SES participa de oficina regional sobre tuberculose em presídios
Sergipe estará sediando até quinta-feira, 12, a oficina realizada pelo Projeto ‘Prisões Livres de Tuberculose’ do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em parceria com o Ministério da saúde (MS) e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Secretaria de Estado da Saúde (SES), bem como gestores da Secretaria do Sistema Prisional do estado marcaram presença no evento, que também contou com profissionais da saúde de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Bahia.
O intuito da oficina é discutir racionalmente os fluxos e gestão em relação à saúde prisional, com foco específico na tuberculose. De acordo com a referência técnica do Programa Estadual de Controle de Tuberculose da SES, Maria Heide Ribeiro, a ocasião está sendo uma troca de experiências com outras pessoas, que assim como ela, atuam na área. “A oficina serve para traçar trabalhos, fazer planos com relação à saúde prisional da População Privada de Liberdade. Estamos participando como apoio técnico no estado. Este apoio é feito rotineiramente; recentemente a SES tem trabalhado com Secretarias de Justiça do Estado tanto a parte educacional, como também todas as ações que permeiam a tuberculose. A oficina oportuniza a discussão de experiências”, disse.
A tuberculose, segundo a referência técnica da Saúde no Sistema Prisional, Ilani Paulina da Silva, é causadas por vários fatores, e o diálogo serve para minimizar o impacto da doença no sistema carcerário.
“Hoje a tuberculose é o grande problema do sistema prisional e está muito relacionada desde a ambiência à quantidade grande de internos que tem dentro das unidades prisionais. Esses são fatores que favorecem o contágio da doença. Então esse encontro são pensadas estratégias para serem utilizadas dentro das unidades prisionais com intuito de minimizar os casos e facilitar o entendimento do judiciário, dos agentes penitenciários, dos próprios internos e das famílias. Como estado, estamos apoiando todas as ações, não somos o executor diretamente, mas temos o papel de está fomentando para os municípios”, disse.
Na ocasião, atores do teatro Fórum encenaram situações do cotidiano sobre tuberculose nos presídios do país. A coordenadora do Projeto ‘Prisões Livres de Tuberculose’, Letícia Maranhão, destaca que as discussões estão sendo em torno dos três eixos do projeto, e que o teatro é uma forma leve de introduzir as discussões.
“O Primeiro eixo e o da comunicação e educação; também tem o eixo da gestão e fluxo sobre a saúde e o eixo da oferta de saúde. Através destes eixos, e com objetivo de realizar uma discussão em torno deles, o teatro Fórum está sendo utilizada como uma estratégia ligada ao eixo da comunicação e educação. O teatro serve como uma espécie de capacitação e alcança os servidores, tanto o da saúde, como o agente penitenciário, para falar sobre estigma preconceito, como funciona a transmissão, de uma forma leve”, contextualiza.
O gerente do Programa IST/ Aids da SES, Almir Santana, pontua que embora sejam doenças diferentes, Aids e tuberculose tem muito em comum. “Há casos de coinfecção com tuberculose e HIV. A oficina está tratando de um dos mais graves assuntos do presídio hoje. É importante a integração dos programas de tuberculose e das Infecções sexualmente transmissíveis, além disso o papel da Secretaria é receber essas informações e repassar aos municípios”.
Publicado: 11 de setembro de 2019, 12:33 | Atualizado: 11 de setembro de 2019, 12:33


