Dia Mundial da Voz: SES orienta sobre preservação e alterações
No ‘Dia Mundial da Voz’, comemorado nesta segunda-feira – 16 de abril, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama a atenção da população para os cuidados que visam preservar a voz e a atenção devida às alterações vocais, que podem ser sinais de diversas patologias. A primeira celebração em homenagem à voz surgiu no Brasil, em 1999, porém só ganhou destaque mundial a partir de 2003, quando passou a ser comemorada nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
Especialista em audiologia, a fonoaudióloga Thaise Barreto alerta para a necessidade de manter hábitos vocais saudáveis. Segundo ela, é dever de cada indivíduo adotar hábitos de higiene vocal, se a intenção é manter a voz em condições satisfatórias e prevenir o aparecimento de doenças no trato vocal.
“É preciso evitar tossir e pigarrear, considerando que se houver vontade constante, o ideal é recorrer a um especialista, uma vez que esse indivíduo pode estar com problemas gástricos. Torna-se necessário ainda evitar gritos, falar muito, falar cochichando ou sussurrando. Além dessas orientações, a alimentação saudável e a ingestão excessiva de água trazem grandes benefícios para a qualidade da voz”, explicou a especialista.
Thaise Barreto constata que, no geral, as pessoas não cuidam da própria voz. “Comumente, não há uma preocupação em evitar desgaste vocal ou em manter a voz saudável. Isso acontece, principalmente, entre indivíduos que não a utilizam essa ferramenta de comunicação mais intensivamente, como instrumento de trabalho. Como costumamos dizer que a voz é o espelho da alma, ela tende a expressar sentimentos, emoções e personalidade, por isso é uma ferramenta importante nesse processo de comunicação”, acrescentou.
Fonoaudiologia
A atuação do fonoaudiólogo está diretamente ligada aos aspectos relacionados à saúde vocal. O profissional, não só avalia a voz do indivíduo em vários aspectos, considerando anatomia, qualidade vocal, uso social e profissional, como também analisa a maneira com que o indivíduo se enxerga com sua voz.
O cidadão que faz uso de acompanhamento profissional dessa natureza tem acesso a um plano terapêutico específico e personalizado, que conta com exercícios variados e monitorados, visto que alterações vocais exigem exercícios específicos. Torna-se relevante, portanto, a execução apropriada de exercícios vocais. Do contrário, inadequações nesse processo podem repercutir em prejuízos para a voz, daí a importância do acompanhamento profissional.
“Todos, sem exceção, precisam estar atentos aos cuidados com a voz, visto que uma dada alteração pode representar sinal de doenças mais graves. No entanto, profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho precisam de um cuidado diferenciado, devem estar em acompanhamento com fonoaudiólogo e realizando exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal, quando necessário. Caso haja alguma mudança na voz, é preciso recorrer ao fonoaudiólogo e a um médico otorrinolaringologista”, concluiu Barreto.
Rede Estadual de Saúde
Na Rede Estadual de Saúde, o fonoaudiólogo atua no âmbito hospitalar, mais especificamente junto aos pacientes crônicos e em estado crítico, em unidades, como o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL). O papel desses profissionais é fundamental para a reabilitação de pacientes com dificuldades de deglutição e após uso de sonda e intubação orotraqueal, além de outros casos.
Na Rede de Serviços SUS (Sistema Único de Saúde), o trabalho do fonoaudiólogo é de responsabilidade da gestão municipal, através da contratualização de serviços, utilizando-se da Programação Pactuada Integrada (PPI). Outro serviço onde esse profissional está inserido é na atenção integral a pessoas, através de instituições, como Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Hospital Universitário (HU) e Centro de Integração Raio De Sol (Ciras), que atende pacientes como referência estadual, porém habilitado no território de Aracaju sob gestão plena.
O Centro Especializado em Reabilitação tipo IV (CER IV), que está sendo construído no Centro Administrativo Augusto Franco, no bairro Capucho, e que será destinado a pessoas com deficiência física, auditiva, intelectual e visual, atenderá a todo o Estado, oferecendo atendimento de diversas especialidades, conforme a necessidade de cada paciente. Haverá na unidade clínica médica, por exemplo, ale do fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, oftalmologista, gastroenterologista, fisiatras, profissionais de educação física, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e musicoterapeutas, entre outros.
Publicado: 16 de abril de 2018, 19:01 | Atualizado: 16 de abril de 2018, 19:01