Saúde ressalta a importância da prevenção de Infeções Sexualmente Transmissíveis durante o pré-natal

A transmissão do HIV e outras IST podem ocorrer de mãe para filho durante a gravidez, trabalho de parto ou no período de amamentação

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias e outros microrganismos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) ressalta a importância da testagem para essas infecções, principalmente no período do pré-natal, uma vez que a transmissão de ISTs pode ocorrer de mãe para filho durante a gravidez, no trabalho de parto ou no período de amamentação. Por isso, é fundamental que toda mulher grávida faça os testes para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, a fim de evitar a transmissão vertical para o bebê.

Para definir a frequência de testagem para HIV, deve-se levar em conta as práticas sexuais e o histórico de exposição sexual de risco em cada indivíduo. No caso das gestantes, é necessário que se realize o teste no primeiro e terceiro trimestres e no momento do parto, independentemente de exames anteriores. Caso o exame seja positivo ou reagente, a gestante deve ser encaminhada para confirmação diagnóstica e receber tratamento adequado, a fim de evitar a transmissão para o filho durante e após o parto. 

De acordo com a técnica do Programa Estadual de HIV/Aids da SES, a fisioterapeuta especialista em pediatria Jôse Noemia Calasans, outros cuidados devem ser tomados para a prevenção do HIV. “Nos seis primeiros meses de vida, será necessário substituir a amamentação por fórmula láctea, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar). Para o recém-nascido que foi identificado como criança exposta, faz-se o uso da profilaxia durante 28 dias”, explicou a especialista.

As crianças com alto risco de contrair o HIV por transmissão vertical são filhos de mães sem pré-natal; mães sem tratamento com medicamentos antirretrovirais (TARV) durante a gestação; mães com indicação para a profilaxia no momento do parto e que não receberam; mães com início de TARV após segunda metade da gestação; mães com infecção aguda pelo HIV durante a gestação ou aleitamento; mães com Carga Viral (CV-HIV) detectável no terceiro trimestre, recebendo ou não TARV; mães sem CV-HIV conhecida; mães com Teste Rápido (TR) positivo para o HIV no momento do parto (sem diagnóstico e/ou seguimento prévio).

Já as crianças de baixo risco de contrair o HIV são filhos de mães que fizeram o uso de TARV desde a primeira metade da gestação; gestantes com Carga Viral (CV) do HIV indetectável a partir da 28ª semana (terceiro trimestre); mães sem falha na adesão à TARV.

Tratamento e prevenção

O tratamento para o HIV (TARV) consiste no uso de medicamentos antirretrovirais que reduzem a carga viral do indivíduo, ou seja, diminuem a quantidade de vírus no organismo. Aderir ao tratamento significa tomar os medicamentos prescritos pelo médico nos horários corretos, manter uma boa alimentação, praticar atividades físicas, comparecer ao serviço de saúde nos dias previstos, entre outros cuidados.

A recomendação para evitar a transmissão do HIV e outras ISTs é não compartilhar seringas e agulhas; usar preservativo durante as relações sexuais; realizar a testagem e aconselhamento em HIV; atenção e terapia antirretroviral para pessoas que usam drogas injetáveis e seus parceiros sexuais; diagnóstico, tratamento e vacinação contra hepatites.

Publicado: 8 de agosto de 2023, 16:27 | Atualizado: 8 de agosto de 2023, 16:27