Assistência continuada: mais de 10 mil atendimentos foram realizados este ano no Ambulatório de Follow UP

 

Por Júnior Matos  

Ofertar assistência continuada aos bebês que nascem de forma prematura na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL). Esta é missão do Ambulatório de Retorno do Recém-nascido de Alto Risco (follow-up), unidade que faz da MNSL e está instalada no antigo prédio da Maternidade Hildete Falcão Batista, tendo iniciado suas atividades há mais de 10 anos.

 

Somente em 2016 (janeiro a novembro), o ambulatório somou 10.057 atendimentos em todas as especialidades (serviços de Pediatria, Fisioterapia, Serviço Social, Oftalmologia, Mapeamento de Retina, Neurologia, entre outros).

 

No setor é oferecido todo o suporte necessário para o acompanhamento dos bebês. Entre as atribuições está a realização dos exames físicos completos da criança, tomando como referência básica o grau de desenvolvimento dela.

 

“O ganho de peso, o comprimento e o perímetro cefálico, levando em conta a idade gestacional corrigida, e o equilíbrio psicoafetivo entre a criança e a família também, são outras ações desenvolvidas no Follow UP”, pontua a gerente do Ambulatório, Magdá Dórea.

 

Com base na Política Nacional de Humanização Perinatal (assistência materno-infantil), o Follow Up garante suporte aos bebês. O serviço também contribui no apoio da manutenção de rede social e familiar, corrigindo as situações de risco, sinais de refluxo, infecção e apneias, e ainda, orienta e acompanha os tratamentos especializados, sempre dos primeiros dias de vida até os dois anos de idade do bebê.

 

Etapas

 

O Follow UP atua no Regime ‘Porta Aberta’, de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde. Para ter acesso, o bebê tem que ter nascido de forma prematura na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e assistido pelo Método Canguru. “Logo após a alta, a criança recebe o encaminhamento ao Ambulatório. No local, ela recebe o primeiro atendimento/avaliação do pediatra, que é o responsável por indicar o tratamento. Tudo isso acontece de forma individualizada e confortável para mães e bebês”, detalha Magdá.

 

A pequena Maria Joana é uma das crianças assistidas pelo Follow UP. A mamãe dela, Islaine Santos, conta que a menina nasceu prematura. “Logo após o parto, primeiramente minha filha foi encaminhada para Utin. Em seguida, ficamos internadas no Método Canguru, para ganho de peso dela. Agora, estamos nesta etapa muito boa. Maria Joana está forte saudável e acompanhada por uma equipe de profissionais exemplar”, falou.

 

No ambulatório de Follow UP também são ofertados cuidados aos bebês nascidos com Microcefalia. “Aqui, oferecemos atendimento em diversas especialidades médicas, como Oftalmologia, Neurologia, Fisioterapia e Pediatria, além das consultas de Enfermagem, Psicologia e Serviço Social”, finalizou a gerente.

 

 

História

 

A Organização dos Programas de Follow UP surgiu da necessidade de acompanhamento dos bebês de risco, oriundos das UTIs neonatais que, com todo avanço médico e tecnológico da década de 90, proporcionou a sobrevivência de recém-nascidos com peso e idade gestacional cada vez mais baixos.

 

No Brasil, os ambulatórios de Follow Up foram reconhecidos pelo Ministério da Saúde (MS) como política fundamental de atenção ao recém-nascido prematuro, juntamente com “Método Canguru”, em 1999. O Estado de Sergipe foi o segundo do Brasil a ter prática instituída, no ano de 2002, ainda na Maternidade Hildete Falcão Baptista.

 

Publicado: 15 de dezembro de 2016, 16:27 | Atualizado: 15 de dezembro de 2016, 16:27