Sala de espera integrada acolhe visitantes nas UTI’s do Huse
A hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pode acarretar alterações psicológicas e sociais ao paciente e à família. É com esse pensamento que o setor de humanização do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), através da Sala de Espera Integrada, tem o cuidado em acolher bem todos os familiares de pessoas que estão internadas na UTI, um ambiente onde se encontram pacientes em estado crítico e para humanizar o acolhimento ao familiar é necessário estabelecer uma comunicação que ofereça segurança e conforto.
A sala de espera integrada é ligada a política de humanização e segue a diretriz de acolhimento. Fundamentalmente é importante para as unidades críticas, pois minimiza a ansiedade e media a comunicação entre equipes e familiares. De acordo com o gerente da Humanização do Huse, Elder Magno, durante o processo de internação do paciente, o familiar é afetado pela perda de controle emocional e a incerteza da condição futura do paciente. “A sala de espera é um instrumento de mediação. Em termos de procedimento é feita uma orientação de normas e rotinas para os envolvidos, que tiram dúvidas, compartilham emoções, por isso a sala de espera ajuda a minimizar essa angustia até o momento da visita”, declarou.
O horário de visita nas UTI’s do Huse é 11h no período da manhã até às 11h15, no período da tarde, o horário é das 16h às 16h15, esse é o momento de carinho, afeto e atenção em que a família tem junto ao paciente. Durante a visita, os profissionais da humanização explicam a importância do cuidado para a melhora da doença e os agravos que podem ocorrer, contribuindo de forma positiva no tratamento do paciente. “É um impacto muito grande para o familiar ou visitante que chega e vê o paciente entubado. Nós conversamos para tranquilizá-los, o que torna a visita mais acolhedora. A gente orienta para que a família converse com o paciente, chame pelo nome, para que ele sinta que não está ali sozinho. Ter o cuidado para não falar nada que vá machucar ou preocupar o paciente, muito menos assuntos de casa”, informou a técnica de enfermagem da humanização do Huse, Tereza Cristina Guimarães.
A internação hospitalar é causadora de um desequilíbrio emocional para o paciente e principalmente para a família que vivencia uma situação não planejada. A farmacêutica Marta Souza, está com um tio internado na UTI do Huse. Segundo ela, um momento de tristeza que é confortado com as palavras de força do acolhimento. “A gente chega aqui triste e na esperança de que os nossos pacientes se recuperem o mais depressa possível. Esse acolhimento que é realizado na hora da visita nos deixa mais tranquilos e confiantes”, disse.

Elder Magno, gerente da Humanização do Huse

Tereza Guimarães, técnica de enfermagem da Humanização do Huse
Publicado: 11 de maio de 2017, 16:22 | Atualizado: 11 de maio de 2017, 16:22