergipe prepara uma força tarefa para prevenir a entrada da doença em suas fronteiras. Foi pensando nisso que o Governo de Sergipe através da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou na manhã desta quarta-feira, 5, uma reunião para elaborar estratégias e definir padrões para diagnosticar casos da doença tanto em primatas como em humanos.

 

Participaram do encontro membros da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), da Universidade Federal de Sergipe (UFS), do Conselho de Medicina Veterinária, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semarh), da SES e técnicos das Vigilâncias Epidemiológicas dos municípios de Laranjeiras, Areia Branca, Neópolis, Monte Alegre e Barra dos Coqueiros.

 

De acordo com Giselda Melo, diretora de Vigilância Epidemiológica de Sergipe uma grande força tarefa com todos os órgãos envolvidos será montada para garantir que o estado continue livre da febre amarela. “Já foram detectados casos na região metropolitana de Salvador, na Bahia, e no município de Maceió, em Alagoas. Por isso a nossa preocupação. São lugares muito próximos da gente e precisamos estar atentos. Reunimos todo esse pessoal para que cada um possa contribuir da melhor forma possível”, afirmou Giselda Melo.

 

Ela explica ainda que o importante, nesse primeiro momento, é identificar as áreas de convivência de macacos portadores da doença, para que haja um monitoramento no comportamento desses animais. “Os órgãos externos como Ibama, Emdagro, UFS entre outros vão fazer o acompanhamento dos primatas, afinal, temos grandes áreas de preservação ambiental em Sergipe e o macaco é o primeiro alerta para que possamos fazer uma investigação ou exame e saber se existe circulação da doença”, ressaltou a diretora.

 

Com a união dos órgãos, a SES pretende capacitar ainda mais os profissionais para que o diagnóstico e um possível tratamento seja feito seguindo as recomendações do Ministério da Saúde (MS). “Vamos instruir os técnicos da nossa rede para que eles estejam mais preparados para atuar nessa força tarefa. Além disso, os órgãos externos também vão ficar mais sensíveis nessa vigilância dos primatas e devem notificar qualquer suspeita para assim tomarmos as providências de imediato”, ressaltou Giselda Melo.

 

Febre Amarela

Com ocorrência nas Américas do Sul e Central e em alguns países da África, a febre amarela é causada por um vírus infeccioso grave. Os macacos podem desenvolver a doença e ter quantidade do vírus suficiente para que seja transmitida para os humanos através do mosquito Aedes aegypti. A SES alerta que a doença só é transmitida através do mosquito e que não existe contaminação por contato de uma pessoa para outra. A melhor forma de prevenção é evitar a proliferação do mosquito transmissor que se reproduz em água parada. Os principais sintomas da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. Caso apareça algum desses sintomas, o médico deve ser consultado imediatamente.

 

Giselda Melo, diretora de Vigilância Epidemiológica de Sergipe

A reunião foi realizada na Secretaria de Estado da Saúde

Publicado: 5 de abril de 2017, 16:54 | Atualizado: 5 de abril de 2017, 16:54