CER IV lança grupo terapêutico para pacientes com estomias

O projeto piloto tem como objetivo prevenir complicações e auxiliar na melhoria da qualidade de vida dos pacientes

O Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV) lança mais um projeto para beneficiar os pacientes com estomia no estado de Sergipe. Por meio do Serviço de Atenção à Saúde das Pessoas Ostomizadas (Saspo), que integra, há mais de um ano, as atividades da unidade de saúde estadual, o Centro implantará o projeto piloto “Vem Viver Ostomia – a Ostomia não me define”. A iniciativa contará com uma equipe composta por profissionais das áreas de Enfermagem, Psicologia e Nutrição. 

O programa terapêutico de reabilitação para pacientes com estomias de eliminação visa contribuir para minimizar os medos, as dúvidas e as dificuldades dos usuários, favorecendo medidas de autocuidado e prevenindo complicações, com foco na saúde mental. Além disso, tem como objetivo melhorar o processo de resiliência e a qualidade de vida dos pacientes atendidos pelo Saspo. 

Atualmente, o serviço possui mais de 900 cadastros ativos de usuários que recebem equipamentos coletores e adjuvantes de proteção e segurança, como lenço removedor, barreira protetora em spray, entre outros. Além da entrega dos materiais, o serviço fornece aos usuários e familiares as orientações necessárias para o cuidado com o estoma e acompanhamento clínico com equipe multiprofissional.

A gestora operacional do Serviço de Atendimento aos Ostomizados, a enfermeira Ivone Andrade, destaca a importância do projeto piloto. “As pessoas com estomias precisam entender que, apesar de tantos desafios, a vida continua e que podem ser reabilitadas. Com isso, acolhemos, orientamos e prestamos assistência especializada a todos os usuários. Todos os dias, reconstruímos sonhos e estamos fazendo a diferença na vida dos pacientes”, salientou.   

Os usuários interessados, cadastrados no Saspo, passarão por uma avaliação presencial e, após a escuta profissional qualificada, serão encaminhados ao grupo terapêutico e/ou terapia individual. O início do projeto está previsto para 7 de julho com encontros semanais, divididos em 12 sessões. Temáticas como os cuidados com a alimentação, desmistificação da atividade física,  corpo e sexualidade serão debatidas nos encontros. 

Sobre a estomia

De acordo com o Guia de Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia do Ministério da Saúde, a estomia ou ostomia é um procedimento cirúrgico que consiste na exteriorização de parte de um sistema respiratório, digestivo ou urinário, criando uma abertura artificial entre órgãos internos e o meio externo. De forma temporária ou permanente, a estomia auxilia na alimentação, respiração e excreção. Entre os procedimentos mais conhecidos estão a traqueostomia, gastrostomia, colostomia e a urostomia.

 Cadastro

Para realizar o cadastro no Serviço de Atendimento aos Ostomizados, o paciente ou familiar deve comparecer ao Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino –  CER IV – com a cópia do RG e CPF do usuário e/ou do responsável, cópia do cartão do SUS, cópia do comprovante de residência atualizado e relatório médico ou do enfermeiro, original e com cid. O serviço funciona das 7h às 13h, na sala 74. O CER IV fica localizado na avenida Carlos Rodrigues da Cruz, nº 1531, bairro Capucho. Outras informações pelo telefone 79 3209 8550, ramal 8582.

Secretaria da Saúde chama atenção para conscientização sobre doença falciforme 

A doença é hereditária causada por uma mutação genética 

Nesta segunda-feira, 19, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme. Em virtude da data, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), chama atenção para a doença que é hereditária, causada por uma mutação genética que faz com que os glóbulos vermelhos fiquem deformados e quebrem.

A anemia falciforme é um grupo de distúrbios hereditários em que os glóbulos vermelhos assumem o formato de foice. As células morrem de forma prematura, causando uma escassez de glóbulos vermelhos saudáveis (a anemia), podendo obstruir o fluxo sanguíneo, causando crise de dor.

No ambulatório do Hemose, os pacientes diagnosticados com a doença são assistidos por uma equipe multidisciplinar composta por médico hematologista, fisioterapeuta, psicólogo, ortopedista, dentista, assistente social e enfermeiros para que sejam realizadas consultas de rotina ou, em casos de dor, a prescrição de medicamentos.

A paciente Carla Luana Souza, de 19 anos, que foi diagnosticada com anemia falciforme aos seis meses de vida, contou que passa por consultas regulares com o médico hematologista. “Só tive consciência da gravidade da doença com o passar do tempo, pelos quais passei por complicações como trombose e AVC. Mas, devido a assistência que recebo aqui, no Hemose, a anemia se torna mais suportável”, relatou.

De acordo com a gerente do Ambulatório do Hemose, Juliana Nascimento, o maior sintoma da doença falciforme são as crises de dor. “Os sintomas atingem principalmente os ossos e articulações seguidas de fraqueza intensa, úlceras e infecções como pneumonia”, explicou Juliana.

O ambulatório do Hemose possui o cadastro de 238 pessoas para tratamento da doença. A gerente Juliana explicou, ainda, que a maioria dos pacientes do estado são acompanhados no Hospital Universitário, onde eles são convocados após o recebimento do resultado do teste do pezinho. “Caso o diagnóstico seja tardio, o Hemose acolhe esse paciente através de um encaminhamento para um dos nossos hematologistas, que realizará a investigação, o diagnóstico e o tratamento”, contou.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio do exame eletroforese de hemoglobina, mas a maioria dos casos são detectados nos primeiros dias de vida pela realização do teste do pezinho. 

Tratamento 

Já o tratamento, é baseado na redução dos sintomas como a hidroxiureia que alivia as crises de dor e melhora a anemia. Em alguns casos, são necessárias transfusões de hemácias para reduzir a fraqueza e as crises de dor, já que os pacientes recebem hemoglobinas sadias que circulam em seu corpo por um tempo.

O Hemocentro ainda presta atendimento para pacientes portadores de doenças hematológicas como Hemofilia, Doença de Gaucher e Von Willebrand. 

Huse registra 185 atendimentos de acidentes de trânsito na primeira quinzena de Junho 

A unidade chama atenção para as ocorrências envolvendo motocicletas, que representam 74% dos casos

O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), equipamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), registrou, nos primeiros 15 dias do mês de junho, 185 atendimentos a vítimas de acidentes de trânsito. Devido ao número, a unidade chama atenção para o total de atendimentos envolvendo motociclistas. Dessas entradas na emergência, 137 estão relacionadas a acidentes com motocicletas, o que representa 74% dos casos durante as festas juninas. 

Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, a unidade também contabiliza um aumento de acidentes envolvendo esse tipo de veículo. No total, o Huse registrou 126 atendimentos a vítimas envolvidas em acidentes automobilísticos de 1 a 15 de junho de 2022, representando um aumento de 8,7% de casos já ocorridos este ano.  

O mês é marcado pelas tradicionais festas juninas, momento em que há um aumento na circulação de pessoas nas rodovias devido às festas que ocorrem em todo o Estado.  

De acordo com o superintendente Waltenis Júnior, os acidentes de trânsito acabam impactando na prestação de serviços do Huse. Isso porque a unidade recebe a maior demanda do Estado, além de pacientes que chegam de municípios de outros estados. Na opinião do gestor, são acidentes que, em sua grande maioria, poderiam ser evitados se houvesse conscientização das pessoas quanto ao consumo de bebidas alcoólicas.

“Lamentavelmente essa é uma realidade mundial. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,2 milhão de pessoas morrem durante o ano por conta de acidentes de trânsito. Infelizmente nosso estado continua registrando números significativos e aumentando cada vez mais. E o Huse, como grande hospital de Sergipe, acaba sendo impactado porque a unidade vai recebendo essa grande demanda. Acaba sendo um problema de saúde pública e lamentamos porque, na grande maioria dos casos, percebemos que são acidentes que poderiam ter sido evitados se houvesse prudência, por parte do condutor, principalmente no que se refere ao uso de bebida alcoólica e direção”, disse.   

O superintendente ainda destaca que 5% do atendimento geral do hospital está relacionado a acidentes motociclísticos que, além de gerar um dano muito grande à sociedade, acaba por trazer um prejuízo econômico e um dano social à unidade hospitalar.  

“É um transtorno muito grande porque acaba impactando diretamente na assistência, pois são pacientes que requerem o uso de muito recursos. Na grande maioria, precisam de cirurgia ortopédica, além de irem para a Ala Vermelha, precisando de intubação ou atuação da Neurocirurgia. É uma causa em que as políticas de saúde pública precisam estar envolvidas e todos os setores responsáveis, para que esses números sejam diminuídos ano a ano”, explicou.  

 Assistência qualificada

No Huse, todos os pacientes são atendidos e acompanhados por uma equipe multidisciplinar. O hospital, que é referência em trauma, também se destaca no serviço de Ortopedia. As vítimas com fraturas são atendidas por profissionais especialistas em cirurgia de ombro e cotovelo, mão, quadril, joelho e pé, além de microcirurgias e reconstrução óssea.  

                                                                                                                                                                           Além da Ortopedia, a unidade conta com neurocirurgiões que trabalham diuturnamente, bem como com a escala ampliada para o período junino, justamente para garantir a assistência à população Sergipana. Apesar da grande demanda, o Huse sempre trabalhou dentro da normalidade, garantindo o pleno funcionamento da rede e o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Saúde Estadual discute ações para fortalecimento da política pública para saúde mental

Gestores buscam estratégias para sanar questões do dia a dia no desenvolvimento de ações sobre o tema

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), realizou o Segundo Encontro do Colegiado do ano de 2023 da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) de Sergipe. O evento aconteceu nesta quarta-feira,14, no Auditório Cláudio José Brito, no Centro Especializado em Reabilitação (CER IV). O objetivo principal foi o de fortalecer a política pública da saúde mental de Sergipe.

O encontro, realizado trimestralmente, reuniu gestores dos pontos de atenção à saúde que compõem a Raps estadual. Entre eles, estiveram representantes da Atenção Primária à Saúde, serviços ambulatoriais e hospitalares e residência terapêutica, além de outros atores envolvidos com a assistência integral à população sergipana. Também participaram agentes envolvidos de forma intersetorial, como a Associação dos Usuários de Saúde Mental do Estado de Sergipe (Ausmes). 

Entre as temáticas que foram debatidas na reunião, estão os atendimentos em urgências psiquiátricas realizados pelo Samu 192 Sergipe. Também foi mencionada a sensibilização dos setores para implementação dos colegiados regionais da Raps, bem como as internações involuntárias que trazem impactos para melhorar a rede.

Para a coordenadora estadual de Articulação de Redes Temáticas da Daes, Neuzice Lima, o colegiado traz oportunidades para discutir novas estratégias e alinhar ações da Saúde Estadual para o fortalecimento de políticas públicas para a saúde mental. “É preciso ampliar o olhar de todos os atores envolvidos no cuidado integral da população com transtorno mental e/ou com dependência de álcool e outras drogas. Esse espaço fomenta a construção coletiva. Quando isso acontece, há o fortalecimento da política de saúde mental no Estado. No colegiado, a gente discute, sensibiliza, estimula e orienta os gestores de cada nível de atenção para que possam, de acordo com sua responsabilidade e competência, buscar estratégias para sanar questões com que se deparam diariamente”, salientou.  

A coordenadora destacou, ainda, que a Rede de Atenção Psicossocial precisa ser vista como uma rede intersetorial. “O atendimento em saúde mental começa pelo nível primário, como qualquer outra política dentro do Sistema Único de Saúde, e de acordo com a necessidade de cada usuário. Com isso, precisamos trabalhar essa rede para desenvolver oportunidades para o usuário, envolvendo vários atores e secretarias, como assistência social, educação, justiça, entre outros. O objetivo é que se possa garantir os direitos das pessoas como cidadãs”, frisou.    

Arraial do CER IV mantém tradição junina com fomento ao empreendedorismo

A 1ª Quermesse Junina do Centro reúne expositores com artesanatos e comidas típicas, garantindo uma renda extra para os usuários, mães e acompanhantes

Barracas de comidas típicas, artesanatos regionais e outros produtos, além de muita alegria. A boa mistura aliada ao autêntico forró deu início ao Arraiá do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), celebrando a época mais esperada pela população sergipana: as festas juninas. Com bandeirinhas e elementos que remetem aos festejos do mês de Junho, a unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES) mantém viva a tradição com a realização da tradicional quermesse junina.

A ação, que segue até amanhã, 15, tem como principal objetivo ser um espaço de integração, ao som de muito forró, entre usuários, mães, acompanhantes e colaboradores do CER IV, além de fomentar o empreendedorismo e garantir uma renda extra no período junino. Vestidos a caráter, os participantes levam animação e mostram que também mandam muito bem no forró.

Programação


A tradição das festas juninas nos quatro cantos de Sergipe, incentivada pelo governo estadual, transformou o CER IV em um verdadeiro arraial. Durante três dias, o espaço recebe expositores para a venda de produtos variados e delícias do período junino. Além disso, a programação reúne diversas atrações como o Coral e o Grupo Musical ‘AAACASE em Canto’ da Associação de Apoio ao Adulto com Câncer do Estado de Sergipe, instituição sem fins lucrativos que assiste adultos em tratamento oncológico. 

A Companhia de dança Loucurarte, que traz a arte inclusiva por meio da dança artística, também é presença confirmada na Quermesse Junina do Centro. A história dos cangaceiros nordestinos, Lampião e Maria Bonita, é contada por meio de coreografia e canções tradicionais juninas. 

Renda extra

Para a realização da Quermesse Junina, o CER IV montou barracas decoradas com a participação de mais de 30 expositores, entre usuários, mães, acompanhantes e colaboradores, divididos em três dias. A iniciativa contou com a organização do setor de Serviço Social do Centro e apoio do Núcleo de Educação Permanente, além da equipe multiprofissional. O setor de Nutrição, por exemplo, auxiliou com orientações sobre os principais cuidados com a manipulação de alimentos no período junino.

Para a coordenadora do CER IV, Diana Guerra, o momento proporciona novas oportunidades e estimula ações empreendedoras entre os atores do Centro. “Em nossas ações diárias, percebemos os esforços das famílias, verificando as principais necessidades. Com isso, pensamos nas possibilidades de oportunizar iniciativas de fomento ao empreendedorismo e mostrar o trabalho dos usuários, mães, acompanhantes e colaboradores”, salientou.      

A vendedora Laura Lima está entre as expositoras. Ela é atendida pelo CER IV há quase um ano, após sequelas de um Acidente Vascular Encefálico (AVE). No evento, Laura teve uma grande procura na venda de algodão doce e pipoca. “Fiquei muito feliz em participar da Quermesse. Não pensei duas vezes quando fiquei sabendo do evento. Trabalho aos finais de semana em festinhas e aqui foi uma excelente oportunidade para divulgar meu trabalho, fazer boas vendas e fechar novas parcerias”, disse.          

Arraiá da Assoa

Para finalizar a programação, na quinta-feira, 15, uma parceria entre o CER IV, por meio do Setor de Atendimento aos Ostomizados (SAO), e a Associação Sergipana dos Ostomizados e Amigos (Assoa) traz o tradicional ‘Arraiá da Assoa’ ao espaço do Centro. A festa junina contará com muito forró pé de serra e muita informação com um bate papo sobre os cuidados com a alimentação com a nutricionista Airecê Hozana.

Huse contabiliza 1.283 atendimentos de urgência na segunda semana de junho 

Número praticamente dobrou quando comparado à primeira semana (101,4%), que registrou 637 atendimentos; acidentes de trânsito continuam liderando os dados, com 92 ocorrências 

O pronto-socorro do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) registrou, na segunda semana de junho, 1.283 atendimentos a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O número praticamente dobrou (101,1%) quando comparado à primeira semana do mês, que contabilizou 637 ocorrências. Os acidentes de trânsito continuam liderando os dados, com 92 entradas na emergência da unidade hospitalar no período. O número representa um aumento de 124% quando comparado à semana anterior, que contabilizou 41 entradas, da mesma natureza, na unidade.  

Assim como houve um aumento significativo nos casos envolvendo acidentes de trânsito, a unidade também contabilizou um crescimento de mais de 100% de pacientes que deram entrada na unidade por enfermidades como: traumas diversos (110) e queda da própria altura (45). Já sobre vítimas com perfurações causadas por arma de fogo ou arma branca o quantitativo segue o mesmo da semana anterior, totalizando 11 atendimentos na unidade.  

No tocante às vítimas de queimaduras, lesão bastante comum nesse período de festividades juninas, o Huse contabilizou a entrada de 16 pacientes só na última semana, totalizando 22 casos no período de 1º a 11 de junho. Os dados representam um aumento de 83,3% quando comparado ao mesmo período de 2022, quando foram computados 12 atendimentos a esse tipo de ocorrência na unidade hospitalar. 

Baixa complexidade

Além desses dados, a unidade hospitalar chama atenção para os casos considerados de baixa complexidade, que poderiam ter sido atendidos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou de Pronto-Atendimento (UPAs). No total, o Huse computou 710 atendimentos durante o período. Sobre os principais registros, estão: dores nas articulações (95); dores abdominais (86); tosse, febre, cansaço, vômitos e desmaios (74); e dores de cabeça, inflamação na garganta, viroses e doenças respiratórias (52). 

O Huse também somou número significativo de atendimento de pacientes que acessam os serviços da unidade hospitalar com reclamações de picadas de insetos (escorpiões), mordida de animais (cães, gatos e ratos), pressão baixa, pressão alta, anemia, cólica menstrual, hemorroida, alergia, diabetes, dor nos olhos, dor de dente, dor no ouvido, entre outros.

Projeto piloto fortalece vínculo entre pacientes neurológicos do CER IV 

A iniciativa contou com a participação de pacientes com sequelas de perfil funcional similar após o Acidente Vascular Encefálico 

O processo de reabilitação em pacientes que sofreram um Acidente Vascular Encefálico (AVE) envolve a adoção de um cuidado integral, com um olhar amplo e multidisciplinar para a atuação em diversos aspectos, entre eles o físico, cognitivo, emocional e social. A partir desta realidade, o Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino –  CER IV, equipamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), desenvolveu o projeto piloto chamado “Avançar, Viver, Enfrentar” – Grupo AVE, voltado para os pacientes neurológicos que apresentam sequelas de perfil funcional similar após o AVE.

A iniciativa teve como principal objetivo fomentar um espaço de reabilitação que promova integração, com incentivo às reflexões, às vivências e à compreensão da saúde enquanto campo biopsicossocial. Além disso, visa proporcionar um ambiente de aprendizagem e de troca de saberes com abordagem multidisciplinar, visando reforçar ou implementar os cuidados diários, exercícios terapêuticos, autonomia e protagonismo de cada paciente no processo de reabilitação. 

Durante nove semanas, os pacientes foram acompanhados por uma equipe de intervenção composta por profissionais das áreas de Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, Enfermagem e Fonoaudiologia, além de acadêmicos do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Sergipe. 

Entre os participantes do projeto piloto está o senhor Benedito Jesus que, há quatro anos, foi acometido por um AVE. No CER IV, o usuário é assistido há quase um ano e realiza sessões de fisioterapia. “Antes de todo esse processo, tinha grandes dificuldades de locomoção, principalmente de fazer minhas atividades diárias. Atualmente, consigo andar sem ajuda, cozinho sozinho, faço minhas refeições sem auxílio. Tudo isso foi graças ao meu processo de reabilitação. Com esse projeto, conheci outras pessoas, compartilhamos conhecimentos e experiências, dançamos, cantamos, enfim, foi muito bom participar”, enfatizou.      

Dinâmicas de integração, circuito funcional, exercícios em grupo e espaços de discussões em diversas temáticas fizeram parte dos encontros. Além de fortalecer o vínculo entre os pacientes, o grupo AVE também fomentou a autonomia e estimulou as potencialidades dos usuários. 

Sobre o AVE

Segundo o Ministério da Saúde, o AVE se configura como uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. A doença, que acomete mais o público masculino, possui grandes chances de recuperação completa se diagnosticada de forma mais rápida, além da realização de um tratamento adequado da patologia. Entre os diversos fatores que aumentam a probabilidade de ocorrência de um AVE estão a hipertensão, obesidade, diabetes tipo 2 e o sedentarismo.

Hemose fecha no feriado de Corpus Christi e abre na sexta-feira para doação de sangue

A abertura visa atender doadores para manutenção dos estoques de sangue após o feriado

Em virtude do feriado de Corpus Christi, o  Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), informa que nesta quinta-feira, 8, o serviço de doação de sangue e o atendimento ambulatorial não funcionam. A unidade reabre na sexta-feira, 9, das 7h às 12h, para a manutenção dos estoques de sangue. 

No sábado, 10, e domingo, 11, o Hemose não tem expediente. Já na segunda-feira, 12, a unidade retorna ao atendimento regular, das 7h às 12h. 

A abertura do hemocentro após feriados, tem como objetivo realizar a manutenção dos estoques dos sangues O, A, B e Ab positivo e negativo. Vale ressaltar que a liberação de sangue e hemocomponentes para atendimento transfusional na rede hospitalar do Estado, funciona em regime de plantão, 24 horas.

Doação

Para doar, o voluntário precisa estar bem de saúde, ter entre 16 a 69 anos de idade, pesar acima de 50 kg e portar documento de identificação oficial e original. O público menor de idade deve apresentar um termo de autorização assinado pelos pais ou responsável legal.

No ato da doação é coletado no máximo 450 ml de sangue. Por isso, é importante alguns cuidados como, descansar pelo menos seis horas e não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem o procedimento.

Mais informações através dos telefones (79) 3225-8039 e 3259-3174 ou pelo e-mail: ssocial.hemose@fsph.se.gov.br.

Samu 192 Sergipe realiza mais de 60 atendimentos no Arraiá do Povo 

Em quatro dias de festa, as equipes atenderam pacientes com abuso de álcool, desmaios e dores de cabeça 

 A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe), instalou um Posto Médico Avançado, a fim de prestar atendimento de qualidade e ágil à população que curtindo os 30 dias de forró no Arraiá do Povo. Nos quatro primeiros dias de festa, foram contabilizados 66 atendimentos, entre eles, ocorrências clínicas e traumáticas.  

O posto tem uma excelente resolutividade, visto que, de todos os atendimentos realizados, apenas dois pacientes necessitaram de remoção. De acordo com a enfermeira da Assessoria Técnica do Samu 192 Sergipe, Cintia Guerra, até o momento, a maioria dos atendimentos foram clínicos e com predominância de pacientes do sexo feminino, jovens entre 21 e 39 anos.   

“Os motivos mais frequentes de buscar pelo atendimento foram abuso de álcool, síncope (desmaio) e cefaleia (dor de cabeça), ou seja, causas clínicas. As ocorrências de trauma (queda da própria altura), foram removidos de viatura de Suporte Básico para o Hospital Fernando Franco com suspeita de fratura para avaliação radiológica e ortopédica”, explicou a enfermeira.  

A técnica em enfermagem, Eduarda Ferreira, teve uma dor de cabeça e ficou em observação no Posto do Samu 192 Sergipe. “Desde quando eu acordei, não estava me sentindo muito bem. Mesmo assim, fui trabalhar para fazer um dinheiro extra, como atendente. Com o calor, acabou piorando a dor de cabeça. Fiquei sabendo que o Samu 192 Sergipe estava aqui no Arraiá do Povo e fui ser examinada. Eles me atenderam muito bem. Eu acho de suma importância, porque se não estivesse o Posto aqui, teria que pegar trânsito, e com dor, fica tudo mais complicado. Agora estou me sentindo melhor com a medicação e repouso”, contou. 

Equipes reforçadas 

O Posto Médico Avançado do Samu 192 Sergipe é porta aberta e contém um leito de estabilização e seis leitos de observação com equipamentos de UTI móvel para um atendimento eficaz e seguro. Serão doze profissionais por noite, envolvidos no atendimento do posto. A equipe é composta por funcionário administrativo, condutor, médico, enfermeiro e técnicos de enfermagem.   

O Samu 192 Sergipe, fornece um estágio extracurricular para estudantes. O acadêmico de medicina, João Victor Gomes, está como estagiário do Samu 192 Sergipe, e contou que é uma excelente oportunidade para aprimorar os conhecimentos. “O estágio extracurricular proporciona ao banana (alcunha carinhosa dos estagiários) a rica vivência do atendimento pré-hospitalar para estudantes de enfermagem e de medicina, permitindo um campo de prática único. Sou extremamente grato a essa oportunidade, pela experiência e por tanto aprendizado. Além de acompanharmos os atendimentos nas bases, ainda podemos atuar nas festividades, como o São João, onde o Samu 192 Sergipe, também se faz presente”, declarou o estudante.  

Durante o período junino, o Samu 192 Sergipe prestará apoio às festas, com postos médicos nos locais. Há também a disponibilização de Unidades de Suporte Básico (USBs) e Motolâncias nos municípios sergipanos. Além disso, os atendimentos rotineiros não pararam de ocorrer.

Governo de Sergipe investe em recursos próprios para auxiliar seis mil sergipanos a recuperar a visão

‘Enxerga Sergipe’ prevê um investimento de R$ 4,5 milhões para zerar a fila de cirurgias entre as populações dos 74 municípios do Estado

O Governo de Sergipe lançou oficialmente nesta terça-feira, 6, o maior programa de realização de cirurgias oftalmológicas da história do estado. O Enxerga Sergipe é uma iniciativa inédita, que une os esforços do Estado e das prefeituras para oferecer uma força tarefa de serviços voltados a reduzir a fila de espera por cirurgias de catarata e pterígio na população cadastrada no Sistema Único de Saúde (SUS).  O lançamento aconteceu no auditório do Centro de Especializado em Reabilitação José Lionel Aquino (CER IV) e contou com a presença do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri. 

O programa prevê a transferência de cerca de R$ 4,5 milhões diretamente do Tesouro Estadual para as contas municipais, com o objetivo de financiar a contratação dos serviços em clínicas e hospitais conveniados pelas prefeituras. O programa estabelece a distribuição de seis mil procedimentos, número que vai dar uma resposta imediata à demanda reprimida de pacientes que aguardam ansiosamente pela oportunidade de realizar o tratamento. 

“O Lançamento desse programa me enche de felicidade, pois demonstra que estamos no caminho certo para proporcionar dignidade e oportunidades a seis mil sergipanos que poderão recuperar a visão. Estamos fortalecendo nossa parceria com os municípios, o que é de extrema importância, e faremos uma força-tarefa para mitigar esse problema. O investimento feito valerá cada centavo. Embora o programa esteja apenas começando, ele já possui uma força significativa e ainda há muito mais por vir, como o Programa Opera Sergipe, que vai viabilizar mais de 15 mil cirurgias de pequeno porte financiadas pelo estado”, disse o governador, ao destacar a importância do CER IV como um instrumento relevante para a saúde dos sergipanos.

De acordo com ele, a pandemia de covid-19 aumentou a demanda por procedimentos especializados em todo mundo, devido às medidas de isolamento social, que levaram à suspensão de atendimentos e de cirurgias eletivas durante os dois anos de crise sanitária. Com isso, a demanda por procedimentos no sistema público, que já era grande,ficou ainda maior.

“Com sinceridade, transparência e lealdade, vamos construir um novo tempo em Sergipe. A saúde sempre será a nossa prioridade. Temos pressa em criar um futuro melhor, e nosso governo abraça e acolhe o povo”, acrescentou Fábio Mitidieri.

Durante a solenidade, o secretário de Estado da Saúde, Walter Pinheiro, apresentou o Programa aos presentes, explicando como vai funcionar a transferência de recursos, assim como os quantitativos de procedimentos já planejados para cada um dos 74 municípios, levando em consideração as demandas reais de cada localidade. 

“O governo está disponibilizando o maior investimento que já tivemos nesse tipo de procedimento para essa finalidade, em Sergipe. Já existe um fluxo pré-estabelecido de execução com os municípios, através das regiões de saúde do nosso estado, e mais de 6 mil pessoas serão beneficiadas com esses procedimentos que, tenho certeza, proporcionarão um impacto muito positivo na vida das pessoas” disse Pinheiro.

Ele explica que as cirurgias oftalmológicas são de responsabilidade dos municípios, porém a iniciativa do Estado vem justamente para aportar recursos que vão diminuir a fila e o tempo de espera pelo procedimento. Após os 6 mil procedimentos previstos, a responsabilidade pela assistência oftalmológica volta a ser dos municípios, pois trata-se de um procedimento de baixa complexidade. 

Com a execução do Enxerga Sergipe, ficará a cargo dos municípios apenas a identificação e o transporte dos pacientes para as cirurgias. Para ter direito ao benefício, o paciente precisa ser diagnosticado  por um médico oftalmologista, seja em consulta pública ou privada, e procurar a Secretaria da Saúde da cidade que reside, visando ser operado. 

 A prefeita de Capela, Silvany Mamlak, parabenizou o governador Fábio Mitidieri pela execução do programa.  “Quando vemos uma iniciativa como o Enxerga Sergipe, há uma demonstração do quanto o governador Fábio Mitidieri se importa com a população que vive nos municípios, atuando ao lado dos prefeitos, dialogando e trabalhando para melhorar a qualidade de vida da população. Esse modo de atuação, para nós, é muito importante. Aproxima os municípios da administração estadual, tendo melhor percepção das demandas e, desta forma, é possível convertê-las em ações, a exemplo deste importante programa”, disse.

Catarata e Pterígio 

A catarata é a perda de transparência da lente natural dos olhos em que a visão fica opaca. Já o pterígio é uma degeneração na membrana transparente do olho denominada de conjuntiva.

O procedimento cirúrgico considerado de baixa complexidade, é realizado com anestesia local e leva, em média, meia hora.

Última atualização em 7 de junho de 2023 ás 07:15.