Trabalho humanitário da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes é homenageado pela Academia Sergipana de Letras

Trabalho humanitário da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes é homenageado pela Academia Sergipana de Letras
Bebê Joana Vitória, de menos de três meses, perdeu a mãe alguns dias após nascer, em Aracaju, e foi levada para a família, em Navegantes (SC), após cuidados na maternidade

Os imortais sergipanos, por meio de manifesto de aplausos, destacaram o trabalho de “todos os profissionais e gestores da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, pela extraordinária e exitosa missão humanitária na assistência multiprofissional à pequena Joana Vitória, e que culminou com o seu transporte aero médico de Sergipe para Santa Catarina com pleno êxito, onde residem os seus familiares, num momento de extremo sofrimento pelo súbito falecimento da mãe parturiente”, diz o documento da Moção de Aplausos.

A Academia ressaltou ainda o caráter humanitário do serviço prestados na Maternidade. “São ações como essa, envolvendo dezenas de profissionais das mais diferentes áreas, que dignificam e elevam ainda mais a nossa Saúde Pública, com ações muito especializadas tecnicamente, mas repletas de humanismo”, consta o registro.

O transporte aeromédico foi realizado por equipes da Força Aérea Brasileira (FAB), em 29 de maio. A menina levou junto uma carta escrita pelos profissionais da que Maternidade Nossa Senhora de Lourdes. “Você nasceu ainda bem pequenininha. Eram você e a mamãe. A sua mãe corajosa e cheia de amor por você. E a gente, ‘titios e titias’, que não temos o mesmo sangue, mas crescemos e aprendemos com vocês. No começo, as titias entravam na UTIn junto com a mamãe para ela te visitar, mas logo ela já vinha sozinha e queria ficar o máximo de tempo com você. E todos os dias, mais de uma vez por dia, ela vinha ficar. Te dar carinho e amor, cuidar de você. E assim ela fez todos os dias, até o dia que não pôde mais. O dia que ela começou a cuidar de você e te amar sem você poder a ver, ou sentir o seu toque de carinho, ou o cheirinho dela. Mas ela segue te cuidando de outro jeito. E continuará”, relata um trecho da carta.

Joana Vitória saiu da maternidade para o Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sob escolta de policiais do Grupamento Especial Tático de Motos (Getam).

O caso

No início de março, quando os pais passavam por Sergipe, a mãe sentiu as dores do parto, foi levada à maternidade e submetida a uma cesariana. Joana Vitória nasceu prematura, com 32 semanas e dois dias, e foi direto para a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIn). Dias após dar à luz, a mãe teve problemas cardíacos e faleceu.

Com informações da Agência Força Aérea

Publicado: 15 de junho de 2020, 08:35 | Atualizado: 15 de junho de 2020, 08:35