No dia Mundial da Aids a prevenção serve de alerta para evitar novos casos da doença

Atualmente mais de 34 milhões de pessoas vivem com HIV em todo o mundo. É o que aponta um estudo da Organização Mundial de Saúde. A doença é silenciosa e em muitos casos é descoberta tardiamente. No dia 5 de junho de 1981 cinco jovens da cidade de Nova York foram diagnosticados com HIV após apresentar pneumonia e câncer de pele que se manifestava em pessoas com imunidade baixa. Esta foi a primeira vez que a doença foi vista pela humanidade. De lá pra cá, a medicina já fez alguns avanços no tratamento da doença, como o tratamento cada vez mais eficiente e o índice de mortalidade que vem reduzindo ao longo dos anos.

O coordenador do Programa Estadual IST/Aids Almir Santana acredita que o tratamento da doença tem avançado muito nos últimos anos e que muito tem sido feito para dar mais qualidade de vida aos pacientes. “Temos apresentado uma grande melhora na vida das pessoas com a doença, principalmente na quantidade e na qualidade de remédios disponíveis para a população. Também temos uma novidade que é a prevenção combinada que é o uso de camisinha e de medicamentos que diminuem a transmissão do HIV”, destacou Almir Santana.

Mesmo com tantos avanços, muitos desafios ainda são enfrentados para eliminar a doença, como destaca Almir Santana. “O principal fator ainda é a prevenção. Por isso trabalhamos exaustivamente com as pessoas para que elas tomem ciência dos riscos da doença. E muita gente não se previne por achar que não precisa, que conhece o parceiro ou que ele é saudável. E tudo isso é o maior problema pra que a transmissão aconteça com mais facilidade. É preciso que as pessoas que usem a camisinha e a qualquer sinal da doença, procure uma ajuda médica”, disse o coordenador do Programa Estadual IST/Aids.

Almir Santana ressalta ainda que o principal meio de transmissão é através de relações sexuais sem o uso de preservativo. Ele ressalta também que além deste meio, a doença também pode ser transmitida quando pessoas compartilham objetos cortantes como alicates, seringas e da mãe para o filho no momento do parto. Outra informação importante é que a doença não é transmitida com o compartilhamento de copos, talheres e até o beijo não transmite a doença.

Em Sergipe, mais de 5 mil pessoas convivem com a doença. No Estado, os pacientes são assistidos pela Secretaria de Estado da Saúde e pelos municípios. “Temos avançado junto aos municípios com o tratamento desses pacientes para que eles trabalhem com equipes multiprofissionais para dar maior assistência a quem precisa. Através da SES, também temos o Hospital de Urgência de Sergipe, que também atende a estes pacientes principalmente no caso de emergências médicas. Mas atuamos principalmente na detecção e na prevenção. Quanto mais descobrirmos novos casos, mais teremos chances de tratar e dar uma qualidade de vida melhor, já que infelizmente a doença ainda não tem cura”, ressaltou o coordenador do Programa IST/Aids.

Publicado: 5 de junho de 2017, 19:40 | Atualizado: 5 de junho de 2017, 19:40