MNSL realiza palestra acerca de mitos e verdades sobre depressão

Vamos conversar? Depressão: Mitos e Verdade! Conhecer e Prevenir. Esse foi o tema da palestra ministrada nesta sexta-feira, 13, na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes em alusão ao Setembro Amarelo. O objetivo do tema, que foi proferido pelo setor de Psicologia da MNSL, foi orientar funcionários e público convidado sobre como disseminar as informações no sentido de inibir a prática, que tira no mundo a vida de 1 milhão de pessoas com um suicídio a cada 40 segundos. No Brasil, cerca de 12 mil pessoas cometem suicídio a cada ano. Quem informa é a psicóloga da instituição, Naiara França da Silva.

Após a palestra, aconteceu de imediato um debate sobre o tema para que possas se conscientizem sobre a importância da prevenção buscando alertá-las sobre a realidade dessa pratica. “É importante estar atento porque os dados são alarmantes sendo necessário saber de que forma eles podem ser prevenidos. Além de tudo, isso é uma forma de sensibilizar as pessoas pelos sintomas do suicídio e cuidar da própria saúde mental “, disse Naiara

Os dados do suicídio são alarmantes, no mundo todo. Em média 1 milhão de pessoas cometem suicídio, o que equivale a um suicídio a cada 40 segundos e no Brasil uma média de 11 a 12 mil pessoas cometem suicídio em um ano, o que equivale a um suicídio a cada 45 minutos. Nos últimos anos, as pesquisas vêm aumentando e os números de suicídios cometidos por adolescentes na faixa de 15 a 29 anos e é um alerta para que esse público possa estar sendo melhor orientado para que seja dado um suporte maior”, observou a psicóloga Naiara França da Silva.

Ela explicou que a melhor forma de ajudar a quem pensa em suicídio é ouvir sem julgamentos, porque existem algumas expressões que não devem ser ditas para quem está passando por essa situação. “Algumas expressões diminuem o que a pessoa sente, como por exemplo: “isso não é nada, tem gente em situação pior”, ou “foi você quem procurou isso”. Essas expressões acabam aumentando a culpa que a pessoa carrega e, por isso, devem ser evitadas porque é um momento em que a pessoa está precisando de acolhimento e não de julgamento, ou repreensão”, alertou a psicóloga.

Sem medo

A psicóloga Andressa Azevedo da Ala Rosa atentou que nove em cada 10 mortes por suicídio podem ser evitadas. “É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto, estimular o diálogo e abrir espaço para campanhas que contribuem para tirar o assunto da invisibilidade”, observou a , Andressa Azevedo. Para a psicóloga da saúde do trabalhador, é importante estar em alerta não só este mês, e sim a todo instante. “O suicídio é um fenômeno complexo de múltiplas determinações e não existe um único fator que leve a pessoa ao suicídio. A situação pode afetar indivíduos de diferentes. É importante estar em aberta não só este mês, e sim a todo instante.”, atentou a psicóloga.

Naiara informou que o tratamento é indispensável, o diálogo é essencial, mas em muitos casos não substitui a necessidade de medicamentos. “Dar apoio emocional e se mostrar disponível é fundamental para uma pessoa que está passando por um momento desses. Uma consulta médica com o psiquiatra ou psicológica é muito benéfica para orientar as pessoas sobre como auxiliar sobre o que a pessoa está passando naquele momento. Então o tratamento é indispensável, como também o suporte familiar, ter uma rede de apoio é importante”, disse Naiara.

Mitos – “Alguns mitos bastante comuns sobre o suicídio são: “quem quer se matar não avisa”. Apesar disso, 90% dos casos das pessoas que cometeram suicídio deram sinais diretos ou indiretos de que aquela dor estava difícil de suportar. Sendo assim, nunca se deve subestimar alguém que está dizendo que vai tirar a sua vida porque não existe apenas essa forma de resolver esse problema que ela está enfrentando. Outro mito comum é que quem comete suicídio ou tem pensamentos suicidas tem algum transtorno mental, de fato as maiores partes das pessoas que cometem suicídio tinham diagnóstico de transtorno mental mas também há pessoas que não possuem esse diagnóstico”, ressaltou a psicóloga.

Ela enfatizou que as pessoas com pensamentos suicidas apresentam uma ambivalência, entre querer morrer e viver. “Quando alguém diz que quer tirar a própria vida pode se ver neste ato, um pedido de ajuda, portanto nem todo suicida quer realmente morrer”, afirmou a psicóloga Naiara França da Silva. Crianças e adolescentes também cometem suicídio”, alertou Naiara.

Achei a palestra bastante relevante porque o conhecimento sobre o tema nos motiva a agir de acordo com a prevenção, a desmistificar o suicídio e a perceber outros sinais”, disse Karen Geslaine Freitas de Sacramento. Ela ressaltou ainda que quando você tem um seguimento religioso que motiva a vida você já tem uma esperança em si guardada, Independente dos problemas que você esteja passando. Você já tem uma força, uma esperança. A religião, por exemplo, é um caminho que nos ajuda muito. Ela nos religa, nos conecta de volta com o nosso criador”, reforçou Karen.

Publicado: 13 de setembro de 2019, 17:09 | Atualizado: 13 de setembro de 2019, 17:09