SES orienta profissionais da rede de saúde sobre tratamentos preventivos contra o HIV

A capacitação no manejo para profilaxia PEP e PrEP é essencial para a rede de urgência e emergência

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da diretoria de Vigilância em Saúde, responsável pelo Programa IST/Aids, realizou, na manhã desta segunda-feira, 22, uma capacitação, operacionalizada pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), sobre as profilaxias de Pré-exposição (PrEP) e Pós-exposição (PEP) ao HIV. O objetivo é capacitar os profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde (APS) e da rede de Urgência e Emergência em relação ao manejo clínico das profilaxias. 

O manejo é a forma do profissional de saúde acompanhar essas pessoas que chegam na APS e na rede hospitalar, ou seja, fazer a indicação adequada do tratamento preventivo, para que com a utilização do medicamento de forma regular, as pessoas diminuam o risco de contrair a infecção pelo HIV. 

A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de prevenção de urgência que deve ser utilizada durante 28 dias, imediatamente após a exposição ao risco da infecção pelo HIV. Ela se destina a pessoas que sofreram uma situação de risco potencial de exposição: contato com material biológico ou acidente com material perfurocortante (ocupacional), exposição sexual mediante situação de violência ou relação sexual consentida, sem uso do preservativo ou quando o preservativo falhou.  

Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste no uso de medicamentos antirretrovirais de forma contínua ou por demanda, para redução do risco de adquirir a infecção pelo HIV. Ela se destina a pessoas que não estão infectadas pelo HIV, mas que se expõem frequentemente ao HIV, por manterem relações sexuais sem preservativos.

Capacitação

De acordo com a referência técnica do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Karla Anacleto, a capacitação no manejo para profilaxia PEP e PrEP é essencial para a rede de urgência e emergência. “A PEP e a PrEP ainda são tecnologias muito novas, por isso precisamos capacitar nossos profissionais, principalmente na questão do manejo, ou seja, eles precisam analisar aquelas pessoas que podem ter indicação da utilização da PrEP e da PEP, com intuito de reconhecer as situações onde há o risco e saber como cuidar dessas pessoas”, explicou Carla.

Segundo o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Góes, esse encontro é muito importante porque faz parte de uma série de ações que a SES tem feito, com o objetivo de ampliar a prevenção. “Estamos sempre realizando ações de testagem, procurando diagnosticar oportunamente as infecções sexualmente transmissíveis, seja pelos métodos tradicionais, como os preservativos, como também pelos métodos farmacológicos, que é o uso do medicamento para prevenir o HIV naquelas pessoas que possuem a exposição aumentada. É fundamental para que a gente consiga almejar objetivos futuros, que é eliminar a Aids como problema de saúde pública no Brasil”, pontuou. 

O farmacêutico Marcel Lucas Pereira, que atua no Hospital Regional de Estância Jessé Andrade Fontes, afirmou que a participação de profissionais é essencial para que se trabalhe de uma forma padronizada. “Acredito que toda a rede tem que estar alinhada, principalmente quando se trata de um tema tão primordial para garantir a saúde da população. Nós, como profissionais, devemos estar a par de todo processo para que possamos analisar cada quadro que chega na unidade em que trabalhamos”, concluiu.

Fotos: Mário Sousa

Publicado: 22 de julho de 2024, 16:08 | Atualizado: 22 de julho de 2024, 16:09