Lacen/SE adota exame de PCR para leptospirose e amplia diagnóstico da doença
Nova metodologia aumenta a sensibilidade dos testes, permite identificação precoce e fortalece a vigilância epidemiológica em períodos de maior risco
O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE), unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), passou a realizar, neste mês de março, pela primeira vez na rotina laboratorial do estado, exames de PCR para a detecção da leptospirose.
O exame de PCR busca identificar a presença da bactéria de forma precoce, o que é essencial para evitar complicações da doença, que pode evoluir para quadros graves se não tratada a tempo, como destacou a gerente do Laboratório de Biologia Molecular do Lacen/SE, Gabriela Vasconcelos. “A principal diferença é a sensibilidade, já que o PCR consegue identificar o DNA da bactéria antes mesmo da produção de anticorpos. É feito o PCR para tentar identificar a bactéria na fase aguda, do primeiro ao sétimo dia do início dos sintomas”, explicou.
Ainda de acordo com a gerente, a adoção do PCR diminui o tempo de resposta e traz impactos diretos no tratamento dos pacientes. “O resultado é liberado em até cinco dias após a data de recebimento no Lacen. Isso permite a identificação precoce da infecção, aumentando a efetividade do tratamento”, pontuou.
Outro ponto importante é que a nova metodologia torna mais ágil e preciso o enfrentamento da doença, especialmente em períodos de maior incidência. “A Vigilância Epidemiológica pode averiguar o surgimento de casos em determinadas áreas, agindo na prevenção da propagação da doença”, destacou Vasconcelos.
A implementação do exame no Lacen/SE foi viabilizada após capacitação técnica e apoio do Ministério da Saúde, com fornecimento de insumos e treinamento. A iniciativa reforça o compromisso do estado em modernizar os serviços laboratoriais e ampliar a capacidade de resposta frente à doença que costuma registrar aumento de casos durante o período chuvoso.
A doença
A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida principalmente pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de animais infectados, sendo mais comum em períodos chuvosos. Entre os sintomas estão febre, dor muscular, dor de cabeça e, em casos graves, complicações renais e hepáticas.




Fotos: Ascom FSPH
Publicado: 27 de março de 2026, 09:10 | Atualizado: 27 de março de 2026, 09:10