Vigilância Epidemiológica Estadual debate coordenadores dos municípios da região de Estância

Por Júnior Matos

Fotos: Júnior Matos

Com o objetivo de munir com informações técnicas e possibilitar um maior conhecimento das ações desenvolvidas nos municípios, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) promove até o dia 22 de fevereiro, o acolhimento (reunião estratégica) com coordenadores de Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica municipais.

Nesta quinta-feira, 16, participaram gestores e coordenadores dos 10 municípios que compõem a região de saúde de Estância (Arauá, Boquim, Estância, Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha, Umbaúba, Tomar do Gerú, Pedrinhas, Santa Luzia Intanhy).

Já participaram gestores das regionais de saúde Aracaju, Lagarto e Nossa Senhora da Glória. Até a próxima semana, participarão os coordenadores da região de Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana e Propriá.

“Muitos coordenadores são novos nestas pastas. Nosso foco é apresentar as ações já desenvolvidas pelo Estado e destacar a importância do papel de cada gestor de Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica para o município ou região”, destacou a coordenadora estadual da Atenção Básica, Áurea Torres.

Na ocasião, também foram discutidas a elaboração de programas assistenciais e o reforço do monitoramento dos indicadores. “É através destas diretrizes que iremos reforçar os processos de trabalho, traçar estratégias como forma de solucionar problemas assistenciais de maneira eficiente”, reforçou a coordenadora.

As atribuições dos coordenadores também foi pauta da reunião. “A Atenção Básica é responsável pela manutenção e desenvolvimento das ações realizadas com as equipes de Saúde da Família. Já a Vigilância Epidemiológica é responsável pela avaliação e monitoramento dos indicadores de saúde (mortalidade infantil, sífilis congênita que estão sendo os assuntos mais discutidos pelo Ministério da Saúde atualmente). O trabalho em conjunto fortalece a assistência e contribui para a elaboração de novas ações na cidade ou região”, ressaltou Áurea.

Microcefalia

As notificações e casos confirmados de Microcefalia são monitorados pela Vigilância Epidemiológica. “As crianças portadoras da Microcefalia tem que ter acompanhamento constante. As consultas de segmento estão entre um dos principais fatores. O transporte sanitário delas para os centros de referência para atendimento localizados em Aracaju é de responsabilidade dos municípios”, enfatizou a gerente do Núcleo de Doenças Transmissíveis da SES, Mércia Feitosa.

O monitoramento das arboviroses também foi citado durante a reunião. “Como vinculamos essas doenças à Microcefalia, realizaremos um maior controle para que os índices de infestação continuem baixos para evitar novos casos”, complementou a gerente.

Para a coordenadora de Atenção Básica do município de Boquim, Simone Fontes, “todas as informações passadas durante a oficina contribuem para o fortalecimento das ações do SUS no município”.

Publicado: 17 de fevereiro de 2017, 11:58 | Atualizado: 17 de fevereiro de 2017, 11:58