Atenção às crianças com microcefalia é tema de oficina do Ministério da Saúde
Na oficina em que técnicos do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Estado da Saúde (SES) discutiram novas estratégias de monitoramento da microcefalia em Sergipe, com destaque para a Rede Estadual de Saúde e a integração com os municípios. A oficina, iniciada na manhã de quinta-feira, 11, segue por toda a sexta-feira, 12, no auditório da SES.
O plano estadual de ação foi criado com base no que foi elaborado pelo MS, após a declaração internacional de emergência por conta da epidemia de Zika, vírus transmitido pelo Aedes aegypti e, a partir da epidemia, o nascimento de crianças com microcefalia em Sergipe. A SES traça a esquematização da rede de saúde, desde a parte materno infantil até a reabilitação contínua da criança, destacando os cinco municípios prioritários, onde os casos de microcefalia são mais recorrentes: Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana, Lagarto e Itabaianinha.
Segundo a referência técnica da Rede Estadual de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RECPcD) da SES, Alynne França, a proposta do MS destacada na ocasião é de que sejam realizadas oficinas com os gestores municipais da saúde e suas equipes para que, avaliados os recursos disponíveis para a reabilitação de crianças com microcefalia, esse trabalho também possa ser realizado na Rede Atenção Básica, em cada município sergipano.
“Essas crianças precisam ser assistidas no território pela Atenção Básica, para que a SES consiga visualizar a situação delas e das respectivas famílias. É necessário saber o que os municípios dispõem na área da saúde para oferecer a essas famílias para que não haja necessidade contínua de deslocamento das mesmas para a capital em busca do tratamento de reabilitação”, destacou Alynne.
O tratamento destinado a reabilitação das crianças com microcefalia é realizado na capital n o Hospital Universitário (HU), que atende bebês das seis regiões de saúde (Estância, Propriá, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, Lagarto e Nossa Senhora do Socorro); a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), que em seu Ambulatório de FollowUp destina tratamento exclusivamente para bebês nascidos nesta unidade, até os três anos de idade.
Além dessas, a CER II, que atende crianças dos oito municípios da região de Aracaju (Aracaju, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras, Riachuelo, Divina Pastora, Itaporanga D’Ajuda e Santa Rosa de Lima). Embora haja a necessidade de que a Atenção Básica dê suporte a essas famílias, o Governo do Estado através da SES mantém seus esforços para, juntos, gerarem maior possibilidade de atenção em saúde.
“A MNSL possui ambulatório de recuperação de alto risco, e como acompanha crianças até os três anos, há necessidade de estimulação contínua nelas. O plano vem para, através da motivação feita aos municípios para oferta de tratamento, motivar a mãe a não desistir da oferta de cuidados em saúde para a criança com necessidades especiais. Esse suporte, ora pode ser dado através de um transporte que as conduza para a capital ou mesmo através do suporte local em saúde exercido pela Atenção Básica do município”, revelou a gerente do Ambulatório de FollowUp, Magda Dórea.
No próximo mês será a vez de técnicos da rede básica de saúde dos 75 municípios sergipanos participarem da oficina. Serão cinco reuniões para tratar das recomendações e ações estratégicas, preconizadas pelo Ministério da Saúde para o monitoramento da microcefalia em Sergipe.

Nesta sexta-feira, 12, a oficina de sensibilização do Ministério da Saúde para técnicos da SES será finalizada
Publicado: 12 de maio de 2017, 13:17 | Atualizado: 12 de maio de 2017, 13:17