Centro de Acolhimento e Diagnóstico por Imagem amplia a oferta de exames de ressonância magnética
Em 2025, a unidade realizou mais de 15 mil atendimentos entre radiografias, tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias e procedimentos com otorrinolaringologista, para os quais é referência
O Centro de Acolhimento e Diagnóstico por Imagem (Cadi), equipamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou uma nova etapa de atendimentos após a implantação da ressonância magnética, ampliando a capacidade de realização de exames e oferecendo mais agilidade e precisão nos diagnósticos para a população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A chegada do novo equipamento representa um avanço significativo em relação ao anterior, que era de baixo campo magnético e já apresentava limitações tecnológicas. De acordo com a diretora do Cadi, Jullyana Andrade, a diferença de desempenho é expressiva, tanto na qualidade das imagens quanto na rapidez dos exames. “Conseguimos retomar os atendimentos priorizando pacientes com maior necessidade clínica. Também iniciamos o reagendamento de pacientes. Entre os grupos priorizados estão pacientes oncológicos, pessoas acamadas, com dificuldade de locomoção e com outras comorbidades consideradas mais graves. A nova tecnologia também permite exames mais detalhados, contribuindo para laudos mais completos e diagnósticos mais precisos”, explicou.
Avanços
Mesmo em fase inicial de operação, o Cadi já registra avanços no atendimento. Durante o mês de fevereiro, foram realizados 92 exames, ainda dentro da etapa de testes e ajustes do equipamento. Neste primeiro momento, os procedimentos são voltados para a área musculoesquelética, incluindo exames de crânio, coluna lombar e membros superiores e inferiores.
A partir do mês de abril, o serviço também passará a ofertar exames por meio do protocolo de medicina interna, considerado um dos principais diferenciais da nova estrutura. Esse protocolo permitirá a avaliação de exames de partes moles, abdômen, coxa e outras regiões do corpo, ampliando o escopo de diagnósticos disponíveis na unidade.
O acesso aos exames é feito por meio da regulação do SUS. Para solicitar a ressonância magnética, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência e dar entrada no sistema de regulação. Caso haja alguma dificuldade, também é possível buscar orientação na secretaria de saúde do município.
Atendimentos
Em 2025, a unidade realizou mais de 15 mil atendimentos entre radiografias, tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias e procedimentos com otorrinolaringologista, para os quais é referência.
Para o paciente Nilton Santos, que realizou o exame após sofrer quedas de moto e sentir dores na coluna há anos, a ressonância é fundamental para identificar a causa do problema. Ele contou que já havia procurado outros exames anteriormente, mas precisava de um diagnóstico mais detalhado. “Quando a gente está doente, precisa saber o que está acontecendo. Esse tipo de exame ajuda muito. O atendimento aqui é muito bom, o pessoal é educado e recebe a gente muito bem”, afirmou.
Já Laudice Barbosa também destacou o acolhimento da equipe e as melhorias na estrutura da unidade em comparação com atendimentos realizados anteriormente. “Fui muito bem recebida desde a chegada. Está tudo mais organizado e o atendimento é muito atencioso. A gente se sente acolhida”, relatou.






Fotos: Mário Sousa
Publicado: 18 de março de 2026, 14:47 | Atualizado: 18 de março de 2026, 14:47