Dia Nacional: SES destaca a importância do Teste do Pezinho

Neste sábado, 06, celebra-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho e para reforçar a importância do Programa Nacional de Triagem Neonatal, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) apresenta os resultados de Sergipe frente a esta estratégia do Ministério da Saúde, criada para proteger as crianças contra os sintomas das doenças fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia congênita e a deficiência de biotinidase, que geram sequelas irreversíveis.

O Estado de Sergipe tem uma excelente cobertura no que se refere à realização do teste do pezinho, segundo atesta a coordenadora estadual do Programa Nacional de Triagem Neonatal, Luciana Alves, salientando que em 2019, foram 32.643 nascidos vivos no Estado e que destes, 28.320 fizeram o Teste do Pezinho na rede pública, o que dá uma cobertura de 87%. Se considerarmos os que nasceram na rede privada e realizaram o teste em uma clínica particular, podemos acrescentar uma margem segurança de 10%, o que daria a Sergipe uma cobertura geral de 97%.

“O panorama é muito positivo porque a cadeia de órgão que envolve todo o programa funciona afinada em Sergipe”, declarou a coordenadora, acrescentando que a coleta das amostras de sangue tem o tempo ideal para ser feita: entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê e é colhida nos postos de triagem neonatal, instalados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios e nas maternidades. As amostras são enviadas pelos Correios à unidade de referência no Estado que é o Hospital Universitário de Aracaju. No HU elas são processadas e em até seis dias o resultado é apresentado e postado no Sisnel, o sistema de informações do Ministério da Saúde, para ser monitorado pelas UBS.

Luciana Alves enfatiza a importância de os pais ou responsáveis obedecerem ao período ideal para a coleta. “O diagnóstico precoce é muito importante porque se a criança apresenta qualquer uma das seis patologias, que são crônicas, ou seja, para a vida toda, ela é inserida no ambulatório de referência estadual que tem uma equipe multidisciplinar e é do próprio Hospital Universitário. Ali ela começa o tratamento, que passa a controlar a doença, evitando os sintomas e as sequelas irreversíveis, permanecendo até a adolescência sendo encaminhada depois para a Unidade Básica de Saúde, onde dá continuidade aos cuidados, que serão também para a vida toda”, assinalou.

Em 2019, dos 28.320 nascidos vivos (ou 87% do total de 32.643 nascidos vivos), realizaram o teste do pezinho no período ideal, que é do terceiro ao quinto dia de vida, 14.752 crianças, o que equivale a 52%. Dos 35% restantes, 33% realizaram o teste em até 30 dias, que é uma margem de segurança aceitável em relação à eficácia do teste, e 2% das crianças nascidas vivas em 2019, ou 554, não foram testados. “Poderia ter sido apenas uma criança e ainda assim seria grave porque não podemos perder nenhum bebê”, lamentou Luciana Alves.

Casos

De acordo com os dados do Programa Estadual de Triagem Neonatal, em 2019 foram registrados dois novos casos de fenilcetonúria, elevando para 35 o número de pacientes em tratamento ; 32 novos casos de hipotireoidismo congênito, passando a 221 o total de acompanhados; 15 novas ocorrências de anemia falciforme e seis de doença falciforme, passando 127 o número de acompanhados; dois de fibrose cística, aumentando para 43 os que estão em tratamento; e um caso de hiperplasia drenal congênita, somando quatro em acompanhamento.

Pandemia

A realização do teste do pezinho sofreu algumas adaptações à nova situação de isolamento social imposta pela pandemia do Covid-19, com cada município adotando sua própria logística, mas segundo Luciana Alves, no geral nada mudou. “Alguns municípios adotaram o agendamento para a coleta da amostra enquanto outros estão realizando o serviço de triagem neonatal nos domicílios. Além disso, temos uma orientação de rotina que é a coleta nas maternidades das crianças que estiverem internadas entre o terceiro e sexto dia”, finalizou a coordenadora.

Publicado: 4 de junho de 2020, 16:32 | Atualizado: 4 de junho de 2020, 16:32