Unitarização de medicamentos evita desperdícios e individualiza 12 mil comprimidos por dia no Huse
Evitar o desperdício de medicamentos. Este é um grande exemplo que vem sendo aplicado no almoxarifado do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), através dos farmacêuticos do setor. É a unitarização do medicamento, que envolve dois processos: embalagem unitária e impressão da etiqueta. O procedimento era feito de forma manual e contava com nove profissionais que em dia de alta produção unitarizavam mil comprimidos. Depois da aquisição da máquina, cerca de doze mil unidades são cortados e embalados individualmente diariamente, absorvendo na atividade apenas dois funcionários.
A farmacêutica do Huse, Ariane Viana, explica como funciona o processo que durante a semana chega a unitarizar 60 mil comprimidos. “Contamos com duas máquinas, uma cortadora de blister e outra unitarizadora, que funcionam para fazer todo o processo. A nossa rotina é extremamente grande, por semana a gente dispensa algo em torno de sessenta mil comprimidos, então, é um número extraordinário”, enfatizou a farmacêutica.
Primeiro é colocado todo o abastecimento na máquina cortadora de blister (cartela de medicação), já configurada para cortar todo o tipo de blister, sejam com 10, 20 ou 30 comprimidos. Como faz corte em grande escala, alcança uma marca de mil comprimidos em alguns segundos e na sequencia abastecem a máquina unitarizadora, onde é feito todo o processo de finalização automaticamente. O produto vai direto para embalagem, que é selada e submetida a supervisão.
“Antes disso o computador da máquina é abastecido de informações necessárias com o nome do medicamento, lote, fabricante, validade, tudo para o rastreio do produto. Depois é feito lotes com cem unidades e distribuídos para as farmácias, que se encarregam de levar para as unidades, evitando assim o desperdício, uma vez que o enfermeiro usa apenas um ou dois comprimidos, ou seja, ministra no paciente a dose exata que ele precisa”, pontuou Ariane Viana.
O assistente de farmácia do Huse e operador da máquina, Aroldo de Souza, destaca que o equipamento veio diminuir gastos não só com o RH, mas também com o desperdício que foi reduzido significativamente. “Ganho de tempo, mais fácil para a gente manusear, porque antes era ensacando de um em um, com o corte manual de etiquetas, a gente se esforçando muito fazia mil comprimidos por dia e aqui em um turno só a gente faz entre cinco e seis mil comprimidos, facilitando bastante o nosso dia a dia. Os outros colegas foram remanejados para outros setores que estavam precisando de RH”, declarou.
Todo processo é acompanhado por farmacêutico que faz a supervisão passo a passo. Os medicamentos só são liberados para as farmácias depois de uma supervisão completa, garantindo a segurança do paciente também porque o que está chegando para ele é aquilo que está descrito na embalagem e na quantidade necessária que ele necessita.
Publicado: 1 de agosto de 2019, 16:21 | Atualizado: 1 de agosto de 2019, 16:21

