Maternidade Nossa Senhora de Lourdes analisa indicadores da unidade

“Indicadores das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde na MNSL”. Esse foi o tema da apresentação realizada nesta sexta-feira, 23, no auditório da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, pela infectologista Magaly Medeiros, Responsável Técnica do Serviço de Infecção da unidade. Os indicadores de infecção são utilizados com a finalidade de compreender as situações existentes, apoiar as tomadas de decisão e apontar os caminhos a seguir.

Magaly explicou que os dados apresentados mostram a situação atual da unidade de saúde, e oportunizam, ainda, a construção de planos operativos que possibilitam melhorar as ações no intuito de evitar incidência de infecções hospitalares.  A médica apresentou principalmente os dados da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).  “Mostramos dados importantes para diminuirmos o risco de infecção. Foram expostos cinco tópicos que a UTIN realiza e diariamente são avaliados, já que mensalmente apresentamos os dados a maternidade e a ANVISA”, disse a infectologista.

Ela atentou que os dados apresentados são confrontados com todos os Estados e, a partir disso, visualizamos a média nacional e o que está ocorrendo no Brasil. “Por exemplo, na análise da bactéria, que chamamos de análise microbiológica, definimos qual antibiótico iremos utilizar. Os cinco indicadores são: infecções relacionadas à assistência à saúde, a pneumonia de ventilação, ao cateter venoso, cateter clínico e trato urinário. Quanto menor o prematuro, ou seja, com baixo peso, maior é o risco de infecção. Explicou Magaly.

Precauções

A médica classificou como mais importante em relação a infecção, o uso racional de antibióticos, porque em relação aos exames, as  culturas positivas, são direcionadas ao antibiótico adequado para bactéria. Magaly comentou que o Serviço de Controle da Infecção Hospitalar (CCIH), trabalha em conjunto com todos os setores da maternidade, principalmente na orientação e precaução sobre a forma correta de agir na unidade.

Para a coordenadora da Unidade Neonatal, Thereza Azevedo, os indicadores mensuram a eficiência diária, a qualidade do trabalho e os principais fatores que necessitam de melhorias. Ela ressaltou que essa troca de informações com os gestores ajudam a construir medidas eficazes para a melhoria da assistência já que são os indicadores que contribuem para planejar, comunicar, acompanhar, avaliar, comparar e melhorar o desempenho ao longo do tempo.

A gerente da UTIN, Monique Cabral, informou que As apresentações da CCIH são fundamentais para o confrontamento da real situação da UTIN. “Hoje foi importante para discutirmos e avaliarmos a necessidade de mudança no processo de trabalho e  assim melhorar as condições de assistência”, comentou Monique.

Controle de riscos

  A enfermeira do Núcleo de Educação Permanente (NEP), Maria do Carmo Pereira disse que se todas as medidas apresentadas forem seguidas pelos profissionais, os riscos de infecções serão muito menores, principalmente com a higienização correta das mãos. “A palestra foi bem interessante porque foram apresentados os dados dos índices de infecção, principalmente de corrente sanguínea, e foi de grande importância porque como profissional da maternidade foi bom ter o conhecimento do controle de infecção por corrente sanguínea” relatou Maria do Carmo Pereira Enfermeira do Núcleo de Educação Permanente (NEP).

“Essa é a primeira parte dos dados que apresentamos. Depois mostramos outros indicadores, que a ANVISA também solicita mensalmente, a higienização das mãos – o meio mais barato e eficaz de diminuir o risco de infecção, o qual chamamos de Infecções relacionadas á Assistência à saúde (IRAS), a partir disso confrontamos trabalhos com plano operativo de ações mais adequado’’. Explanou a infectologista.

Magaly finalizou fazendo referência ao uso de álcool gel na unidade para higienização nas mãos. “O uso de sabão liquido, papel toalha e álcool gel nas unidades  são de extrema importância. Outros dados relevantes, foram também abordados, como os da vigilância epidemiológica como o quantitativo de HIV e sífilis.  Isso é fundamental para saber nossos dados e trabalhar melhor o principal, a redução da infecção das correntes sanguínea na unidade”, disse a médica.

Publicado: 23 de agosto de 2019, 16:41 | Atualizado: 23 de agosto de 2019, 16:41