Huse: Núcleo de Cuidados Prolongados realiza último encontro do “Projeto Conversando sobre a Morte”
Por katiane Menezes
Apesar de ser uma realidade comum a todos, lidar com a morte continua sendo muito complicado para a grande maioria das pessoas. No leito de um hospital, por exemplo, profissionais de saúde ainda sentem dificuldade no momento de conversar com o paciente ou com o familiar sobre tal assunto.
Pensando em desmistificar esse tema, o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), através do Núcleo de Cuidados Prolongados, realizou durante o ano o “Projeto Conversando sobre a Morte”, reunindo, a cada quinze dias, psicólogos, pacientes e acompanhantes para discutir o assunto.
Nos encontros, os participantes debateram sobre como é o processo de enfrentamento, a abordagem aos familiares, a questão da comunicação e tudo que envolve o contexto morte dentro de uma unidade hospitalar. A psicóloga Márcia Melo foi uma das fundadoras do Projeto e fez uma retrospectiva dos trabalhos.
“Foi um grande desafio. Conseguimos começar e colocar em prática as ações, fechando o ciclo com resultados positivos. A morte é um assunto que os profissionais de Saúde se deparam o tempo todo e que deve ser tratado com humanidade e delicadeza”, enfatizou, lembrando que já há novas estratégias para o próximo ano.
Último do ano
O tema do último encontro foi “Morte e Arte”, desenvolvido psicóloga convidada Fabiana Andrade. “A arte nos envolve ao longo de toda a trajetória humana e está atrelada ao sócio e econômico. Sabemos que a vida tem um fim, mas precisamos aprender a lidar com essa perda”, afirmou.
O médico e coordenador do projeto Rodas da Vida, Edney Vasconcelos, torce para que, no próximo ano, o projeto tenha ainda mais participantes, como estudantes, profissionais e demais interessados no tema. “Esse é um espaço de inclusão valoroso e pensado. Foi muito positivo e deve continuar em 2017, com o objetivo de atingir um maior número de pessoas”.
Para quem participou pela primeira vez, o desejo é que o encontro volte em outros momentos. “Nossa rotina é muito corrida. Infelizmente, não consegui acompanhar os outros encontros, mas espero que aconteça mais vezes, pois é bom para refletir sobre o assunto e tentar trabalhá-lo da maneira mais humanizada possível”, complementou o médico.
Publicado: 20 de dezembro de 2016, 16:22 | Atualizado: 20 de dezembro de 2016, 16:22