Secretaria da Saúde debate fortalecimento da assistência neonatal na rede de atenção materno e infantil

O encontro, que acontece a cada bimestre, tem como objetivo discutir melhorias na assistência e trouxe como temática central o quadro de asfixia neonatal

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada em Saúde (Daes), promoveu nesta quarta-feira, 21, o 4º Colegiado voltado para a Rede de Atenção Materno e Infantil (Rami) de 2024. O encontro, que acontece a cada bimestre, teve o intuito de debater o fortalecimento da assistência na rede estadual da saúde, bem como a asfixia neonatal. 

Além de fomentar a discussão para melhorias na assistência, o colegiado também abordou os fatores que contribuem com a asfixia neonatal, considerada a terceira maior causa de morte neonatal no mundo, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo a participação de gestores municipais, dos estabelecimentos de saúde como as maternidades credenciadas do Sistema Único de Saúde (SUS). 

A referência técnica da rede materno e infantil da Daes, Kelly Bianca Batalha, explicou que a asfixia neonatal é definida como a falha em iniciar e manter a respiração espontânea durante o nascimento. “Ela apresenta múltiplos fatores de risco como o trabalho de parto prolongado, ruptura prematura de membrana, local de parto, complicações obstétricas pré-natais, paridade, nascimentos múltiplos, idade gestacional menor que 37 semanas ou maior que 41 semanas, baixo peso ao nascer, apresentação fetal não cefálica e sofrimento fetal agudo. Por isso, discutir as boas práticas assistenciais e o manejo desse quadro impacta positivamente na assistência ao recém-nascido, reduzindo assim as complicações e a morbimortalidade neonatal”, evidenciou a referência técnica. 

No que diz respeito à temática central, o encontro também serviu para a discussão das sequelas que o quadro de asfixia perinatal pode trazer e sobre formas de prevenção. “Mostramos que a asfixia perinatal vem ocorrendo entre 37 e 42 semanas de gestação. Então, são sequelas evitáveis quando se tem um bom pré-natal, assistência ao parto e a sua condução”, explicou a palestrante e coordenadora neonatal do Hospital e Maternidade Santa Isabel, Renata Rezende. 

Capacitação dos profissionais

A Rede de Atenção Materno Infantil (Rami) também busca orientar e capacitar os profissionais no desenvolvimento de boas práticas nos serviços que atuam, em todos os níveis de atenção. A referência técnica do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Liz Duque Magno, destacou que discutir a mortalidade materna e neonatal é muito importante por ser um indicador de qualidade de saúde para a população. 

“O momento foi fundamental para pensarmos em políticas de forma coletiva e construir soluções coletivas para esse desafio. Hoje, especificamente, discutimos o tema da asfixia perinatal, que demonstra a necessidade de prestar assistência no tempo oportuno e assim minimizar os danos ao recém-nascido”, contou.

Colegiados anteriores

No primeiro colegiado, o principal foco foi abordar o Protocolo das Síndromes Respiratórias Agudas em Pediatria, além das potencialidades da Maternidade Santa Isabel, que é uma das nove maternidades que são credenciadas pelo SUS. No 2º colegiado da Rede de Atenção Materno-Infantil de 2024, foram abordados os temas potencialidades da maternidade Zacarias Júnior e Fluxos de Acesso às Urgências Ginecológicas e Gravidez Ectópica, enquanto que no 3º foi discutido o Protocolo da Rota Materna e Vinculação da Gestante; Potencialidades da Maternidade do Hospital Regional José Franco Sobrinho, de Nossa Senhora do Socorro além do tema Microcefalia.

Fotos: Valter Sobrinho

Publicado: 21 de agosto de 2024, 17:02 | Atualizado: 21 de agosto de 2024, 17:02