SES realiza debate com municípios sobre indicadores de saúde

Por Luiza Sampaio

 

Durante esta semana, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Planejamento/Núcleo Estratégico (Diplan/Nest), realiza as Oficinas de Pactuação Interfederativa 2017, no auditório do Palácio Museu Olímpio Campos. Nas oficinas, os municípios debatem com a SES a avaliação de indicadores propostos pelo Ministério da Saúde, cujas diretrizes estão contidas na Resolução número 8, de 24 de novembro de 2016.

 

O trabalho é separado por região de saúde. Ontem, 7, estiveram presentes os municípios da região do Alto Sertão Sergipano. Hoje, 8, foi a vez dos municípios do Sul Sergipano. Amanhã, 9, as cidades da Grande Aracaju estarão discutindo os indicadores e encerrando a semana, no dia 10, os municípios do Centro Sul. No final do mês os trabalhos serão retomados com os representantes das Regiões do Leste Sergipano no dia 20, Baixo São Francisco dia 21 e Agreste Central no dia 22.

 

Os indicadores, 23 no total, demonstram a situação de saúde de cada cidade em diversas áreas, a exemplo da Vigilância Epidemiológica, Atenção Básica, Rede de Assistência à Saúde, Saúde da Mulher, da Criança e do Trabalhador. Todos têm a mesma importância e são definidos pelo Ministério, baseados em critérios da epidemiologia, como explica a referência técnica do Sispacto (sistema que reúne esses dados) em Sergipe, Josieme de Moura.

 

“A partir desses indicadores, o gestor municipal toma as decisões e acompanha as ações e serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cada um tem um parâmetro específico que funciona como orientação do trabalho realizado pelas equipes de Atenção Básica das Secretarias Municipais de Saúde”, complementa. A SES coordena o processo de pactuação em Sergipe e apóia os municípios, monitorando os resultados das metas pactuadas e transformando esses dados em informações úteis para planejamento, monitoramento e avaliação.

 

“Tudo que é disponibilizado no Sispacto serve para o acompanhamento da situação de saúde de cada município e do Estado, pois a SES também define suas metas, que orientam o planejamento e compõem a prestação de contas anual e do quadrimestre de cada gestão”, enfatiza Josieme de Moura.

 

Após este momento, as equipes municipais discutem e avaliam o que foi proposto pelas áreas técnicas estaduais, apresentando, posteriormente, as definições ao Colegiado Interfederativo Regional (CIR) e ao Conselho Municipal de Saúde, para aprovação.

“Somente após esse processo o sistema começa a ser alimentado. Durante o ano, o Estado tem a proposta de fazer uma reunião para monitorar as ações, avaliar como cada Município está desempenhando seu papel e o processo de trabalho das equipes”, informa.

 

A representante de Estância, Raiana Lavres, coordenadora de Saúde Bucal, ressalta a importância do trabalho como otimização dos serviços desenvolvidos em cada região. “Nós, enquanto municípios, precisamos de um parâmetro para programar, desenvolver e avaliar as ações de saúde pública. E esses indicadores funcionam desta forma. Com isso, conseguimos diagnosticar a verdadeira realidade da população e criar estratégias para otimizar o Sistema Público de Saúde”, opina.

 

Discussão é realizada com municípios divididos em regiões de saúde

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Josieme de Moura "O Estado irá monitorar"

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Publicado: 8 de março de 2017, 18:08 | Atualizado: 8 de março de 2017, 18:08