Secretaria da Saúde discute a criação do plano de enfrentamento para as doenças respiratórias da infância no estado de Sergipe

O período de sazonalidade gera um aumento de infecções por vírus respiratórios, principalmente em crianças

É comum, no período sazonal, que crianças apresentem quadros de viroses respiratórias por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Com o objetivo de combater esse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes) e da Diretoria Operacional dos Serviços de Saúde (Dops), promoveu, na manhã desta quinta-feira, 11, no auditório do Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino (CER IV), uma reunião para discutir sobre o plano de enfrentamento para doenças respiratórias da infância em Sergipe.

O período sazonal gera um aumento de infecções na população, e tem sido observado em todo o país no início do ano. De acordo com a representante da Daes, Luciana Alves, a ação visa a organização do fluxo das ações, capacitação dos profissionais, estruturação e ampliação dos leitos pediátricos. “Estamos trabalhando de forma preventiva e de forma  coletiva com apoio de todas as diretorias da SES e órgãos externos, como por exemplo a Sociedade de Pediatria. Desde dezembro de 2023, estamos tendo várias reuniões para alinharmos os próximos passos”, ressaltou Luciana. 

A Daes e a Dops, alinhadas com as demais diretorias e unidades, têm a função de organizar a rede estadual, capacitando os profissionais para melhor atender a população no período de sazonalidade. Por esse motivo, o planejamento foi elaborado em etapas, e engloba desde a Atenção Primária à Saúde (APS), até o processo de reabilitação. 

A reunião contou com a apresentação da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e com a Sociedade de Pediatria. O diretor da Dops, Waltenis Júnior, explicou que a ação multissetorial reforça a integração e o fortalecimento da rede hospitalar. “A participação da DVS é para nos mostrar o cenário epidemiológico nacional e regional, analisando os dados de 2022 e 2023. A Funesa vai apresentar estratégicas, para que trabalhemos com as ferramentas de telessaúde, como as teleinterconsultas e a teleorientação. Já a Sociedade de Pediatria vai apontar as necessidades que podemos suprir para que não ocorra uma crise”, relatou o diretor.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave afeta principalmente crianças. Entre os vírus identificados, há predomínio dos vírus Influenza A e B e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), ocasionando infecções das vias aéreas que atingem diretamente as crianças, demandando uma grande procura por serviços de saúde e atendimentos pediátricos, com alto índice de internamento. É importante que a população procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e se vacine para evitar as síndromes gripais.

Fotos: Valter Sobrinho

Publicado: 11 de janeiro de 2024, 14:53 | Atualizado: 11 de janeiro de 2024, 14:53