Municípios podem solicitar à SES apoio de Núcleo Ampliado de Saúde da Família

Composto por multiprofissionais que apoiam as equipes do programa Saúde da Família para que na própria atenção básica, na unidade de saúde, as questões sejam resolvidas com mais facilidade, o Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), criado em 2008, tem o objetivo de apoiar os profissionais das Equipes de Saúde da Família, das Equipes de Atenção Básica para populações específicas, compartilhando as práticas e saberes de diferentes áreas de conhecimento, de forma integrada.

O NASF é composto por multiprofissionais que apoiam as equipes do programa Saúde da Família para que na própria atenção básica, na unidade de saúde, as questões sejam resolvidas com mais facilidade. Dez anos depois de implantado, já sofreu algumas modificações e, hoje, no estado de Sergipe, existem 71 NASFs, em 53 municípios. Os municípios que ainda não possuem o programa e desejam a implantação podem solicitar, a qualquer momento, à coordenação estadual de Atenção Primária à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

 

Podem compor os NASF as seguintes ocupações: Médico Acupunturista; Assistente Social; Profissional/Professor de Educação Física; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Médico Ginecologista/Obstetra; Médico Homeopata; Nutricionista; Médico Pediatra; Psicólogo; Médico Psiquiatra; Terapeuta Ocupacional; Médico Geriatra; Médico Internista (clinica médica), Médico do Trabalho, Médico Veterinário, profissional com formação em arte e educação (arte educador) e profissional de saúde sanitarista, ou seja, profissional graduado na área de saúde com pós-graduação em saúde pública ou coletiva ou graduado diretamente em uma dessas áreas.

De acordo com a referência técnica da SES, Elisa Leite, existem três tipos de NASF e a diferença entre eles é, basicamente, o tamanho dos municípios. Os municípios que dispõem de apenas uma ou das equipes, são contemplados com o NASF 3. Os municípios que possuem três e quatro equipes, são contemplados com o NASF 2 e aqueles que têm acima de cinco equipes são contemplados com o NASF 1. “Aracaju, por exemplo, tem vários NASFs por possui 120 equipes. A cada 10 equipes é outro NASF”, diz Elisa.

 

“As categorias são elencadas de acordo com a avaliação do perfil epidemiológico local, então, não são categorias fixas. Para compor o NASF o gestor municipal faz uma avaliação do que tem mais de demanda no município e elenca a equipe de acordo com essa necessidade. A SES faz, junto a esses municípios, através da Atenção Primária todo o acompanhamento, desde o momento em que o município manifesta o interesse por um NASF”, explica a coordenadora da Atenção Básica da SES, Fernanda Aragão.

 

Fernanda conta, ainda, que referência técnica passa todas as orientações, faz a avaliação, mantém o contato com a gestão municipal norteando de acordo com os princípios que são trabalhados pelo NASF, que faz todo o encaminhamento e ponte junto ao Ministério da Saúde. “Saiu a portaria de credenciamento, Elisa mantém o contato e permanece promovendo apoio ao município nesse processo de implantação. É um apoio continuado que a referência proporciona para esse gestor municipal”, explica a coordenadora.

Os NASFs diferem, também, no financiamento e na carga horária profissional.  O NASF 3 possui carga de 80 horas, o 2, 120 horas e o 1, 200 horas. O financiamento do Ministério da Saúde para o NASF 3 é de 8.000 reais, o NASF 2 recebe 12.000 reais e o 1 recebe 20.000 reais. O repasse é feito em duas parcelas. A primeira é paga no ato da implantação e depois recebem uma segunda parcela de manutenção e custeio de igual valor.

 

“E importante ressaltar que o NASF é um programa de apoio à Saúde da Família, ele não funciona de forma isolada, não é um Centro de Referência, nem de Especialidades, ele atende à demanda da equipe. São encaminhamentos discutidos, compartilhados, com estratégia e diretriz diferentes. Ele tem que funcionar na própria unidade de saúde, não é um serviço que possui uma unidade própria. É um referencial teórico do matriciamento, ou seja, as equipes e o NASF pactuam ou devem, pelo menos, pactuar as ações e intervenções de ambos. Temos uma meta de que, até o fim de 2019, possamos cobrir 100% dos municípios, para que todos possam ter esse apoio”, reforça a referência técnica.

Publicado: 22 de agosto de 2018, 07:43 | Atualizado: 22 de agosto de 2018, 08:25