Profissionais dos Mais Médicos recebem orientação sobre o Telessaúde Sergipe
Mais de 30 médicos brasileiros e estrangeiros estiveram na manhã da última sexta-feira, 09, na Fundação Estadual de Saúde (Funesa) para participar de uma ação de Educação Permanente de orientação para utilização das ferramentas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TICs) ofertadas pelo Programa Telessaúde Sergipe. O evento para profissionais do Programa Mais Médicos foi promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em parceria com a Funesa e a Universidade Federal de Sergipe(UFS).
Segundo Rosana Apolônio Reis Andrade, referência do Ministério da Saúde para o acompanhamento do Programa Mais Médicos em Sergipe, a oficina da última sexta foi uma ação de aperfeiçoamento. “Dentro dessas ações de aperfeiçoamento para os profissionais do Mais Médicos, o Telessaúde é um braço da Educação Permanente. Essas ações têm uma dupla função: no sentido da própria formação profissional e de ajudá-los nesse processo, como em dúvidas de casos clínicos, questões epidemiológicas no Brasil, ou no próprio estado ou município”, detalhou.
De acordo com ela, mais de 80% do grupo que participou da oficina é composto por médicos vindos de Cuba. A outra parte contém médicos brasileiros e médicos brasileiros formados em outros países, chamados de intercambistas, e todos puderam conhecer de maneira mais aprofundada o suporte do Telessaúde. “Ele é um braço importante porque tem essa grande vantagem de permitir que o médico possa acessar sozinho a plataforma, com sua necessidade, com sua dúvida, porque existe no programa o teleconsultor médico, enfermeiro e dentista. O movimento de hoje é de apresentar para eles essa ferramenta, sua potencialidade e estimular o valor de uso dela”, explicou.
O médico sergipano Marcos Fabian, que começou a atuar em Arauá pelo programa este ano, disse que foi o primeiro contato com a ferramenta do Telessaúde. “O objetivo é simplificar o atendimento ao paciente de forma nacionalmente, para que todos os profissionais tenham acesso”, exemplificou, explicando que facilita o trabalho dos médicos e encurta o tempo de resolução em muitos casos.
Representando a SES, Monalisa Almeida de Oliveira Fonseca, da Comissão Estadual do Programa Mais Médicos, destacou a parceria do programa com o Núcleo de Telessaúde no estado. “É uma excelente parceria com o Telessaúde, que vem ofertando essa oficina para os profissionais do programa, que conta hoje com mais de 30 médicos. É importante para poder chegar a eles, ter proximidade da atenção básica, proximidade do estado. A ferramenta ajuda porque os protocolos são diferenciados, principalmente para os cooperados cubanos”, afirmou.
A coordenadora do Telessaúde em Sergipe, Eneida Ferreira, explicou que a ação foi elaborada de modo a sensibilizá-los para o uso dos serviços ofertados pelo Telessaúde Sergipe. A atividade contemplou momento de exposição dialogada sobre o Telessaúde, como abordagem prática em três estações de trabalho com os temas: Treinamento na plataforma de teleconsultoria; Conhecimento de sites de Pesquisa no SUS e Como elaborar uma teleconsultoria e conhecimento da Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP).
“O treinamento na plataforma de teleconsultoria é para que os profissionais possam nos encaminhar dúvidas e questões sobre processos de trabalho, dificuldades com manejo clínico ou temas diversos que estejam relacionados com a Atenção Primária”, disse Eneida.
“O Telessaúde tendo em seu contexto o processo de qualificação, de provocar a Educação Permanente em Saúde, para problematizar e renovar os processos de trabalho, a gente não poderia deixar de fora um programa também nacional e parceiro, que faz parte do Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde. Então, o Telessaúde entra com aporte educacional e o Mais Médicos entra com aporte de qualificação da rede em processos assistenciais, que estão intimamente ligados”, afirmou.
Segundo ela, o Telessaúde é um aliado importante para o profissional do Mais Médicos. “Da turma de 34 pessoas que foram treinadas, sua grande parte vem de Cuba, então são profissionais que precisam ser atualizados com relação às demandas epidemiológicas e sanitárias do estado e também dos municípios onde atuam, para que possam efetivamente prestar um cuidado importante. Como eles estão chegando, é muita informação para absorver em pouco tempo, então, tendo um ponto de Telessaúde na unidade, eles podem ter fácil acesso às informações que vão subsidiar o fazer profissional do dia a dia”, completou.
Publicado: 12 de junho de 2017, 19:07 | Atualizado: 12 de junho de 2017, 19:07