Bebês nascidos na MNSL recebem medicação contra vírus respiratório

Prematuros com cardiopatias e pneumopatias são prioridade para a medicação

Os bebês internados na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) receberam doses intramusculares de Palivizumabe. O medicamento, ministrado em cinco doses, age como  um anticorpo que protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela pneumonia e infecções respiratórias graves, que atingem principalmente bebês, com quadro de cardiopatias e pneumopatias. 

De acordo com a coordenadora da Neonatologia da MNSL, Thereza Azevedo, o Palivizumabe é um medicamento fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em Sergipe é administrado pelo Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais do Estado de Sergipe (CRIE), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES). “Em todo o país, a neonatologia se programa para que os bebês prematuros tenham o direito a receber a dose do Palivizumabe”, disse Thereza.

Podem receber o medicamento crianças prematuras com menos de 29 semanas de idade gestacional e as que têm displasia pulmonar, até os dois anos. O medicamento possui ainda, a finalidade de minimizar os sintomas de cardiopatia congênita, reduzindo em até 55% as internações de crianças com a patologia.

 Sem efeitos colaterais

 A gerente da UCINCo e UCINCa, Isabela Ribeiro dos Anjos, explica que o medicamento quase não tem efeito colateral, por ser um anticorpo pronto. “A aplicação só pode ser feita até 1ml em cada coxa da criança.  A incidência de efeitos adversos é mínima. A criança pode sentir  desconforto no local e orientamos colocar um gelo e dar um medicamento para aliviar a dor’’, disse.

Para Jesse Kelly de Almeida Carneiro, mãe do pequeno Gael, que tomou a primeira dose do Palivizumabe, a aplicação do medicamento é importante para prevenção do vírus sincicial respiratório, causador da bronquiolite.

Foto: Flávia Pacheco

Publicado: 4 de julho de 2023, 15:23 | Atualizado: 4 de julho de 2023, 15:23