SES reúne setores da Saúde para prevenção das arboviroses no Estado

Nesta quarta-feira, 15, aconteceu, na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reunião entre a Sala Estadual de Situação de Saúde, Vigilância Epidemiológica do Estado e representantes do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e do Colegiado Interfederativo Estadual (CIE) com o objetivo de mobilizar e articular as partes a fim de intensificar as ações para o enfrentamento das arboviroses no estado de Sergipe.

 

A Sala Estadual de Situação de Saúde é responsável por analisar a situação de Saúde, sempre acompanhando os indicadores das arboviroses e demais agravos nos municípios e no Estado. “Nessa análise vimos que as visitas dos agentes para as arboviroses estão muito baixas e nossa preocupação é que tivemos uma videoconferência com a Sala Nacional do Ministério da Saúde (MS)  e Pernambuco e Rio Grande do Norte sinalizaram um aumento muito grande dos casos de dengue e chicungunha. Aqui em Sergipe temos poucos casos notificados de dengue, chicungunha e zika. Em 2018 foram 166 casos prováveis de dengue e 31 de chicungunha, muito pouco até agora. Porém, em alguns municípios vemos o nível de infestação alto para o mosquito aedes aegypti e poucas notificações de casos, então os dados não estão batendo”, informa a coordenadora da Sala Estadual de Situação de Saúde, Tereza Cristina Maynard.

 

De acordo com a superintendente do Lacen, Danuza Duarte Costa, de 2017 a 2018 as coletas diminuíram e a quantidade de amostras que chegaram ao laboratório é menor do que o esperado, já que o vírus está circulando. É importante averiguar a causa dessa diminuição, verificar o que é que está acontecendo nos municípios, na atenção básica e nas unidades de coletas, que as amostras não estão sendo entregues. O Lacen, responsável pela vigilância laboratorial, recebe amostras de todos os 75 municípios através do cadastramento no sistema Gerenciador do Ambiente Laboratorial (GAL), e oferta o resultado em tempo real. “Vamos nos reunir com os gestores de Saúde na CIR e fazer uma apresentação sobre o cenário de cada região, de cada município, para verificar o que está acontecendo que não há coleta de amostra, para que consigamos melhorar o cenário de informação sobre as arboviroses e outros agravos. O critério laboratorial para fechar a situação é importante”, esclarece Danuza.

 

Para a gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Estado (NE/ VE), Sidney Lourdes Cesar Souza Sá o encontro foi muito proveitoso no sentido de antecipar discussões para evitar possíveis problemas com epidemias. “A preocupação começa agora com o período do verão, época em que as arboviroses tendem a crescer e, então, estamos conversando com os gestores municipais antecipando essa fala para que não sejamos pegos de surpresa no início do próximo ano. Sempre há reuniões de rotina para avaliar esses indicadores, mas esta teve um diferencial que foi justamente para a gente articular de que forma vamos chegar aos municípios para sensibiliza-los uma vez que já foram emitidos ofícios de alerta do secretário do Estado da Saúde agora iremos presencialmente a essas reuniões reforçar esse alerta”, salientou a gerente.

 

A partir de 4 de setembro, serão realizadas discussões em todos os sete colegiados regionais do Estado e a secretária executiva do colegiado, Áurea Torres, fará a interface entre as áreas técnicas da SES e os municípios. “Seguindo um cronograma pré-ajustado, levaremos a pauta de como está a situação, quais são as dificuldades, e no que podemos ajudar enquanto secretaria, fazendo um monitoramento muito mais próximo dos cidadãos e evitando que tenhamos algum quadro de epidemia mais grave no Estado”, diz Aurea.

 

“Essa parceria é de grande importância uma vez que estamos juntos para ajudar no cumprimento de metas, levar a baixa do indicador, a busca ativa, solicitar a participação dos profissionais e engajamento dos gestores. Com a troca de informações entre os setores a gente consegue levar as informações ao CIR, traçar metas, buscar estratégias e planejar ações que evitem possíveis epidemias”, diz a representante do Cosems, Elisônia Moura Lisboa.

Publicado: 15 de agosto de 2018, 14:34 | Atualizado: 15 de agosto de 2018, 14:34