Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido promove encontro com crianças com síndrome de Down
A unidade acompanha uma média de 20 bebês com a síndrome de Down
O Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo, unidade vinculada à Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) promoveu, pela primeira vez, um encontro de bebês com síndrome de Down, reunindo seus familiares e profissionais da unidade para conversar sobre a saúde e o direito dessas crianças. A ação ocorreu nesta quarta-feira, 25, em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado no dia 21 de março.
De acordo com a gerente do Ambulatório, Glória Barros, a unidade atende cerca de 20 crianças com a síndrome, e elas têm alguns direitos que, muitas vezes, as mães ou responsáveis desconhecem. Por isso, a ideia dessa ação, que reuniu profissionais como nutricionistas, cardiologistas e fisioterapeutas que têm o cuidado diário com essas crianças. “Preparamos este momento de orientação de direitos como inclusão plena, recusa de matrícula nas escolas, isenção de impostos na compra de automóveis, orientações de alimentação saudável e da saúde do coração, como também, de descontração com os Palhaços de Propósitos que, como sempre, estão presentes no Ambulatório. Nosso maior objetivo foi fazer com que essas essas mães se sintam apoiadas, sabendo que os filhos delas são importantes para nós”, ressaltou.
A nutricionista Míriam Duarte explicou que a criança com síndrome de Down, pode ter algum distúrbio metabólico, pode desenvolver algum distúrbio da tireoide ou algum problema cardíaco.”Em muitos casos, precisamos fazer um controle alimentar, um controle de calorias e gorduras, orientando as mães sobre uma alimentação mais saudável, equilibrada, rica em fibras, vitaminas e minerais, com uma gordura de boa qualidade, orientando qual o melhor tipo de carboidrato que vai ser utilizado para, justamente, essas crianças crescerem saudáveis, mantendo bons hábitos alimentares”, detalhou.
De acordo com a cardiologista Viviane Paixão, mais da metade dos bebês com síndrome de Down podem apresentar algum tipo de cardiopatia congênita. “É uma prevalência alta. Então, isso mostra que precisamos ter um olhar atento e um cuidado a mais para esses pequenos corações. Quando há uma suspeita durante o pré-natal que o feto tenha a trissomia do 21, deve ser referenciado para avaliação cardiológica. E, uma vez que o diagnóstico seja feito, deve iniciar todo o planejamento na sequência para o acompanhamento que será preciso após o nascimento. Na maioria dos casos, os bebês com essa síndrome vão precisar de uma cirurgia no coraçãozinho antes do sexto mês de vida, por isso é muito importante frisar a necessidade de fazer o pré-natal”, informou.
Para a mãe da pequena Maria Alice, de 1 ano, Andressa Santos Silva, é muito importante para o desenvolvimento da menina o acompanhamento no Ambulatório. “Aqui ela tem atendimento da pediatra, da cardiologista, da neurologista, do fisioterapeuta. Enfim, é de suma importância o tempo que ela passa aqui fazendo o tratamento porque nós temos todo o apoio”, ressaltou.
Rosângela Santos Souza, mãe do pequeno Antônio Samuel, de 8 meses, que nasceu prematuro e com síndrome de Down, contou que o filho vai precisar passar por uma cirurgia no coração e ela está bastante ansiosa. “Me sinto acolhida aqui. Há cinco meses trago meu filho para o tratamento e percebo a evolução dele. Os profissionais são muito bons e ainda fazem um momento de descontração como este para nós. Acho aqui tudo muito bom”, destacou.




Fotos: Ascom SES
Publicado: 25 de março de 2026, 18:29 | Atualizado: 25 de março de 2026, 18:30