Doadoras de leite materno interagem em aplicativo a favor do bem
A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), através do Banco de Leite Marly Sarney, criou o grupo de doadoras no whatsapp. O objetivo é otimizar a comunicação do Banco de Leite com as doadoras em relação à rota de coleta e situações burocráticas, promover informativos e atuar como uma rede de apoio virtual para mães que eventualmente necessitem tirar dúvidas que podem ser solucionadas através do grupo de whatsapp. Nesse sentido, houve um aumento expressivo na comunicação entre mães doadoras, banco de leite e receptoras.
“A comunicação do Banco de Leite com a gente sempre foi boa, mas o grupo do whatsapp estreitou ainda mais os laços. Sempre ajudam quando alguma mãe precisa de orientação, quando é preciso uma orientação mais específica”, disse a doadora Aline Santana Dosea.
Ela observou que quando começou a fazer ordenha pro seu filho, aos seis meses, estava voltando para o trabalho e fazia estoque de leite para ele tomar na colher dosadora. “Ele nunca usou mamadeira porque a gente já sabia dos contras, e ele começou a consumir uma quantidade de leite menor a que eu deixava e eu percebia que ele não tomava tudo, começou a sobrar. Eu deixava dois frascos ele tomava um. Já estava crescendo se alimentando de outras comidas, e ai eu vi a matéria no final do ano no jornal falando que o estoque do banco de leite estava muito baixo e ai eu decidi ser doadora”, contou Aline.
Aline revela que já tinha sido estimulada a ser doadora antes, mas acabou não sendo logo, porque não havia colocado isso como prioridade. “Quando eu percebi que isso estava acontecendo eu pensei: Já que eu estou ordenhando para deixar não custa nada ordenhar para doar.” E foi assim que eu fiz, eu fui até a unidade em janeiro me cadastrei e desde então sou doadora. Meu filho tem 1 ano e 3 meses, minha produção caiu um pouco, mas ainda assim consigo fazer a doação, e quase sempre são dois frascos por semana”, relatou.
A mãe observou que à medida que foi se informando, passou a perceber que mesmo já estando com o filho maior, mesmo com a produção já se regulando é possível ser doadora. “Não me custa nada ordenhar 200ml por semana, então eu consigo fazer pequenas ordenhas, o que dá em média oito frascos por mês.
Uma ordenha por dia não é nada que atrapalhe minha rotina e é muito mais simples do que parece e por conta de falta de informação muitas mães não sabem sobre isso. Os bancos de leite vivem pedindo mais doadoras mas as campanhas não acessam a maioria das mães”, ressaltou Aline.
A favor do bem
A coordenadora do Banco de Leite Marly Sarney, Bárbara Reis Marques disse que e preciso utilizar o avanço da tecnologia a favor do bem, para facilitar os trâmites burocráticos e minimizar distâncias “É por meio dela que nós recebemos da mãe doadora os exames essenciais para o cadastro. Após a avaliação destes resultados por parte da nossa equipe assistencial, nós prosseguimos com o processo do cadastro com orientações presenciais quanto a importância da higiene e o seguimento do passo a passo para ordenha, coleta e estocagem do leite materno”, concluiu Bárbara.
Contatos
Banco de Leite Humano Marly Sarney: Rua Mato Grosso, s/n. Bairro José Conrado de Araujo. Aracaju (SE). Telefone (79) 3226-6301. Email blhumano.mnsl@saude.se.gov.br.
Maternidade Nossa Senhora de Lourdes: Avenida Presidente Tancredo Neves. Bairro América. Aracaju (SE). Telefone (79) 3225-8650
Banco de Leite Humano Irmã Rafaela Pepel: Rua Jackson de Figueiredo, 401. Centro, Itabaiana (SE). CEP 49500-00. Telefone (79) 3431-2290. Fax (79) 3431-2290. Email diretoria@msjose.com.br.
Maternidade Zacarias Júnior/Banco de Leite Humano Zóed Bittencourt: Rua Hiipólito Santos. Centro, Lagarto (SE). CEP 49400-000. Telefone (79) 3631-2723. Fax (79) 3631-9319. Email bancodeleite@maternidadelagarto.com.
Posto de Coleta do Hospital Santa Isabel “Dr. Fernando Guedes”: Avenida Simeão Sobral. Bairro Santo Antônio. Aracaju (SE). CEP 49060-640.
Publicado: 21 de agosto de 2020, 10:14 | Atualizado: 21 de agosto de 2020, 10:49
