Saúde discute em seminário segurança do paciente

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza nesta quarta-feira, 15, o Seminário Estadual de Segurança do Paciente, no auditório da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), evento alusivo ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, a data foi definida em 2019 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O tema trabalhado na edição 2021 é o ‘Cuidado materno e neonatal seguro’. O seminário terá a participação de técnicos da SES e de hospitais públicos e particulares do Estado.

O seminário tem à frente os técnicos do Núcleo Estadual de Segurança do Paciente e Controle de Infecções Relacionada à Assistência à Saúde (Nespciras), órgão ligado à Diretoria de Vigilância em Saúde, que tem a missão de conduzir a política de segurança do paciente no estado de Sergipe e acompanhar a execução dos protocolos e das práticas definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para serem aplicadas pelas unidades, independente da entidade mantenedora, se particular, públicos, privados ou beneficentes, segundo informou a biomédica Mônica Ribeiro de Oliveira Esmeraldo, referência técnica do Nespciras.

E, de acordo com a também biomédica e referência técnica do núcleo, Maíza Dayane Alves de Souza, o Estado de Sergipe vem avançando bastante na segurança do paciente, trabalhando junto às equipes e às unidades de saúde a incorporação dessa nova cultura nas suas rotinas. “Nós temos percebido uma evolução nessa questão, que é a segurança do paciente que está ganhando maior importância entre todos os envolvidos na assistência à saúde”, disse.

A fisioterapeuta Liane Rocha Machado, referência técnica do núcleo, destacou que dois hospitais de Sergipe, um público e um privado, já executam 100% das práticas de segurança do paciente, segundo avaliação do estado em parceria com a Anvisa e estes hospitais serão certificados durante o seminário. Informou que são avaliadas as seis principais metas de segurança do paciente que são a higienização das mãos, cirurgia segura, prevenção de quedas e úlcera por pressão, identificação do paciente e administração segura de medicamentos.

Tema 2021

O Setembro Laranja é uma data escolhida para mobilização da comunidade sobre a segurança do paciente, reforça a importância do cuidado ao usuário, mas também busca conscientizar o paciente da sua importância no envolvimento dos seus cuidados e de que ele deve ser a última barreira para que um evento indesejado ocorra. É importante a sua participação desde a sua identificação na unidade hospitalar, por exemplo, passando pelo medicamento a ele administrado. “Precisamos criar essa cultura de Segurança, a de o paciente ter propriedade sobre aquilo que está acontecendo com ele”, disse Mônica Esmeraldo.

Seminário

O seminário vai acontecer das 8h30 às 12h30, abordando temáticas como: Segurança do paciente nos cuidados neonatal; Indicadores de mortalidade materna e neonatal; Práticas adotadas na Maternidade Santa Izabel para fortalecimento do parto seguro e Cenário do Núcleo de Segurança do Paciente no Estado (NSP). O mesmo é destinado às equipes dos NSPs e das Comissões de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH) e profissionais de saúde em geral.

Cuidado materno

A cada ano a Organização Mundial de Saúde escolhe um tema para ser abordado no Dia Mundial de Segurança do Paciente. Nesta edição de 2021, a proposta foi o ‘Cuidado materno e neonatal seguro’, para chamar a atenção daqueles que trabalham com saúde e da população em geral sobre uma realidade preocupante. A saber, cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por complicações relacionadas à gravidez ou ao parto em todo o mundo.

Argumentam a OMS e a Organização Pan-Americana de Saúde que uma vez que os cuidados com a maternidade também são afetados por questões de igualdade de gênero e violência, as experiências das mulheres durante o parto têm o potencial de empoderar ou infligir danos e traumas emocionais a elas. Assim, escolheu como slogan da campanha o apelo ‘Aja agora por um parto seguro e respeitoso”.

Segundo a organização Mundial de Saúde as principais complicações, que representam quase 75% de todas as mortes maternas, são: hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia); hemorragias graves (principalmente após o parto); infecções (normalmente depois do parto); complicações no parto e abortos inseguros. Atestam as instituições que a maioria das mortes maternas são evitáveis considerando que as soluções de cuidados de saúde para prevenir ou evitar complicações são bem conhecidas.

Publicado: 14 de setembro de 2021, 15:55 | Atualizado: 14 de setembro de 2021, 17:40