Serviço de humanização atende pais de crianças internadas na oncologia do Huse

Psicólogos que integram o serviço de Humanização do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) executam ações do Grupo de Paz, criado para estimular os pais e as mães a participarem mais do tratamento das crianças. Uma forma de cuidar dos pequenos pacientes e garantir espaço para escutá-las.

O gerente da Humanização do Huse, Elder Magno, ressalta que o grupo de paz é uma forma das mães compartilharem o espaço que têm. “A gente entende que não é só a criança que precisa de cuidado, os pais também precisam, eles também sofrem os efeitos do internamento, ansiedade, estresse, medo, dúvidas, relação com a equipe e a gente trabalha isso no grupo de paz, além de ser uma forma de co gestão, ajudar a gestão a entender o que se pode fazer para melhorar o atendimento do serviço como um todo”, explicou.

O Grupo de Paz é formado por psicólogos e estagiários de psicologia e atua na Oncologia pediátrica e na pediatria do Huse. O resultado do trabalho é que as mães se sentem reconhecidas e valorizadas não só como mães, pois, elas têm um sentimento de culpa e no grupo elas se sentem olhadas como mulheres, não só como mães. Elas se sentem acolhidas e com mais autonomia para participarem do tratamento dos filhos, além de cobrarem de quem é preciso para ampliar e melhorar o cuidado.

A dona de casa Zenilda da Silva é mãe de F.S, 9, que luta contra a leucemia, ela mora no município baiano de Itapicuru. Aqui no Huse ela se sente cuidada e acolhida. “Eu estou com meu filho em tratamento há 1 ano e 4 meses. Antes eu não me acostumava de jeito nenhum, mas agora, eu gosto demais da equipe e dos profissionais que atendem a gente aqui. Estava tirando dúvidas e conhecendo outras questões. Me sinto mais confortável agora e isso ajuda demais”, disse.

A dona de casa Maria dos Santos também está com um filho em tratamento contra anemia falciforme na Oncologia do Huse há 13 anos, entre idas e vindas. Ela reside no município Sergipano de Arauá. “Todas as vezes que ele tem uma crise a gente corre para a Oncologia para se internar, ele faz transfusão de sangue. Eu não tenho queixas daqui, eu estou muito satisfeita com o tratamento que temos aqui, só não gosto de ir para o Pronto Socorro todas as vezes que ele tem a crise, mas se é preciso, tudo bem. Eu gosto dessa conversa porque tinha muitas dúvidas que não sabia e passei a saber e fazer”, concluiu.

Publicado: 2 de junho de 2017, 14:21 | Atualizado: 2 de junho de 2017, 14:21