Hospital do Câncer de Sergipe inicia atendimento ambulatorial de cabeça e pescoço e amplia assistência especializada

A partir de agora, o atendimento ambulatorial da especialidade passa a ser realizado integralmente na unidade, contando com uma equipe composta por 13 médicos especialistas em cirurgia de cabeça e pescoço

O Hospital do Câncer de Sergipe Governador Marcelo Déda Chagas (HCS), equipamento gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES), deu início nesta sexta-feira, 27, aos atendimentos ambulatoriais de cabeça e pescoço, ampliando a oferta de serviços especializados na rede pública estadual. A ampliação da assistência representa um avanço significativo ao garantir assistência qualificada e multidisciplinar ao longo de toda a linha de cuidado oncológico. 

 O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, destacou que a unidade tem desempenhado um papel fundamental na ampliação do acesso ao tratamento oncológico no estado. “Estamos garantindo acompanhamento contínuo, estrutura adequada e acolhimento aos pacientes, com a oferta de atendimentos ambulatoriais clínicos para adultos, procedimentos quimioterápicos e, agora, o ambulatório de cabeça e pescoço. Esse conjunto de serviços fortalece a nossa rede e assegura um cuidado cada vez mais completo e humanizado à população sergipana”, destacou. 

 A partir de agora, o atendimento ambulatorial da especialidade passa a ser realizado integralmente na unidade, contando com uma equipe composta por 13 médicos especialistas em cirurgia de cabeça e pescoço. De acordo com o coordenador de Implantação de Serviços do HCS, o médico Roberto Gurgel, a implantação do novo serviço permite maior celeridade na realização de biópsias, confirmação de diagnósticos e na estrutura de cirurgia ambulatorial que está sendo integrada ao setor. 

 “A nova estrutura já representa um avanço significativo na organização da rede e no cuidado com os pacientes. A mudança reduz o tempo de espera e garante mais eficiência no encaminhamento dos casos. A expectativa é que o hospital amplie ainda mais os serviços com a chegada do ambulatório de oncologia cirúrgica. O intuito é integrar as especialidades e oferecer um atendimento mais completo dentro da própria unidade”, destacou o coordenador. 

 Acolhimento qualificado

 Entre os pacientes atendidos pela unidade está Elisabeth de Jesus, que convive com o câncer de pele há mais de dez anos. Em seu primeiro atendimento no Hospital do Câncer de Sergipe, ela compartilhou que a doença começou com uma manchinha na beira do olho. “Desde então, fiz cirurgias, segui em acompanhamento e, mesmo com novos casos ao longo dos anos, todos foram tratados com sucesso. Hoje, iniciando atendimento no Hospital do Câncer de Sergipe, estou confiante e muito satisfeita com o acolhimento e a estrutura que tenho recebido na unidade”, relatou. 

 Quem também recebeu seu primeiro atendimento no ambulatório foi Maria Luiza Barbosa, diagnosticada com câncer de pele. “Para mim, tem sido uma experiência excelente estar aqui. Achei o hospital muito bom, porque ele tem avançado bastante na assistência especializada para a população sergipana. Hoje, o câncer é uma doença que atinge muitas pessoas, então ter um espaço como esse, com essa estrutura, faz toda a diferença. A estrutura é excelente, o atendimento também. O Governo do Estado está de parabéns por proporcionar um hospital como esse para quem precisa. É muito importante ter um lugar assim para cuidar da gente nesse momento tão delicado da vida”, disse. 

 Acesso

 A porta de entrada para o serviço ocorre por meio de triagem presencial, realizada a partir de encaminhamentos dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) e também de demandas internas oncológicas. Já nessa etapa inicial, o paciente sai com a data da primeira consulta agendada, além da solicitação dos exames necessários para a investigação diagnóstica, o que contribui diretamente para a celeridade do processo assistencial.

 Após a primeira avaliação médica, os pacientes seguem fluxo assistencial conforme a necessidade clínica, incluindo encaminhamentos para procedimentos cirúrgicos. Nos casos indicados, é realizado o agendamento de biópsias, etapa fundamental para confirmação diagnóstica e definição terapêutica.

Fotos: Felipe Goettenauer

Publicado: 27 de março de 2026, 16:05 | Atualizado: 27 de março de 2026, 16:05