Assistentes Sociais realizam I Seminário do Serviço Social do Huse 

O Brasil é o segundo país no mundo com maior número de assistentes sociais. Pensando nisso, dentro da programação da 89ª Semana de Enfermagem do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), o quarto dia do evento foi marcado por uma homenagem ao Dia do Assistente Social que foi celebrado no dia 15 de maio, para isso, foi realizado na tarde desta quinta-feira, 16, no auditório do hospital, o I Seminário do Serviço Social no Huse. O evento contou com palestras, mesa redonda e homenagens aos profissionais desta categoria.

O superintendente do Huse, Darcy Tavares, homenageou os profissionais e destacou a importância deles para a humanização e acolhimento do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) que busca a assistência no Huse. “Quero parabenizar a todos e aproveitar para a gente reforçar a ideia que a gestão interna tem com relação a todos nós que compomos o funcionamento do Huse. Nós temos um entendimento de que esse hospital é um todo, como se fosse um corpo humano e que precisamos funcionar harmonicamente senão não alcançamos o objetivo que desejamos. Todas as categorias que compõe o Huse são importantes e a gente tem procurado nesse ano que estamos aqui, cumprir a missão que nos foi dada de tornar o atendimento no Huse mais humanizado e o serviço social impacta com uma participação importante e relevante. Eu sei que durante esse ano nós tivemos um trabalho intendo e avançamos em muitas coisas e em muitas áreas e estamos começando a trabalhar com a Área Azul e precisamos do apoio e da colaboração de todo o serviço social do hospital. Vamos estabelecer uma estratégia conjunta de como melhorar esse atendimento fazendo a nossa parte e o serviço social vai ajudar e muito. Parabéns a todos os assistentes sociais pelo trabalho desenvolvido e conto com vocês”, enfatizou o superintendente.

Para a abertura das palestras, o assistente social e diretor do Sindicato dos Assistentes Sociais, Ancelmo Menezes, levou alguns esclarecimentos para a categoria. “Eu atuo nos movimentos sindicais e vim trazer um pouco do esclarecimento do trabalho realizado diante de todo esse momento de situação de crise e retrocesso que estamos vivendo. Pontos como acordo coletivo para que os sindicatos da saúde possam se organizar de forma unificada e sempre juntos. Estamos conseguindo e com proposta encaminhada para discussão e queremos também retomar a mesa de negociação do SUS, a questão da insalubridade, entre outros pontos. Trouxe esclarecimentos para o trabalhador dialogando e sem radicalização”, pontuou.

Palestras

A primeira palestra contou com o tema “Os desafios do serviço social na contemporaneidade”, ministrada pela professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Vânia Carvalho Santos. ”Estamos vivendo um momento extremamente difícil de contra reforma e isso repercute diretamente não apenas no serviço social, mas, do ponto de vista de todos os trabalhadores e de todas as políticas, principalmente, a política de saúde, pois, ela acaba refletindo outras políticas não resolvidas, a exemplo da previdência e assistência jurídica. O Huse representa um espaço sócio ocupacional importante e por sua vez, reflete o que se passa na sociedade, a medida que o desemprego e o índice de criminalidade vão aumentando, o agravamento de algumas doenças vão ocorrendo e elas vão parar aqui no Huse e em outras instituições que cuidam da saúde. A minha palestra foi voltada para esses rebatimentos e como os assistentes sociais vão atuar diante dessa conjuntura tão adversa”, explicou.

Em seguida foi a vez da mesa redonda com o tema “Os desafios da equipe de saúde frente a assistência a grupos vulneráveis”, ministrada pela psicóloga da Ala 400, Tatiane Carvalho e a assistente social da Prefeitura de Aracaju, Liliane Araújo.o interessante onde destacamos os grupos vulneráveis, na realidade eles estão em todos os lugares e aqui no Huse que é porta aberta e um hospital de urgência e que recebe casos de violência de todas as formas como a violência doméstica, criança e adolescente, idosos, todos eles fazem parte desse grupo e o papel do assistente social é muito importante, já que a família chega muito fragilizado, então, o trabalho do psicólogo é dar o apoio e suporte emocional, além de encaminhar e orientar a família onde eles vai procurara esse atendimento fora daqui”, esclareceu a psicóloga Tatiane.

Já a assistente social da Prefeitura de Aracaju, Liliane Araújo, destacou a abrangência desses grupos. “Grupos vulneráveis têm uma abrangência muito grande, são mulheres, idosos, adolescentes, comunidade LGBT, então, um dos maiores públicos aqui do Huse e a gente têm uma ideia ainda de grupos vulneráveis tendo recorte econômico, mas, não é só isso, tem muitas questões envolvidas como a questão familiar, social, vínculos sociais e familiares dessa pessoa e às vezes não passam apenas pela vertente econômica”, pontuou.

Compromisso

Atuar diretamente nas políticas sociais com o compromisso de defender e garantir os direitos da população é um dos papéis do assistente social. No Huse, são 56 profissionais distribuídos nos três turnos e divididos nos mais diversos setores do hospital como o Internamento, Pronto Socorro, Unidade Pediátrica e Centro de Oncologia. O Huse é a única unidade de saúde do Estado que dispõe do Serviço Social atendendo no período de 24 horas.

A referência técnica do serviço Social do Huse, Camila Plínio, destacou a representatividade do dia do assistente social e a luta pela garantia de direitos. “O dia 15 de maio é muito representativo para o Serviço Social, porque a nossa bandeira é uma bandeira de luta da classe trabalhadora que esse ano traz como lema a luta contra o racismo e a gente traz o desdobramento do racismo dentro da saúde, então, esse primeiro seminário é a porta de acesso para os assistentes sociais e os profissionais do hospital para que a gente possa levar esse trabalho não só com a categoria, mas, com os outros trabalhadores, pacientes e acompanhantes, fazendo com que o serviço Social atue na garantia desses direitos”, explicou.

Para quem participou do seminário aprovou a iniciativa, como é o caso da assistente social do Huse, Goreti Figueiredo, que já faz parte da casa desde a fundação do hospital, há 32 anos. Ela destacou os avanços na qualidade do atendimento. “É uma profissão que acolhe, melhorando a autoestima do paciente e familiares, além de intermediar as relações e as necessidades dos pacientes, a realidade das famílias, dando apoio social e psicológico. Nos últimos anos, o Huse tem avançado na qualidade do atendimento e isso é muito importante para os usuários e profissionais”, destacou.

Publicado: 16 de maio de 2019, 18:06 | Atualizado: 16 de maio de 2019, 18:18