Projeto “Cantando Histórias” leva música a pacientes na CTI pediátrica do Huse

Um paralelo entre a psicologia e a música. Foi com esse pensamento que o Projeto “Cantando Histórias”, que aconteceu na CTI pediátrica, se fez presente na vida de muitos familiares que estão com um ente querido internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Uma ação da psicologia que busca através da música apresentar um pouco das técnicas da psicologia e o que ela pode oferecer para melhorar o atendimento e a proximidade do público com o hospital.

O psicólogo da Ala D do Huse, Pedro César do Prado, levou o violão e fez uma parceria de alegria e interação com os acompanhantes das crianças internadas na unidade crítica. “A gente traz músicas e temáticas, próprias do atendimento da espera, da ansiedade, da dificuldade, da ajuda, da cooperação, do poder da comunicação e do fator lúdico. A música facilita todo o processo de interação. Nós já temos esse trabalho inserido em alguns outros projetos dentro do hospital como o “Rodas da Vida” e muitas vezes o paciente também participa, os que estão em mais condição. A ideia é facilitar a comunicação de quem estiver participando, fazer com que a pessoa se emocione e fale coisas boas, diferenciadas e entre num estado mais relaxado para poder ter melhores ideias para resolver problemas que até então não tinha solução”, explicou o psicólogo.

O projeto trabalha com música comum que se escuta no rádio, na igreja, na internet, trabalhando a criação da consciência, a capacidade de elaborar dificuldades, a importância de ampliar o ponto de vista para ver os problemas de forma diversificada e arranjar novos caminhos para lidar com as dificuldades. Um trabalho específico, dentro da psicologia como uma estratégia de aproximar mais a abordagem psicológica do senso comum e trazer a música como agente facilitador.

Para a psicóloga da CTI Pediátrica, Carmem Cecília Tavares, foi um encontro gratificante. “Foi um encontro com familiares das crianças internadas e um momento muito agradável com os pais porque eles gostam das atividades diferenciadas, estavam animados, porque todos os dias eles enfrentam muito sofrimento em saber que os filhos estão internados, muitas vezes graves e eles separados dos filhos, então, eles se envolveram e foi um paralelo entre a psicologia e a música, muito gratificante para todos”, afirmou.

A estudante Mariana Matos, 32, está com o sobrinho internado e se sentiu mais forte para enfrentar a situação depois do encontro. “É muito doloroso ver meu sobrinho internado. Essas músicas acalmam a gente e nós deixa mais fortes para enfrentar a situação. Meu sobrinho já está se recuperando e em breve vai sair daqui recuperado”, concluiu.

Publicado: 1 de abril de 2019, 15:00 | Atualizado: 1 de abril de 2019, 15:00