SES participa do X Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Sergipe

Evento reúne gestores e profissionais para discutir regionalização, inovação e governança no fortalecimento do Sistema Único de Saúde nos territórios sergipanos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) participou na quinta-feira, 3, da abertura do X Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Sergipe (Cosems/SE). O evento teve como tema central ‘Regionalização, Inovação e Governança: construindo um SUS mais integrado, resolutivo e sustentável nos territórios’, reunindo gestores, profissionais e representantes da área da saúde para promover o diálogo e o compartilhamento de estratégias voltadas ao aprimoramento da gestão e da assistência no Sistema Único de Saúde (SUS). A programação segue até sábado, 5.

Durante o congresso, estão sendo discutidos temas estratégicos para o desenvolvimento das políticas públicas de saúde e a articulação entre estado e municípios. Entre os assuntos abordados está a Rede de Atenção à Saúde em Sergipe, com foco na organização dos serviços, na governança e na inovação como ferramentas para ampliar a capacidade de resposta do SUS nos territórios.

O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, destacou o papel do encontro na construção conjunta de estratégias para a saúde. “A regionalização e a integração entre estado e municípios são fundamentais para fortalecer o SUS e garantir uma assistência cada vez mais resolutiva à população. Seguimos trabalhando de forma integrada, buscando inovação e soluções que atendam às necessidades de cada território”, afirmou.

A programação também ampliou o diálogo, aproximando Sergipe de discussões nacionais sobre as políticas públicas de saúde. O secretário executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Silva, ressaltou o caráter estratégico do congresso para a disseminação de informações e a troca de experiências. “Esses congressos são espaços fundamentais para disseminar informações, promover debates e compartilhar conhecimentos sobre os principais temas da saúde pública. O Congresso do Cosems/SE é muito bem organizado e reúne profissionais de alta qualidade, proporcionando um ambiente propício à troca de experiências e ao aprimoramento da gestão do SUS”, contou.

A regionalização também esteve no centro dos debates, com discussões sobre planejamento integrado, organização das regiões de saúde, regulação e ampliação da capacidade de resposta às necessidades da população em cada território. A proposta reforça a atuação articulada entre os diferentes níveis de gestão para garantir uma assistência mais organizada e resolutiva.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, a regionalização é essencial para identificar e atender às necessidades específicas de cada território. “Falar de regionalização é entender a necessidade de saúde do território e construir, de maneira conjunta, políticas públicas ou iniciativas para ampliar e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde e ao cuidado. Isso deve vir de um planejamento ascendente onde o território define qual é a sua necessidade junto aos municípios, Estado e Ministério da Saúde”, ressaltou.

À frente da representação dos gestores municipais, o presidente do Cosems/SE, Enock Ribeiro, enfatizou a abrangência do encontro e a oportunidade de qualificação proporcionada aos participantes. “Estamos realizando o 10º Congresso do Cosems/SE, um importante espaço de integração que reúne secretários municipais de Saúde, técnicos e profissionais de todo o estado. Este ano, temos como tema uma pauta que vem sendo amplamente discutida e que é fundamental para melhorar a organização do SUS. O objetivo é proporcionar conhecimento, troca de experiências e novas ferramentas para qualificar a gestão da saúde nos municípios”, pontuou.

Rede de atenção

A programação incluiu ainda discussões específicas sobre as redes de atenção e os desafios enfrentados na assistência à população. A diretora de Atenção Especializada à Saúde da SES, Neuzice Lima, apresentou a Rede Alyne, estratégia do Ministério da Saúde voltada à atenção materna e infantil. “Apresentamos o desenho da Rede Alyne no território sergipano, os serviços disponíveis e as perspectivas para o futuro. Esse diálogo entre estado e municípios é fundamental para fortalecer a rede e garantir uma assistência cada vez mais integrada e resolutiva, contribuindo para a redução da mortalidade materna e infantil no estado”, ressaltou.

Além dos gestores, o congresso aproximou profissionais que estão na ponta da assistência e das ações de prevenção. A agente de endemias de Pirambu, Lúcia Carla Montes, destacou como os conhecimentos compartilhados durante o encontro podem contribuir para o trabalho desenvolvido diretamente nas comunidades. “É muito importante para mim participar de um evento como esse porque saio daqui mais enriquecida e com mais conhecimentos, tanto na minha área como em outras. O SUS precisa muito de nós. Somos a porta de entrada e estamos diretamente nas comunidades, não só entrando nas residências, mas também orientando e educando os moradores. Esse congresso será de grande importância e vou levar para minhas colegas tudo o que aprendi aqui”, afirmou.

Outro tema debatido foi a judicialização da saúde, com uma análise dos impactos desse fenômeno para a gestão pública, a equidade no acesso aos serviços e a sustentabilidade do sistema. A programação ainda contempla discussões sobre a Atenção Primária à Saúde, abordando indicadores, financiamento e estratégias para qualificar as boas práticas desenvolvidas no SUS.

O congresso abordou ainda os impactos das mudanças climáticas na saúde pública, por meio do tema AdaptaSUS, iniciativa voltada à ampliação da capacidade de resposta do SUS diante dos efeitos das mudanças climáticas e de fenômenos como o El Niño.

Fotos: Felipe Goettenauer

SES promove II Encontro Estadual de Tutores da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil

Evento reuniu profissionais e gestores para fortalecer ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à alimentação complementar saudável na Atenção Primária

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (Daps) e da Área Técnica de Alimentação e Nutrição (Atan), realizou, nesta quinta-feira, 3, o II Encontro Estadual de Tutores da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB), no Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), em Aracaju. O encontro reuniu profissionais da Atenção Primária à Saúde e coordenadores municipais com o objetivo de fortalecer a atuação dos tutores, incentivar a formação de novos profissionais e ampliar a implementação da estratégia nos municípios sergipanos.

Criada pelo Ministério da Saúde em 2012, a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil unificou iniciativas voltadas à promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável. A proposta é qualificar profissionais da Atenção Primária para que atuem como referências nos territórios, apoiando as equipes de saúde na orientação às famílias e no desenvolvimento de ações que contribuam para a saúde e o desenvolvimento das crianças.

De acordo com o responsável técnico pela área de Alimentação e Nutrição da SES, Ronaldo Cruz Silva, a formação de novos tutores é uma das estratégias para ampliar a atuação da política nos municípios. “Estamos realizando o segundo Encontro Estadual de Tutores da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. O encontro busca mobilizar os municípios e os gestores para a formação de novos tutores. Esses profissionais passam por uma formação gratuita e, posteriormente, retornam aos seus territórios como referências para trabalhar a promoção, a proteção e o apoio ao aleitamento materno e à alimentação adequada e saudável”, explicou.

Segundo Ronaldo, a atuação desses profissionais contribui diretamente para qualificar o atendimento oferecido nas unidades básicas de saúde. “A informação é fundamental para que as mães compreendam a importância da amamentação e tenham segurança para enfrentar as dificuldades que podem surgir. O tutor tem justamente esse papel de qualificar os profissionais das unidades básicas de saúde para orientar as famílias de forma adequada. Além do incentivo ao aleitamento materno, a estratégia também contempla a introdução da alimentação complementar no período adequado. A iniciativa busca contribuir para a prevenção de doenças e agravos e para o crescimento e desenvolvimento adequados na primeira infância”, destacou.

Cuidado integrado

A importância da articulação entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde também foi destacada durante o encontro. Para a coordenadora de Nutrição do Hospital Amigo da Criança, Greice Reis, a integração entre a assistência hospitalar e a Atenção Primária é fundamental para garantir a continuidade do cuidado após o nascimento. “É extremamente importante reunir os profissionais, principalmente da Atenção Básica, para discutir uma política pública tão relevante, especialmente quando falamos sobre a promoção da amamentação e a introdução alimentar adequada nos primeiros dois anos de vida”, ressaltou.

O encontro também possibilitou o compartilhamento de experiências desenvolvidas pelos municípios sergipanos, mostrando como a atuação dos tutores pode se transformar em ações concretas nos territórios. Tutora da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, Simone Costa destacou que a participação nos encontros contribui tanto para a atualização dos profissionais que já atuam na estratégia quanto para a mobilização de novos tutores. “É uma grande satisfação participar desses encontros. É um momento importante tanto para mobilizar novos tutores quanto para promover a atualização de quem já atua na estratégia. Quando os profissionais estão sensibilizados e fortalecem o acolhimento às mulheres que chegam às unidades de saúde, elas se sentem mais seguras e fortalecidas para continuar amamentando e, após os seis meses, iniciar a alimentação complementar de forma adequada”, relatou.

Fotos: Valter Sobrinho

Huse fortalece assistência cirúrgica com início de procedimentos por videolaparoscopia

Técnica moderna permite a realização de cirurgias por meio de pequenas incisões utilizando câmeras de vídeo, reduzindo o trauma cirúrgico e o tempo de recuperação

O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) tem modernizado a assistência ofertada com a realização de cirurgias por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que possibilita a execução de procedimentos por meio de pequenas incisões. A abordagem proporciona a visualização ampliada da região a ser operada, trazendo mais precisão e uma segurança ainda maior durante as intervenções cirúrgicas.

A técnica permite que determinados procedimentos sejam realizados sem a necessidade de uma abertura cirúrgica convencional da parede do abdome. A partir de incisões reduzidas e a introdução de instrumentos delicados e uma câmera, a imagem é ampliada e transmitida para um monitor, viabilizando à equipe cirúrgica acompanhar a área de intervenção durante o procedimento.

No Huse, a utilização da técnica foi reforçada com a aquisição de novos equipamentos de videolaparoscopia, que já integram a estrutura do centro cirúrgico. O superintendente do Huse, Rilton Morais, destaca que essa novidade traz a possibilidade de tratar mais pessoas de uma forma ainda mais rápida, uma demanda que já vinha sendo solicitada pelo corpo clínico. “A partir de agora o Huse tem a possibilidade de realizar cirurgias videolaparoscópicas, que são extremamente importantes para os pacientes e melhoram bastante a rotatividade de leitos do hospital, diminuindo o tempo de cirurgia e de internação”, aponta Rilton.

O cirurgião geral do Huse, Iuri Prates, enfatiza que o procedimento pode representar uma série de benefícios para o paciente, como a redução do trauma cirúrgico e uma recuperação mais rápida. “Os novos equipamentos possibilitam uma melhor visualização das estruturas anatômicas durante a cirurgia. Permitem ao cirurgião mais precisão nos movimentos e fornecem ao paciente uma segurança ainda maior. A cirurgia minimamente invasiva realizada com esse tipo de equipamento pode proporcionar uma recuperação com menos dor e retorno mais precoce às atividades”, relata Iuri.

A escolha da técnica indicada depende da avaliação da equipe médica, condições clínicas do paciente e da complexidade de cada procedimento. A ampliação da estrutura permite que o Huse utilize a videolaparoscopia em procedimentos de diferentes áreas, como Cirurgia Geral, Urologia, Oncologia, Cirurgia Torácica e Otorrinolaringologia, entre outras.

Sobre os novos equipamentos

As torres de videolaparoscopia contam com câmera de alta definição e monitor com tecnologia moderna, recursos que ampliam a nitidez das imagens durante o procedimento. Os equipamentos possuem ainda sistema de imagem por fluorescência, tecnologia utilizada para auxiliar a visualização de estruturas e da perfusão sanguínea durante a cirurgia, recurso que pode contribuir para decisões mais precisas no centro cirúrgico. Os equipamentos representam um investimento superior a R$ 1,2 milhão.

Fotos: Felipe Goettenauer

Hemose realiza mais uma edição do ‘Sabadão Solidário’ no próximo dia 5

Ação acontece das 7h às 11h, para reforçar os estoques de sangue

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), realiza neste sábado, 5 de setembro, mais uma edição do Sabadão Solidário. A ação acontece das 7h às 11h e busca facilitar o acesso dos voluntários à doação de sangue, além de contribuir para o reforço dos estoques destinados ao atendimento da rede hospitalar e ambulatorial sergipana.

A iniciativa é uma oportunidade para as pessoas que não conseguem comparecer ao Hemose durante a semana participarem desse gesto de solidariedade. A doação de sangue é fundamental para garantir o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões em cirurgias, tratamentos oncológicos, atendimentos de urgência e emergência e em diferentes condições clínicas.

Feriado

Na segunda-feira, 7 de setembro, o Hemose não terá atendimento ao público em razão do feriado nacional da Independência do Brasil. As atividades serão retomadas normalmente após o feriado.

Por isso, a participação dos voluntários no Sabadão Solidário deste sábado é ainda mais importante para contribuir com a manutenção dos estoques de sangue antes do período de suspensão do atendimento.

Quem pode doar

Para doar, o voluntário deve estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar mais de 50 quilos. No dia da doação, é necessário estar bem alimentado, ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior e não ter consumido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas. Também é necessário apresentar documento oficial com foto. No caso de menores de 18 anos, deve ser apresentada a autorização dos pais ou do responsável legal.

Secretaria de Estado da Saúde realiza oficina em Itabaiana para qualificar notificações de violências interpessoais e autoprovocadas

Capacitação orienta profissionais sobre registro e acompanhamento dos casos 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou, nesta quarta-feira, 2, em Itabaiana, a segunda turma da Oficina de Qualificação das Notificações das Violências Interpessoais e Autoprovocadas por Regiões de Saúde. A atividade reuniu profissionais e gestores que atuam na assistência e na vigilância em saúde, com o objetivo de qualificar os dados relacionados aos casos de violência e aprimorar o preenchimento das fichas de notificação.

A programação foi direcionada a médicos, enfermeiros e coordenadores da Atenção Primária à Saúde, coordenadores da Vigilância Epidemiológica e dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), além de profissionais dos núcleos de vigilância dos hospitais estaduais. A qualificação busca ampliar a qualidade das informações registradas sobre as violências interpessoais e autoprovocadas, permitindo conhecer o perfil epidemiológico das pessoas em situação de violência e subsidiar a organização das linhas de cuidado, das ações de prevenção e das políticas públicas nos municípios.

A assistente social e responsável técnica do Núcleo de Vigilância de Violências e Acidentes, Ingrid Lima, explicou que a oficina tem como objetivo preparar os profissionais que atuam diretamente na assistência e na gestão para reconhecer a importância das notificações e realizar corretamente o preenchimento das fichas. “A gente busca melhorar não só o número de notificações, mas principalmente a qualidade dessas informações, para que possamos desenhar um perfil epidemiológico das vítimas de violência. Trabalhamos com situações como violência sexual, doméstica, psicológica, patrimonial, negligência e violências autoprovocadas, como automutilações e tentativas de suicídio. Os municípios precisam conhecer quem são essas pessoas e suas realidades para que possam construir uma linha de cuidado adequada”, destacou.

A psicóloga do município de São Domingos, Jeniffer Santos, ressaltou que a qualificação contribui para reduzir a subnotificação e ampliar a capacidade dos serviços de saúde e da rede de assistência de identificar, acompanhar e prevenir novos casos. “Essa oficina é muito importante para que a gente não subnotifique os casos de violência, entendendo a importância da notificação, da atuação em rede e da busca ativa nos municípios. A partir disso, conseguimos pensar políticas públicas para proteger as populações mais vulneráveis e prestar uma assistência qualificada, tanto dentro da saúde quanto de forma intersetorial, considerando também as características e necessidades de cada território”, pontuou.

O psicólogo Wilton da Cruz destacou que a oficina contribui para orientar os profissionais sobre os procedimentos de notificação e para demonstrar como as informações registradas podem subsidiar ações de prevenção e enfrentamento das violências. “Quando notificamos, conseguimos entender quais são os casos que acontecem em maior quantidade e como as políticas públicas devem se comportar, para quem precisam ser direcionadas. Também é extremamente importante ter um olhar mais atento, com empatia e cuidado, para acolher essas pessoas e compreender que a notificação pode trazer resultados importantes, ajudando a direcionar o suporte e as políticas públicas para quem sofre essas violências”, explicou.

Fotos: Nucom Funesa

Campanha Setembro Verde reforça a importância da doação de órgãos e tecidos

De janeiro a julho deste ano, Sergipe realizou 156 transplantes e avançou na retomada dos procedimentos renais e na implantação dos transplantes hepáticos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) deu início, nesta terça-feira, 1º, à programação da campanha ‘Setembro Verde’, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. O lançamento aconteceu no Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), com ações informativas e o acendimento das luzes verdes da fachada da unidade. A campanha busca ampliar o diálogo com a população e reforçar a importância da decisão familiar para que a doação aconteça.

De janeiro a julho de 2026, Sergipe realizou 156 transplantes, sendo 118 de córnea e 38 renais. No mesmo período, foram captados 101 órgãos para transplante, entre eles 67 rins, 30 fígados e quatro corações. Os primeiros sete meses do ano também foram marcados pela retomada dos transplantes renais e pela realização dos primeiros transplantes hepáticos no estado.

Entre janeiro e julho deste ano, Sergipe registrou 44 doadores. No mesmo período, foram contabilizados 55 doadores em 2025, 57 em 2024 e 40 em 2023.

Avanços

O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, ressaltou que a campanha representa não apenas um período de conscientização, mas também uma oportunidade de reconhecer a solidariedade das pessoas que, mesmo diante da perda de um ente querido, autorizam a doação e possibilitam novas oportunidades de vida.

“É um mês simbólico para a conscientização sobre a doação de órgãos. Mesmo em um momento de dor, as famílias demonstram solidariedade ao doar e transformar vidas. Sergipe retomou os transplantes renais e implantou o transplante de fígado. É um período para celebrar e lembrar daqueles que partiram e deram esperança de uma nova história a quem precisava. O investimento realizado é imensurável. Uma pessoa que faz hemodiálise passa quatro horas por dia, três vezes por semana, ligada a uma máquina. Quando recebe um rim, graças à generosidade de uma família que perdeu um ente querido, ela recupera a rotina, a vida social, a produtividade e ganha mais qualidade de vida”, afirmou.

Por ser referência no atendimento a pacientes graves, o Huse exerce papel estratégico na captação de órgãos em Sergipe. A unidade abriga a Organização de Procura de Órgãos de Sergipe (OPO/SE), que atua na identificação de potenciais doadores e no acolhimento dos familiares.

O superintendente do Huse, Rilton Morais, destacou a importância da unidade nesse trabalho. “O Huse adere integralmente à campanha de doação de órgãos. É aqui no Huse onde nós temos a grande maioria das doações de órgãos, porque é aqui onde nós recebemos os pacientes graves, vítimas de acidente de trânsito, e que as famílias têm essa dedicação, essa grande ação no momento de tanta dor, que é doar os órgãos dos seus entes queridos para salvar outras pessoas”, disse.

Doação salva vidas

Para o coordenador da Central Estadual de Transplantes de Sergipe (CET/SE), Benito Fernandez, a decisão sobre a doação deve fazer parte das conversas familiares. Ele destaca que qualquer pessoa pode, em algum momento, estar dos dois lados: como possível doador ou como alguém que necessita de um transplante. “Cada vez mais, a gente vem obtendo resposta da sociedade sergipana, demonstrando, por meio das autorizações de doações de órgãos, que está consciente do seu papel. Nós sempre alertamos as pessoas que qualquer um pode precisar de um transplante, do mesmo jeito que qualquer um pode ser um doador. A doação de órgãos tem esse condão de transformar esse momento de dor, de saudade, num ato de amor, num ato de solidariedade”, afirmou.

No Huse, a OPO/SE acompanha desde a identificação de potenciais doadores até o acolhimento e a orientação dos familiares. Para a coordenadora da organização, Darcyana Costa Lisboa, esse trabalho é fundamental para que as famílias compreendam todas as etapas e possam tomar uma decisão consciente em um momento de grande fragilidade. “Setembro é um mês que a Associação Brasileira de Transplantes decidiu para que a gente intensifique, sensibilize mais a população, fale sobre a doação de órgãos, da importância que ela tem para salvar vidas. E a gente tem um papel fundamental aqui, no Huse. A OPO fica aqui no hospital e a gente faz esse trabalho com as famílias. É um trabalho de acolhimento, de identificação desse potencial doador que evolui com morte encefálica, de esclarecimento e de acompanhamento de toda a família nesse momento. É por meio desse trabalho que a gente consegue o “sim” dessas famílias e, a partir desse “sim”, possibilitar que outras pessoas tenham uma nova oportunidade de vida”, explicou.

Fotos: Felipe Goettenauer

Hemose promove palestra sobre atualização das normas da hemoterapia nesta quinta-feira, 3

Encontro vai abordar as mudanças previstas na nova regulamentação

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), realiza nesta quinta-feira, 3, às 8h, no auditório do Hemose, uma palestra sobre a Portaria GM/MS nº 11.685/2026, do Ministério da Saúde. A nova regulamentação atualiza as normas técnicas relacionadas ao sangue e aos procedimentos hemoterápicos e entra em vigor em 30 de setembro de 2026.

O encontro tem como objetivo apresentar as principais alterações da normativa e orientar as equipes sobre os impactos na rotina dos serviços de hemoterapia, contribuindo para a adequação às novas exigências. A atividade do Hemose ocorre durante o período de transição para a nova regulamentação. A Anvisa publicou a Nota Técnica nº 42/2026, com orientações às Vigilâncias Sanitárias e aos serviços de hemoterapia para o processo de adequação às novas regras.

Entre as mudanças estão a atualização dos critérios para doação de sangue, incluindo a possibilidade de doadores regulares continuarem doando após os 70 anos, desde que estejam aptos na avaliação clínica e atendam aos critérios estabelecidos. Também foram reduzidos períodos de impedimento temporário para alguns procedimentos.

A nova regulamentação também altera os prazos relacionados a tatuagens, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento. Nesses casos, a doação poderá ser realizada sete dias após o procedimento, desde que tenha sido feito em estabelecimento que cumpra as normas de segurança sanitária. Quando não for possível avaliar essa condição, o prazo de espera será de quatro meses.

Mais segurança no ciclo do sangue

A portaria também aprimora medidas relacionadas à segurança e à rastreabilidade. Entre os destaques está a atualização dos procedimentos de triagem laboratorial e a adoção do padrão internacional ISBT 128 para identificação de bolsas e amostras. Outra mudança é a possibilidade de ampliar de cinco para até sete dias o prazo de validade dos concentrados de plaquetas, desde que sejam cumpridos os requisitos de controle de qualidade previstos na regulamentação.

Foto: Ascom SES

Encontro estadual reúne hospitais para discutir vigilância epidemiológica em Sergipe

Profissionais dos núcleos hospitalares debatem notificações e acompanhamento de agravos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta terça-feira, 1º, o Encontro Estadual de Vigilância Epidemiológica Hospitalar. A programação reuniu profissionais que atuam nos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH) de 11 hospitais sergipanos para discutir o monitoramento, a notificação e o acompanhamento de agravos e eventos identificados nas unidades hospitalares.

O encontro teve como foco o aprimoramento das ações desenvolvidas pelas equipes responsáveis pela vigilância epidemiológica dentro dos hospitais, com ênfase na identificação oportuna dos casos, no fluxo das notificações e na adoção de medidas necessárias para prevenir a transmissão e reduzir possíveis danos à população. Os núcleos atuam no acompanhamento de doenças e outros eventos de interesse para a saúde pública, contribuindo para a produção de informações que auxiliam na definição das estratégias de vigilância e resposta.

A enfermeira e responsável técnica em Vigilância Epidemiológica Hospitalar da SES, Sheyla Teixeira, explicou que o encontro reúne profissionais que atuam diretamente no acompanhamento dos agravos identificados nas unidades de saúde. “Estamos reunindo representantes de 11 hospitais para discutir a vigilância epidemiológica e aprimorar as notificações dos casos e eventos que precisam ser acompanhados. O hospital recebe pessoas de diferentes regiões e, quando ocorre um agravo, é necessário identificar, notificar e atuar com agilidade para interromper, sempre que possível, a cadeia de transmissão e evitar danos maiores”, explicou.

Profissional de enfermagem do Setor de Controle de Infecção Hospitalar da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Emmanuelle Oliveira, destacou a troca de experiências entre especialistas de diferentes unidades como um dos resultados do encontro. “Esses momentos permitem compartilhar a realidade de cada serviço e aprender com as experiências dos outros profissionais. Levamos para a nossa unidade novas informações e subsídios para trabalhar questões relacionadas às notificações e ao controle de infecções, considerando também as particularidades de uma maternidade de alto risco e o cuidado com mães, bebês e familiares”, afirmou.

A enfermeira do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital Regional de Propriá, Adhara Fraga, ressaltou que a atualização contribui para ampliar a compreensão sobre o perfil epidemiológico das unidades hospitalares. “A troca de informações e experiências nos permite levar para nossos hospitais conhecimentos e abordagens mais direcionadas, especialmente em relação à notificação de agravos e doenças de notificação compulsória. Ao compreender o perfil epidemiológico da unidade, conseguimos analisar os processos de trabalho e traçar estratégias voltadas às necessidades da população atendida”, destacou.

Fotos: Nucom Funesa

Oficina avalia capacidade de resposta do Estado a emergências em saúde pública

Encontro reuniu áreas estratégicas para avaliar as capacidades estaduais de resposta às emergências em saúde pública

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta segunda-feira, 31, a Oficina de Autoavaliação Estadual das Capacidades em Emergências em Saúde Pública. A atividade reuniu profissionais de diferentes áreas da saúde e representantes de órgãos estaduais e federais para analisar a capacidade de preparação e resposta do Estado diante de possíveis situações de emergência.

O evento contou com a participação de equipes do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), das vigilâncias epidemiológica e sanitária, da Vigilância em Saúde Ambiental e dos Riscos Associados aos Desastres (Vigidesastres) e de outras áreas da SES, além de representantes de instituições como Defesa Civil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde, Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e demais órgãos envolvidos na resposta a emergências. A proposta é identificar as capacidades existentes, reconhecer fragilidades e subsidiar o planejamento de ações para aprimorar, de forma contínua, a preparação e a atuação integrada entre os diferentes setores.

A ponto focal do Cievs Estadual, Daniela Pizzi, informou que a ferramenta proposta pelo Ministério da Saúde permitirá que Sergipe avalie periodicamente sua capacidade de resposta. “É um processo de autoavaliação para olharmos para as nossas capacidades, identificar o que já temos e reconhecer o que precisa ser melhorado. A participação de diferentes áreas é fundamental porque as emergências em saúde pública exigem uma atuação conjunta e integrada”, afirmou.

A superintendente do Ministério da Saúde em Sergipe, Cristiane Carvalho, destacou que a oficina contribui para aproximar os setores envolvidos e organizar previamente os fluxos de atuação diante de possíveis emergências. “Quanto maior for a integração entre os órgãos, mais efetiva e rápida poderá ser a resposta. Esses momentos permitem que os setores se conheçam, compreendam suas atribuições e saibam quais são os pontos de referência em cada área, o que facilita a atuação em uma situação emergencial”, ressaltou.

A gerente de Monitoramento e Alerta da Subsecretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil de Sergipe, Lumma Costa, ressaltou que o conhecimento sobre as competências e capacidades de cada instituição contribui para uma resposta mais organizada. “Quando conhecemos as capacidades e competências de cada órgão, conseguimos definir com mais clareza as responsabilidades e organizar melhor as ações diante de uma ocorrência. Essa autoavaliação também permite identificar fragilidades e realizar um processo prévio de preparação para responder às emergências de forma mais eficaz”, destacou.

Fotos: Nucom Funesa

Novos aparelhos de ultrassonografia reforçam assistência e ampliam capacidade de atendimento no Caism

Equipamentos de última geração representam um avanço na modernização do parque tecnológico da unidade

O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), recebeu dois novos aparelhos de ultrassonografia que irão fortalecer a assistência prestada às usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Os equipamentos, da marca GE, modelo Voluson Expert 22, são de última geração e representam um avanço na modernização do parque tecnológico da unidade.

A gerente administrativa do Caism, Taciana Munareto, destacou que a chegada dos dois novos aparelhos de ultrassonografia representa um importante avanço para o serviço oferecido pela unidade. “A aquisição possibilita a oferta de um serviço de excelência às nossas usuárias, especialmente às gestantes. Hoje, esses aparelhos se tornaram uma realidade e, com certeza, o impacto será de grandes melhorias e avanços para o serviço. A nossa população ganhará muito com a oferta de um diagnóstico mais preciso”, afirmou a gerente administrativa.

Voltados para exames de obstetrícia, ginecologia e medicina fetal, os novos ultrassons oferecem imagens em alta definição (2D) e contam com recursos de inteligência artificial que auxiliam na identificação precoce de anomalias fetais complexas, ainda no primeiro trimestre da gestação. A tecnologia proporciona maior precisão diagnóstica, contribuindo para a tomada de decisões clínicas e para a qualidade da assistência às gestantes.

“Sergipe foi o primeiro estado no serviço público a ter uma máquina dessa qualidade. Então, com esse equipamento de última geração, a gente vai conseguir ter um diagnóstico muito mais preciso, ter um acompanhamento ainda mais qualificado. Além disso, poderemos dar mais carinho para a paciente, oferecendo as imagens com nitidez e até mostrando como vai ser o rostinho do bebê quando ele nascer”, explicou o ultrassonografista, Léo Faro de Barros.

Atendimento qualificado

Com uma gestação gemelar de risco, Luana Oliveira Teles, mãe dos gêmeos Levi e Ravi, esteve no Caism para realizar a ultrassonografia. Para ela, além da emoção de poder visualizar o rosto dos filhos, a possibilidade de receber o resultado do exame no mesmo momento tornou a experiência ainda mais especial, principalmente por morar no município de Malhador. “Gostei bastante. Eu nunca tinha feito um exame com essa imagem e é bem diferente. Pude ver o rosto das crianças e, não importa a quantidade de gestações, cada uma é uma surpresa, um sentimento único. E não ter que voltar para buscar o resultado do exame, que é mais difícil para mim, por ser de Malhador, ajudou muito”, relatou.

A técnica de segurança do trabalho Rafaely Cristina, que também vivencia uma gestação de risco, contou que a nova tecnologia tem proporcionado mais tranquilidade durante a realização dos exames e permitido antecipar a emoção de conhecer a filha, Elisa. “É uma oportunidade, porque, em alguns locais, a mulher não consegue o suporte necessário para seguir com a gestação de uma forma mais tranquila. Quando chega aqui no Caism, a gente consegue ver nosso bebê com mais qualidade e também imaginar melhor como vai ser o primeiro contato. Já deu para ver, inclusive, que ela parece com o pai”, disse.

Reestruturação da unidade

A chegada dos equipamentos também permitirá uma reorganização dos serviços da unidade. Os novos aparelhos serão destinados para ultrassonografia, enquanto os equipamentos atualmente utilizados serão remanejados para a mastologia. Com essa reestruturação, a unidade passará a contar com três consultórios equipados para a realização de consultas e procedimentos mastológicos. 

A ampliação da estrutura física e tecnológica coincide com o reforço da equipe médica da unidade que recebeu sete novos mastologistas aprovados em concurso público, possibilitando a implantação do atendimento da especialidade no turno da tarde e o aumento da capacidade assistencial.

Fotos: Mário Sousa

Última atualização em 31 de agosto de 2026 ás 14:24.