Hemose: Serviço de fisioterapia destaca tratamentos para hemofílicos durante palestra

Tirar dúvidas e desmistificar alguns aspectos da hemofilia. Essa foi a finalidade da palestra realizada no serviço de fisioterapia do ambulatório de Centro de hemoterapia de Sergipe (Hemose), com a participação de estudantes de fisioterapia da Universidade Tiradentes (Unit). De origem genético-hereditária, a hemofilia provoca sangramentos, principalmente, no interior de juntas e músculos devido à ausência de fatores da coagulação do sangue.

 

Na palestra ministrada pela fisioterapeuta, Kelly Barreto, os alunos receberam informações sobre os dois tipos de hemofilia, o tipo A referente à deficiência do fator VIII de coagulação do sangue e tipo B, deficiência do fator IX.  ”O tratamento é feito com a injeção na veia, do fator que falta ao paciente”, detalhou.

 

Kelly Barreto explicou que a principal característica da doença é a ocorrência de hemorragias, sangramentos que podem acontecer em qualquer parte do corpo de forma espontânea ou devido a algum tipo de trauma.  Sendo que as mais comuns se apresentam sob a forma de hematomas, manchas roxas na pele e hemartroses, que são hemorragias dentro das articulações. “Essas manifestações variam conforme o grau de deficiência do fator e surgem ainda na infância. As articulações que são mais atingidas por hemartroses são ombro, cotovelo, joelho e tornozelo”, pontuou Kelly Barreto.

 

De acordo com o gerente do Ambulatório, Weber Teles a atividade educativa em parceria com a Universidade Tiradentes (Unit) visa difundir mais informações sobre a enfermidade e seus tratamentos. “Hemocentro de Sergipe disponibiliza o acompanhamento com equipe multiprofissional. No serviço de fisioterapia os pacientes realizam procedimentos para amenizar as dores nas articulações”, confirmou ao acrescentar. “A equipe é composta por médicos hematologistas, pediatra, enfermeiro, odontólogo, fisioterapia, psicólogo, além de outros profissionais”, frisou.

 

Atualmente existem 100 pacientes cadastrados ao Hemocentro de Sergipe. “Em função das dificuldades e até a falta de conhecimento, a maioria deles só buscam ajuda no serviço em situação de emergência, quando o ideal é que façam o tratamento preventivo com todos os profissionais”, concluiu Teles.

 

Para a estudante do segundo período de fisioterapia, Layane Oliveira, a atividade foi um momento de conhecimento prático, pela oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido com o público portador da hemofilia. “Aqui nós ficamos sabendo sobre a doença, seus sintomas e formas de tratamento, essas informações foram muito importantes, ainda mais que essa é uma enfermidade que pouco se fala, como muitos  detalhes, que não esquecerei”, justificou.

 

Serviço

 

Para ter acesso aos serviços ofertados no ambulatório do Hemose, os usuários devem procurar a unidade com documento de identidade e o encaminhamento do médico que realizou o diagnóstico de hemofilia, Anemia Falciforme, Won Willebrand e doença de Gaucher, de segunda a sexta-feira, no horário das 7h30 às 17h. Mais informações através dos telefones: (79)3225-8000 e 3225-8046

 

Layane Oliveira, estudante

Kelly Barreto, fisioterapeuta

Publicado: 19 de maio de 2017, 17:03 | Atualizado: 19 de maio de 2017, 17:03