Huse: funcionários participam de ação sobre o uso correto dos jalecos e roupas privativas
No Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), através do Serviço de Nutrição e Dietética do hospital, realiza uma campanha para o não uso do jaleco e roupa privativa dentro do refeitório do Hospital. A medida visa o cumprimento da Norma de Segurança e Saúde do Trabalho (NR-32), além de evitar o risco de infecções cruzadas, ou seja, de uma unidade para outra.
O jaleco é uma peça do vestuário e que tem a função de ser uma barreira de proteção do corpo contra substâncias químicas e micro-organismos. A Referência Técnica de Nutrição do Huse, Sieune Roberta Araújo, ressalta a importância do cumprimento da norma para o beneficio de todos. “Se a gente esta usando um EPI [Equipamento de Proteção Individual] num lugar contaminado e vem para o refeitório, a pessoa está trazendo bactérias e aí a gente observou que ultimamente essa norma não está sendo cumprida. Mesmo a gente dispondo de cabides, o certo era que esses profissionais já deixassem esses jalecos nos seus setores e já viessem para o refeitório sem o jaleco e principalmente sem roupa privativa”, esclareceu.
Um jaleco figurativo com as bactérias desenhadas foi colocado na entrada do refeitório simbolizando os riscos de contaminação que ocorrem com o uso do jaleco em lugares impróprios, além disso, banners foram fixados na entrada do refeitório e panfletos sobre a campanha foram entregues aos servidores como forma de conscientização.
A medida já agrada alguns servidores que deixaram os jalecos nos cabides e foram almoçar livres dos riscos de contaminação. A gerente da Oncologia do Huse, Paloma Bastos, aprovou e cumpriu a ação. “É um assunto muito grave e que deve ser levado a sério. Acho muito importante deixar o jaleco na sala ou aqui nos cabides para evitar o risco de contaminação nos alimentos. Temos que nos unir e fazer cumprir diariamente essa ação”, ressaltou.
A oficial administrativa do Huse, Silvaneide Francisca Rocha, não faz uso do jaleco, mas já se sente mais protegida com essa ação. “Tudo que venha em benefício para a nossa saúde será aceito. Essa norma é importantíssima e deve se fazer cumprir para que tenhamos uma saúde de qualidade. O lugar de roupa privativa e jalecos é no local de trabalho e não circulando no hospital ou no refeitório”, disse. Dentro de um ambiente hospitalar, o cuidado e a prevenção devem ser tomados visando à segurança do paciente e do próprio profissional.

Um jaleco com bactérias desenhadas serviu para demonstrar o perigo de infecção cruzada

A ação de hoje é parte de uma campanha de conscientização realizada em todo hospital
Publicado: 15 de maio de 2017, 17:30 | Atualizado: 15 de maio de 2017, 17:30